Crescendo

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Marinette caminhava tranquilamente pelas calçadas de seu antigo bairro pelo final da tarde. Acabara de sair da casa de seus pais, e aproveitou para ser sincera com sua mãe a partir do momento em que ela iniciou o assunto "Nathaniel".

Suspirou. Ele estranhamente não lhe mandava mensagens, ou lhe ligava a toda a hora como imaginasse que fosse acontecer. Até agora ele estaria respeitando o espaço de sua decisão, e ficava agradecida por isso.

Um aglomerado de gente se formou do outro lado da rua, ao lado da ponte dos cadeados. Estranhou. Mas não aparentava ser nenhum tipo de perigo pela animação exposta corporalmente de cada um.

Tikki: Acha que devemos nos preocupar? -Colocou a cabeça para fora da bolsa.

Marinette: Acredito que não. Deve ser alguma novidade, ou... -Ela para de falar subitamente, se distraindo com as coisas que vieram em sua cabeça.

Tikki: Algo relacionado ao concurso? -Completa. Imaginando que seja isso o motivo de seu silêncio.

Marinette olha para os lados, e rapidamente atravessa. Evitando os carros que já se aproximavam.

Ofega um pouco, e nota as pessoas juntas em círculo nem tão distante de si.

Logo, ela nota um cabelo em um vermelho vivo se destacar na multidão, e seu sorriso foi o que Marinette notou a seguir.

Seu estômago embrulhou, e seu corpo se arrepiou levemente com o choque. Era a primeira vez que via Angie após a notícia que agitou Paris inteira.

Sente seus pés recuarem devagar.

Xxx: E então, Angie? Como é namorar o Adrien? -Uma moça aparentando ser bem mais jovem que ela pergunta com os olhos brilhando. Enquanto segurava uma revista de Adrien botando força nos dedos.

Angie sorri simpática, entregando para ela a revista com si mesma na capa após autografar.

Angie: Ele é um perfeito cavalheiro, como pode imaginar. -Diz, sorrindo de canto.

A menina suspira apaixonada.

Xxx: Você tem tanta sorte!

Logo as outras ao redor dela concordaram, frenéticas. Angie se vira um pouco para dar atenção a um rapaz que lhe pede uma foto.

Marinette cambaleia para trás, e gira seu calcanhar com força. Caminhando de cabeça baixa no caminho oposto das pessoas.

Abraça a si mesma. Até quando esses comentários a deixariam com o humor lá em baixo?

Avista sua antiga escola do outro lado, e ao seu estava as grades verdes do parque. Sem querer pensar muito, ela o contorna até achar sua entrada. Caminhando com os braços cruzados devido ao leve vento que passava por seu corpo.

O carrossel, as pessoas passeando com seus animais, a fonte... tudo nunca havia mudado radicalmente. Apenas se tornava mais bonito e conservado com o tempo.

Claro que, ao mesmo tempo em que algumas atrações ficaram outras novas surgiram. Mas nada tirava o ar tranquilo que sentia sempre que adentrava naquele lugar.

Avistou o banco, e se sentou prontamente. Ela observou sua estátua e de seu parceiro ainda mais novos um pouco mais a frente. Seus alter-egos sempre muito bem respeitados, aclamados... sentiam gosto de protegê-los. Essa cidade os recebeu de braços abertos. Tinha orgulho do que fazia por todos, principalmente pelas pessoas que ama.

Fitou os traços de ChatNoir ainda na adolescência. O sorriso cravado com o olhar alegre e inocente, sempre seriam uma lembrança gostosa de suas primeiras batalhas.

Destinos EntrelaçadosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora