5.Depois do caos

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Os capítulos serão sempre curtinhos com o propósito de capturar sempre o momento, por isso terá dias que posso postar mais de um.

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Nos dois meses que se passaram desde a última e trágica vez que eu e Bill nos vimos, coisas mudaram, eu mudei. Era estranho pensar em um mundo onde nós dois não fossem mais próximos igual a antes, seria completamente diferente agora.

Bom, se formos parar para pensar o amor é mesmo uma droga, literalmente falando. Primeiro você o consome, se sente bem, quer aquilo todos os dias e aos poucos ele vai consumindo você e te deixando dependente, doente, louco.

Viajar era a única coisa que me fazia esquecer parcialmente dos ocorridos, pois havia sempre muito o que se fazer, por isso minha mente permanecia ocupada, porém voltar para a casa nunca pareceu tão errado quanto agora.

— A senhorita deseja mais alguma coisa? — a comissária perguntou.

— Não, estou satisfeita, obrigada. — agradeci, a moça assentiu e se retirou, eu voltei a olhar para a janela, vendo a imensidão azul acima das nuvens.

Meu telefone começou a tocar, era Amber, claro, quem mais poderia ser?

— Fala.

— Bom dia, primeiramente, sua grossa. — ela reclamou, me fazendo rir — Estou te esperando no aeroporto, tenho novidades!

Geralmente, Amber ficava mais animada que eu com as "suas" novidades.

— Deus queira que seja algo bom, amém. — falei, enchendo o saco dela.

— Vai ser, porque faço meu trabalho direito. — Amber soltou um suspiro — Como está?

— Ótima, como tem que ser.

— Acha que me engana? Estou contigo há seis anos, conheço bem esses seus "ótima".

Revirei os olhos.

— Estou bem, Amber, não se preocupa. — tornei a dizer — Vou desligar porque o avião vai pousar, até logo. — avisei.

— Tudo bem, já estou aqui. Beijos.

— Beijos. — desliguei e guardei novamente o aparelho em minha bolsa, com isso acabei pegando um papel que estava bem lá no fundo.

Era o número do Alexander que já deveria estar no lixo, mas que por algum motivo não identificado, não estava.

Ao descer fui escoltada até o hall, mas sempre que dava para autografar e tirar fotos, eu fazia, pois jamais ignorei meus fãs, pessoas essas que mantém meu sucesso.

Amber me esperava ao lado de uma enorme pilastra de vidro espelhado, seu óculos imensos tampava metade do rosto, porém ainda dava para ver o sorriso, mas era imenso demais para o motivo ser somente a minha volta.

— Olá minha cria! — ela abriu os braços.

— É bom te ver também. —a abracei.

— Você deu uma arribada no corpinho, não é? — observou ao me analizar dos pés a cabeça.

— Minha mãe sempre sabe do que gosto.

— Vou ter uma conversinha com ela. Mas agora, vamos almoçar, quero saber de tudo e aposto que você também quer saber o que te espera.

— Sempre que diz isso, fico assustada.

— Não precisa, é maravilhosa a notícia. — Amber piscou. — Brad, as malas dela.

— Espero.

Saímos dali com Brad vindo logo atrás, olhando assim até parecia que as coisas continuavam normais, mas não estavam.

And time goes by | Bill SkarsgårdOnde histórias criam vida. Descubra agora