Na mídia, a cidade perto da colônia e que um dia foi Nova York. Bem loko
Millie
Do lugar onde estamos agora até a colônia não demora muito. Pelo menos, não quando está a pé, o que leva bem mais tempo.
O que achei estranho foi o que esse menino tava fazendo lá perto do pavilhão de laboratórios. Bom, eu sempre gostei de observá-los por fora, já que não conheci ninguém que já entrou lá. E não tenho muita vontade de conhecer. Aqui vai o porquê: eles são do governo, um governo ridículo que não faz nada pra ajudar a população. Não envia alimentos, remédios, nada. Já vi muita gente morrer acreditando que o governo iria ajudar eles. E ainda tem aquele presidente, Richard Heir. Nunca fui muito com a cara dele, mas sei lá... tem algo nele que é familiar. Ou eu tô só ficando louca mesmo.
- Então Finn... - comecei, enquanto ele carregava a moto. Sim, eu fiz ele carregar a moto. Calma, a Millie não escravizou ninguém. - o que você estava fazendo perto daqueles laboratórios?
- Estava observando eles. - ele respondeu rapidamente. - Sou muito curioso.
- Mas então como é que você se perdeu?
- Sou distraído.
- Você é distraído num mundo cheio de zumbis? - eu ri.
- É, mas eu sei dar uma voadora neles se aparecerem. - olhei pra ele.
- Então você sabe lutar? - me interessei. - Solta a moto. Quero ver se você é bom mesmo. - ele me olhou desconfiado, mas o fez.
- Eu não bato em garotas...
- Mas eu bato em garotos. - encarei ele e me movi para acertar um soco na cara dele, mas ele segurou. Ah, agora gostei. Levantei a perna esquerda e acertei o joelho dele, mas ele foi mais rápido. Antes que eu abaixasse, ele segurou minha perna e me jogou no chão. Fiquei sentada e cobri o rosto com as mãos, fingindo estar sentindo dor.
- Você tá bem? - ele perguntou se aproximando. Quando chegou mais perto, peguei seu braço, passei meu braço pelo seu pescoço e o imobilizei.
- Eu tô sim, por que a pergunta? - falei e soltei ele. - Até que você luta bem. Não vai ser comido pelo primeiro zumbi que aparecer.
- Ah, obrigada. - ele falou com um sorriso de canto, depois olhou para mim. - Posso te fazer uma pergunta? - assenti - Qual é a do anel?
Ele estava se referindo ao meu anel da mão esquerda, o único na verdade. Ele é de prata e tem uma pedra verde no centro.
- Era da minha mãe... ela deu pra mim antes...
Fiz uma pausa porque eu não gostava muito de falar sobre a morte da minha mãe. Ela morreu me salvando de um incêndio na minha casa. Eu era pequena ainda, devia ter uns cinco ou seis anos. O que eu lembro, é que ela tirou alguns escombros do caminho para que eu passasse, só que ela não saiu. Eu nunca entendi o porquê. Sim, essa história é muito estranha. Ela me deu espaço pra sair da casa em chamas, e eu saí correndo, pensando que ela viria atrás de mim. Mas quando olhei pra trás, o fogo já tinha tomado conta de tudo e ela ainda estava lá. Acho que não deu tempo de ela sair, ou algo assim. Mas ainda falta muita coisa nessa história.
- Ele é bem bonito. - Finn mudou de assunto, vendo que eu me calei. - Mas então, falta muito pra chegarmos?
- Não... estamos quase lá. - falei enquanto ainda andávamos. Do nada, algo cobriu a luz do sol sobre nós. Algo barulhento. Olhamos para cima e um helicóptero estava prestes a pousar na nossa frente. Recuei alguns passos quando vi o logo do governo estampado na porta dele.
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Be Together · Fillie
FanfictionNum mundo apocalíptico, existe um vírus que transforma pessoas em seres irracionais, trazendo destruição e dor. Há pessoas que vivem para fugir desse vírus; há pessoas que vivem para achar a cura dele. A questão é: se o destino de duas pessoas dife...
