Bônus - parte 4/5.

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Por Romeu:

- Julietta! Não não não! - continuei gritando a fazendo acordar. - Alguém chame ajuda!!! - grito aos incompetentes que estava parados a minha frente. Os seguranças da Irmandade voltaram com a ranger rover e me ajudaram a colocar a Julietta no carro. Ela estava perdendo muito sangue e eu tentava estacar os ferimentos. - Rápido! Para o hospital mais próximo! - gritei para o motorista que prontamente saiu dali. Peguei o celular da Julietta no bolso da sua calça e liguei para Bianca.

- Julietta, em que posso ajudar? - ela disse ao atender.

- Aqui é Romeu. A Julietta levou dois tiros. Estou levando ela até o hospital, mas preciso de ajuda. - digo ainda em choque.

- Como isso aconteceu? - Bianca grita preocupada.

- Longa história. Você e sua irmã, vão para lá o mais rápido o possível. - digo desligando. Olho para Julietta que estava pálida. - Per favore, amore mio. Aguenta.

A viagem até o hospital foi rápida. Ao chegar lá, alguns enfermeiros já colocaram a Julietta em uma maca e a levaram pelos corredores. Acompanhei tudo de perto. Eles a levaram para a sala de cirurgia e então fui impedido de entrar. Alguns segundos depois, Branca e Bianca aparecerem.

- Calma Romeu. Iremos fazer tudo que estiver ao nosso alcance. Calma. - Bianca me fala entrando na sala.

Fico na porta olhando os enfermeiros arrumarem Julietta para a cirurgia. Dio. Per favore. Minha Julietta não.
Depois de algum tempo, alguns seguranças se aproximam de mim.

- Signore. Venha. - eles dizem me acompanhando até a sala de espera.

Não consegui falar nada, nem pensar em nada. Só pensava no que seria de mim, se perdesse a...
Não sei quanto tempo passou, até que vi Anísia e minha irmã entrarem na sala de espera.

- Como isso aconteceu, Romeu? Os seguranças nos avisaram. - Anísia diz chorando. Abraço ela e ali não me contenho e também começo a chorar.

- Foi uma emboscada. Tentamos reagir, mas... - digo perdido em minhas lágrimas.

- Calma irmão. Estamos com você. Julietta é forte. Ela vai sair dessa. - Milena diz tentando me consolar.

Nas horas seguintes, recebi o apoio delas e de meu pai que se juntou a nós. De hora em hora, Milena nos servia comida e água, mas eu recusava. Não queria nada. Só queria a Julietta. Viva.
As horas de agonia pareciam não ter fim. O sol já estava alto quando, Bianca apareceu. Fui até ela no mesmo momento em que a vi.

- E então? Fala! - digo já nervoso. Ela respira fundo.

- A cirurgia já terminou. Conseguimos retirar as duas balas e o estado dela é estável. Nenhum órgão foi ferido. Mas a Julietta está na UTI. Ela perdeu muito sangue. Já estamos cuidando disso, mas as próximas são decisivas para sua recuperação. - ela diz a nós. Bianca coloca a mão no meu braço. - Calma amigo. Ela vai ficar bem.

Ainda em choque com tudo e com lágrimas nos olhos e falo:

- Posso vê-la?

- Claro. Por aqui. - ela diz me guiando para dentro. Não prestei a atenção no caminho. Estava em choque com tudo. Ela me deu uma roupa hospitalar e me levou até o leito da Julietta.

Ela estava muito pálida e ligada ao aparelho. Não me contive ao ver ela naquele estado, me debrucei sobre sobre seu corpo e comecei a chorar.

- Amore mio. Porque? - falei não me importando com as lágrimas caindo. Peguei na mão dela e segurei bem forte. - Per favore, volte para mim. Eu te amo.

Aquila Nera - Missões de uma agente secreta. (em revisão)Onde histórias criam vida. Descubra agora