Cock in ass

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Corro desviando dos zumbis que tentam me morder. Estou virando especialista em fugir de mordidas, já foram umas vinte vezes.

– Jimin seu desgraçado, por que você parou?– Sério, esse filho da puta tá pedindo pra morrer.

– Olha aquele garoto! Ele precisa de ajuda.– Assim que ele diz isso vejo um garoto em cima de uma van rodeada de zumbis.

– Ele que se foda! — Pode ser meio insensível, porém minha segurança vem em primeiro lugar, não é?

– Não, caralho. E se fosse um de nós?– Então Jimin corre, voltando para a muvuca e segurando na mão um machado que eu roubei a exatos trinta minutos atrás. Jimin e seu grande coração, isso ainda vai lhe custar caro algum dia.

– Idiota!– Vou atrás dele e acerto uma flecha num zumbi que está perto dele com a minha besta que (olha só!) roubei também a exatos trinta minutos atrás de um cara morto. Como Jimin estava com um puta nojo do cara, eu mesmo tive que sujar minhas mãos.– O que você vai fazer?

– Chamar a atenção!– Então aquele ser humano de baixa estatura começa a berrar feito o louco que de fato é. E se alguma dessas coisas não estavam atrás de nós antes, agora estão. Pelo menos ele consegui o que queria, não tem mais nenhum zumbi perto da van.

– Filho da puta! O que a gente faz agora?– Recupero a flecha da cabeça podre do zumbi com certa pressa, meio preocupado com a nossas vidas num leve risco.

– Corre, oras.– E é isso que fazemos, corremos como se nossa vida dependesse disso, como realmente depende.

   Aliás, meu nome é Min Yoongi, tenho vinte e quatro anos e sou um zero à esquerda. Pelo menos as horas passadas jogando vídeo games de tiros e zumbis ajudaram em alguma coisa. Começo a correr de costas em dado momento, vendo que muitos zumbis ainda estão atrás de nós.

– O que...fazemos...agora? – A pergunta saiu num tom ofegante, o sedentarismo não está me fazendo muito bem.

– Tá vendo aquele carro?

– Não, porra!– Ele sabe muito bem que eu estou cuidando da nossa retaguarda.

– Só me segue!– E o desgraçado dispara, fazendo com que eu tenha que virar pra frente e aumentar a velocidade, sentindo meu peito doer. Eu não devia ter faltado nas aulas de educação física pra ficar dormindo.

   Jimin entra no carro e eu faço o mesmo, fechando as janelas desesperadamente quando os zumbis chegam no carro e o balançam de um lado pro outro, tentando encontrar modos de entrar para nos dilacerar. Se ao invés dos urros e gemidos tivesse uma música ia parecer que estávamos numa festa.

Jimin se abaixa e mexe na fiação do carro, não sei onde esse garoto aprendeu a fazer essas coisas, mas tenho leves suspeitas de que seja com o grupinho de amigos vândalos que ele tinha. Graças ao senhor que o motor pega e ele acelera, atropelando todos os zumbis que entram na frente do carro e deixando os que estavam atrás de nós para trás. Vejo pelo retrovisor que as coisas continuam a correr na nossa direção, parece que a esperança é realmente a última que morre.

– Como você sabia que esse carro ia funcionar? – Me sentindo um pouco mais calmo e já com a respiração controlada decidi perguntar.

– Eu não sabia!– Dou um tapa no braço dele, pensar que nesse exato momento eu poderia estar mortinho da silva não é muito agradável assim.– Ei! Eu nos salvei!

– Mas podia ter matado!

   Jimin desvia de um zumbi parado no meio da estrada ao mesmo tempo em que pego meu celular e agradeço a Deus (mesmo não acreditando tanto nesse camarada) por ainda ter internet, então entro no Google Maps e tento conectar ele com a nossa localização.

– Para o carro rapidinho.– Ele faz o que eu peço e depois de alguns minutos (aleluia) o Google Maps nos encontra no mundo.– Pra onde nós dois vamos?

– Não sei.

– Que tal ir ver como as coisas estão em Busan?– Jimin sorri.– Se não der certo lá, podemos ir pro Japão, sempre quis viajar pra lá.

– Você faz com que isso pareça uma simples viagem com intuito de diversão!

– Eu sou foda com minha habilidade de diminuir a importância de problemas grandes, oras.

– Você é um pau no cú, isso sim.

   Sorrio, Jimin era um bom amigo e eu um simples pau no cú. Literalmente, sou um gay daqueles bem viadinhos, que não se importa com esconder pelas aparências, então o negócio do pau no cú é uma brincadeira que fala a verdade.

Encosto a cabeça no vidro e fecho os olhos aos poucos, sentindo a adrenalina se esvaindo aos poucos e o cansaço tomando conta de tudo.

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   Caraio. Dêem amor para essa fic, please. Tá curto o primeiro capítulo, mas eu tinha escrito ele antes e o FDP do Wattpad apagou.

Play: Apocalypse ZombieOnde histórias criam vida. Descubra agora