Marinette olhava todos, e todos passavam seus olhos pelo local igualmente. Ela estava nervosa, admitia. Estava totalmente cheio, com mais de vinte pessoas juntas em cada fileira de mesas extensas do enorme local. Onde seus olhos iam, ela via inúmeras máquinas de costura, e tecidos que os próprios participantes trouxeram.
O falatório cessou quando um rapaz subiu no palco baixo na ponta do salão. Usava roupas formais, e a seriedade estampada no rosto.
Xxx: Bom dia. O senhor Agreste agradece de imediato a presença de todos. A sua direita, vocês podem observar as máquinas de costura. Nós solicitamos que trouxessem seus próprios tecidos. Acima de mim, temos o cronômetro, o qual vocês já conhecem. Mas, ele será o objeto mais importante nas seguintes provas. Isso, se vocês forem selecionados.
Marinette estremeceu levemente.
Xxx: Vocês já tem consciência das regras. Podem começar. -Ele desceu do palco.
Os cochichos voltaram, e o cronômetro marcou exatas duas horas para concluírem seus trabalhos. Os suspiros assustados foram visíveis, e todos começaram a se mexer com agilidade.
Marinette pegou seu caderno, e folheou com rapidez. Ela parou no seu modelito escolhido. Era um de seus favoritos.
Ele sempre o quis por em prática. Agora era a hora.
Com o tema livre, ela não tinha com o que se preocupar.
A mulher ao seu lado, começou a olhar o caderno da azulada de canto de olho. Concentrada, ela puxou com o pé a ponta do tecido da mesa para o chão, e com ele, arrastou todos os matérias de costura de Marinette.
Xxx: Oh, céus! Me perdoe.
Marinette: Não se preocupe, está tudo bem. -Ela se agachou, e começou a organizar tudo dentro da caixa.
A moça por sua vez, observava ela reorganizar tudo de cabeça baixa. Ela aproveitou e pegou um dos tecidos embrulhados da nossa protagonista.
Marinette se levantou, e correspondeu o sorriso que recebeu da moça ao seu lado. Voltando a trabalhar.
.
O cronômetro marcava menos de uma hora. Marinette tinha tudo sob controle, até verificar que um dos tecidos estava faltando para finalizar.
Marinette: Falta o azul... -Murmurou. Procurando na sua parte da mesa.
Ela acabou levando os olhos até os matérias da sua colega ao lado, que estava com os tecidos pouco misturados aos seus. Quando olhou para o manequim já quase pronto, observou o azul que estava procurando já embutido na roupa.
O sangue lhe ferveu a cabeça. Queria gritar, queria reclamar. Seu modelito já estava arruinado, precisava do azul.
Quando ela iria se aproximar, se lembrou das regras. Não poderia haver diálogo entre os candidatos durante prova alguma. Nem ficar observando seus modelitos enquanto estão sendo trabalhados. Mas, não estavam em uma prova concreta. Era apenas um teste que os avaliariam para finalmente participarem do concurso.
Ela engoliu a raiva, e se concentrou. Faltavam trinta minutos. Precisava finalizar. Mas como?
Ela olhou sua roupa no manequim pedindo para ser finalizada. As penas artificias começavam em um azul escuro, e a parte da saia ainda não estava pronta. Ela olhou para o desenho. Começava em um azul escuro, e desciam até um azul oceano no final da saia.
Ela teve uma ideia louca. Resolveria tudo, mas precisava ser rápida.
Começou a tirar as faixas dos tecidos com rapidez, e pegou as que estavam brancas. Jogando tudo acima da mesa. Ela pegou tinta para tecido nos potes, e começou a tingi-las com agilidade.
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Destinos Entrelaçados
FanfictionVocê nunca deveria ter me esquecido Sabe que sou sensível Me abalo Minha mente lhe esqueceu Mas isso não ajudou em nada Do que basta a cabeça entender Se o coração falha. Agora, me diga o que lhe incomoda O que lhe tira o sono durante a noite O que...
