Nina e Andrew, gêmeos que não só nasceram juntos como passam o dia e a vida toda juntos.
Mesmo tendo 16 anos, moram sozinhos, após serem abandonados pela mãe, que mal se lembram, no abrigo, logo arrumaram um jeito de fugir de lá e viverem por conta...
E assim Damon me deixou, e com ele levou metade do meu coração. Caio de joelhos, mas Stefan me segura, antes que eu comece a bater nele o mesmo corre como nunca comigo em seus braços. Quando finalmente paramos percebo que o mesmo me deixou na sala de casa onde todos se assustam com a minha presença.
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Todos me olham surpresos e antes de qualquer coisa acontecer eu desabo. Caio de joelhos no chão e as mãos no rosto. Damon se foi, eu não posso acreditar nisso. Meu coração está destruído em pedacinhos, apenas querendo sentir o calor de Damon sobre meu peito, sentir a euforia de quando o mesmo me beijava, sentir a alegria de quando meus olhos se encontravam com aqueles olhos azuis como o céu dele, sentir o amor que eu tinha por Damon. Eu estou acabada, eu estou prestes a me afogar num mar de frustrações
Sinto os braços de alguém ao meu redor, pelo aroma percebo ser Tony, o mesmo me pga no colo e me leva pra quarto. Eu mal conseguia respirar de tanto chorar. Tony me colocou na cama e se deitou ao meu lado me abraçando com toda sua força e foi ali naquele abraço que eu tive força pra não me afogar.
Eu não queria fazer mais nada, apenas ficar nos braços de Tony pelo resto do dia, me sentindo protegida e amada assim como me sentia com Damon.
Sábado, 19:28
A noite chegou e com ela o incômodo
Jarvis: Srs. o jantar está sendo servido Tony: estamos bem aqui Jarvis - diz exatamente o que eu iria dizer
Ficamos mais abraçados e eu já começava a não chorar tanto. Quando Tony se mexeu
Tony: vou preparar algo pra você comer - diz se levantando - eu volto rápido, prometo - concordo e ele se vai me deixando aqui sozinha nessa cama imensa
Tony on.
Desci e todos ainda jantavam.
Bruce: Tony! - me chama assim que passo por ele - como ela está? Tony: arrasada - digo indo pra cozinha
Preparo uns sanduíches e já volto pro quarto.
Ver Nina assim acaba comigo de um jeito que eu achava que não fosse possível, ver ela chorar é tão simples mas é pior do que tudo na minha vida. Nunca me senti tão machucado, é como se cada lágrima que cai daqueles olhos castanhos fosse uma estaca em meu peito. Eu estava vendo apenas o lado bom de ser pai, até agora, realmente chegou a hora de eu ser Pai, ser aquele que estará sempre lá em baixo para segura-lá quando cair, ser aquele que estará ao seu lado enquanto passa por tudo e mais um pouco, serei aquele que sofrerá por ela para que eu seja a xícara quebrada, não ela. Eu serei o Pai dela.
Abri a porta e a mesma estava deitada toda coberta apenas com seu rosto de fora. Coloquei a bandeja a cama e me sentei na mesma secando suas lágrimas. Nina se senta também e começa a comer, e eu fico apenas a observando.
Nina: obrigada - diz do nada Tony: desculpe, pelo o que? Nina: por estar aqui comigo, me ajudando Tony: eu estou apenas sendo seu pai - digo e a mesma não fala nada, apenas me olha e volta a comer seu sanduíche. - espero que esteja bom Nina: tá ótimo Tony: fui eu que fiz Nina: tá mais ou menos pra falar a verdade - eu rio e arranco um sorriso daquele rosto.
Nina acabou de comer e se deitou novamente e eu continuei sentado ao seu lado alisando eu cabelo
Nina: porque eu tenho que me sentir assim Tony? Eu não poderia simplesmente esquecer ele é seguir minha vida? - pergunta e uma lágrima escorre Tony: não - digo limpando a mesma - não pode, porque você o ama, amar não é só mil maravilhas, sempre tem o outro lado da moeda Nina: porque esse outro lado tem que ser tão doloroso? Tony: quanto maior seu amor, maior sua dor. - outra lágrima escorre - sabe, não vou te dizer que ficará tudo bem - digo limpando as lágrimas que caem - porque não vai, levará dias pra começar a se acostumar, e você nunca irá esquecer, pode se ocupar com outras coisas, se distrair, mas sempre estará lá no cantinho de suas memórias essa dor, cabe a você determinar o tamanho desse cantinho - digo e a mesma concorda me olhando - agora durma um pouco Nina: vou tentar Tony: qualquer coisa, estarei aqui do lado. Boa note Nina - digo beijando sua testa e a mesma me puxa pra um abraço Nina: boa noite Tony - dá um leve sorriso
Lembra das dores que eu disse sentir por vê-la chorar? As estava enfiadas em meu peito? Foram todas emboras assim que ela sorriu, esse é um dos lado bons de ser pai, tudo some ao lado do sorriso deles.