Vontade de Lobo

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"Me entregar a sua paixão é como mergulhar em um vulcão, sei que não sairei viva.".

2.

Nada nunca afetou tanto Jeongguk como o cheiro da humana o afetava, não era um perfume caro, mas sim a fragrância da pele dela.

– Eu não posso fazer isso. – Lua se afastou do corpo forte que a segurava com tanta possessividade e prendeu seu olhar ao de Jeongguk, que estava vermelhos feito sangue.

– Por quê? – a voz do Alfa estava mais grossa, não era mais o racional Jeon, mas sim seu lobo, que observava cada mínimo detalhe do corpo dela.

– Eu não posso me entregar assim a alguém que eu nem conheço.

– Você já sabe mais de mim do que qualquer humano jamais soube, isso não é o suficiente? Olhe para mim, para o meu corpo, eu estou louco por você, humana.

– Por favor, pare com isso. – Jeon voltou a segura-la em seus braços e levou seus lábios ao pescoço de Lua, que arfou.

– Quer mesmo que eu pare? – as mãos deslizaram pela cintura da jovem e ergueram a blusa que ela usava até que seus seios pudessem ser capturados pelos toques ousados do lobo. – Eu posso te levar a loucura se entregar o seu corpo a mim.

– Não posso fazer isso. – a menina gemeu enquanto lutava contra sua insanidade. Era um fato, que seu corpo se encontrava quente e louco para se entregar aos toques tão gostosos do lobo, mas e depois? O que aconteceria com ela depois? – Por favor, vá embora. – Lua o empurrou e caminhou até a porta. – Eu não quero confusão na minha vida pacata, volte para a sua alcatéia e me deixe em paz. – o lobo grunhiu irritado e caminhou até a moça.

– Vai mesmo fugir da vontade de um lobo?

– Já estou fugindo. Passe bem. – Lua apontou a porta e Jeongguk saiu, tendo a estrutura batida atrás de si logo depois.

O lobo do jovem voltou ao normal e seu corpo passou a mais uma vez ser dominado por ele.

Essa humana vai me enlouquecer.

– Você faz tudo errado. – Jeongguk virou o corpo e bateu na porta da casa, que foi aberta por Lua, com uma cara séria. – Quero pedir desculpas.

– Não precisa, apenas vá embora.

– Olha, eu nem te conheço direito, mas não quero que fique com uma má impressão de mim.

– Está tudo bem.

– Mesmo?

– Mesmo.

– Você ainda vai querer saber sobre os lobos? Eu posso contar, afinal, eu sou o Alfa.

– Não é novo para ser um Alfa?

– Sou um Alfa genuíno, ou seja, não matei um Alfa, nasci sendo um.

– Uau! Vem, quero saber mais sobre isso. Porém, se fizer gracinhas eu te coloco para fora, beleza?

– Beleza. – entre sorrisos, Lua deu passagem para ele e fechou a porta.

– Vou preparar um chá, venha comigo até a cozinha. – ambos caminharam até a cozinha pequena, mas extremamente aconchegante e organizada, Jeon se sentou no banco alto de madeira e apoiou os braços na bancada de mármore enquanto a acompanhava  pegar uma chaleira vermelha e colocar a água no fogo. – Pode começar a contar.

– Bem, eu venho de uma longa linhagem de Alfas genuínos, ninguém na alcatéia possui este gene, apenas a minha família, somos como se fosse uma família nobre, sabe?

O Filho do Alfa Onde histórias criam vida. Descubra agora