Capítulo XXV

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ALERTA: ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÕES DETALHADAS DE CENAS SEXUAIS. VOU COLOCAR ESSA PARTE A NEGRITO PARA QUE POSSAM SALTAR SE FOREM SENSÍVEIS E NÃO QUISEREM LER.

<3

Busan, Coreia do Sul, Atualidade (Correspondente a: Capítulos IX e XI)


Sentámo-nos à mesa, de frente um para o outro. Era difícil concentrar-me assim... Finalmente ia provar o bolo de chocolate de aspeto apetitoso. Cortei um pedaço e levei-o à boca, sob o olhar atento do ómega à minha frente.

- Está bom? – Perguntou, curioso.

- Está delicioso. – O bolo estava realmente muito bom. Doce, mas sem ser enjoativo. Tinha muito jeito para a cozinha. Assim como devia ter para muitas outras coisas... Sorri e elogiei. – Cozinhas bem.

- Obrigado. – Observei-o começar a comer, deliciando-se com os próprios dotes culinários. Mas as suas palavras seguintes deixaram-me com a pulga atrás da orelha... - Tive muito tempo de prática. – Ele deve ter percebido a minha curiosidade e continuou, soltando um suspiro profundo. – Já faço o jantar desde que tenho 6 anos. Sou um ómega. É suposto saber fazer esse tipo de coisas. Pelo menos, era o que a minha omma dizia. – As suas palavras soaram tristes e ele parecia envergonhado, remexendo com o garfo na comida. Senti um cheiro estranho que me indicava que ele estava nervoso.

- A tua omma tratava-te mal, Jimin? – Ele olhou para mim, com aquele olhar tão lindo, e pareceu corar ainda mais. A coloração vermelha ficava-lhe bem.

- Depende... - A resposta era vaga. Mas talvez a minha pergunta tivesse sido demasiado pessoal e invasiva. Como podia eu esquecer-me que era apenas um estranho? No entanto, falávamos de algo sério. Só a ideia de alguém maltratar aquele ómega deixava-me com vontade de percorrer o mundo até encontrar essa pessoa e torturá-la até à morte. Mesmo que essa pessoa fosse a sua mãe.

- Conta-me. – Levei um pedaço grande de bolo à boca. O sistema nervoso abria-me o apetite. Além de que estava realmente muito bom.

- A minha omma é extremamente antiquada. Ela acredita que os ómegas vieram ao mundo apenas e exclusivamente para servir os alfas. Em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Imagina o que é acreditar nisso e ter de educar um homem ómega, sabendo perfeitamente bem que nunca vai servir um alfa no ponto mais fundamental. Eu nunca poderia ter filhos para "presentear" o meu alfa. – Os seus dedinhos curtos fizeram aspas no ar e a sua voz denotava ironia. Ele dizia aquilo de forma tão leve, como se não significasse nada para ele. No entanto, o seu odor dizia-me outra coisa bem diferente e não pude evitar olhá-lo com curiosidade. - Então ela preparou-me para ser o ómega perfeito em tudo o resto. Assim que entrei na escola primária fui considerado apto a aprender a limpar a casa, a cozinhar, a ouvir e calar, a sorrir mesmo quando queria chorar e... bem... coisas do género. – As suas palavras deixaram-me um pouco chocado. Eu vivera tantos anos antes e não era assim que a minha mãe se comportava. Os meus pais amavam-se e apoiavam-se em tudo. Quem teria semeado aquele tipo de ideais na sociedade? - Não me interpretes mal. Eu gosto da minha omma. Eu apenas não consegui fazer com que ela gostasse de mim também. Eu sou o que sou e não consigo mudar. Sou tudo o que ela abomina. – As suas palavras eram horrivelmente dolorosas e atiçavam o meu instinto protetor. Se naquele momento a mãe dele aparecesse à minha frente, provavelmente acabaria sem cabeça. O ómega pareceu nervoso e eu não fazia ideia de como aligeirar o ambiente. - Desculpa, não me ligues.

- Fui eu que pedi. – Limpei os lábios com o guardanapo. Sentindo os lábios secos, deslizei a língua entre eles. A reação de Jimin àquele pequeno gesto foi notória. A sua pulsação acelerou e o seu corpo foi percorrido por uma descarga de adrenalina. O cheiro da adrenalina era extremamente excitante... Trinquei o lábio inferior, forçando-me a resistir.

Pure Wolf (JiKook - ABO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora