Capítulo XXXI

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Busan, Coreia do Sul, Atualidade (Correspondente a: Capítulos XVII, XVIII e XX)


Dar prazer a Jimin e ver todas aquelas suas expressões era o meu novo passatempo favorito. Isso e ver o seu sorriso, sentir o seu cheiro, sentir a sua pele... Sim, eu estava completamente louco por aquele ómega.

- Obrigado. – Suspirou ele exausto de tantos orgasmos que eu lhe proporcionara.

- Tudo bem. – Sorri calmamente e aproximei-me dele para o pegar no colo. Ele estava cansado e precisava de relaxar os músculos. Além de precisar de um banho pois cheirava imenso a... sexo? Não sei se seria o nome correto para o que fiz com ele. Afinal, nem sequer o penetrei.

- Que foi? – Perguntou-me num fio de voz. Estava rouco por ter gritado tanto. Os braços ergueram-se à volta do meu pescoço e, cuidadosamente, passei os meus sob o seu corpo.

- Precisas de um banho. E eu também. – Respondi, sentindo-me todo peganhento de suor e fluídos. Ainda assim aconcheguei-o mais contra o meu peito, tendo tanto cuidado com ele como se ele se tratasse de uma peça de cristal. Para mim, ele era mais precioso que isso.

Levei o ómega até à casa de banho, onde o ajudei a entrar no duche e liguei a água para que ele se pudesse ambientar. Aproveitei aquele momento para ir limpar o que tínhamos sujado na sala. Coloquei a roupa, que tínhamos despido, para lavar e depois fui limpar o sofá até que não restasse qualquer mancha ou odor. No fim fiz o mesmo ao chão. Quando tudo estava limpo e cheiroso, fui para a casa de banho, onde Jimin me esperava exatamente no mesmo sítio onde o deixara. Devia estar mesmo exausto...

Apanhei-me a pensar em como seria viver com aquele ómega e poder ver aquele corpo maravilhoso todos os dias. Melhor ainda, como seria tê-lo todo para mim. Nem sabia como me tinha conseguido controlar perante aquele traseiro magnífico, mas conseguira. Quase sem perceber, pousei as mãos na cintura dele e subi-as lentamente pela pele das suas costas molhadas. A pele sensível arrepiou-se com o meu toque e senti-o tenso. Comecei então a fazer-lhe uma massagem lenta, utilizando as mesmas técnicas reconfortantes que a minha mãe me ensinara para fazer, na altura, ao meu irmão. Claro que ela dissera que talvez me fossem úteis mais tarde quando encontrasse o meu ómega. Jimin pareceu tão satisfeito com a sensação que soltava ruídos suaves que quase soavam a gemidos. Ele nem se apercebia que fazia aquilo, o que me deixou satisfeito comigo mesmo.

- Obrigado. – Ele olhou para mim, por cima do ombro. Como não sentir ternura por ele? Tão lindo... Tão doce...

- De nada. – Sorri e inclinei-me para me aproximar mais da sua pele. Não podia beijar os seus lábios cheios, porque não queria condená-lo de forma nenhuma, mas podia beijar outras partes suas. Pousei então os lábios no seu ombro, vendo a sua surpresa pelo meu gesto.

Depois disso dei-lhe banho, deixando o seu corpo limpo e cheiroso, e lavei-me também. Adorava a sensação da água a escorrer na minha pele enquanto senti o calor do corpo do ómega junto a mim. Os chuveiros realmente são das melhores invenções de sempre. Com dificuldade, desliguei a água e agarrei numa toalha enorme para embrulhar Jimin. Peguei-o no colo, encostando-o ao meu peito de forma a sentir o seu coração junto a mim. Amava a sensação.

- Jungkook-ah? – Íamos a passar na sala quando ele me chamou. Olhei-o, observando as bochechas a ficar mais vermelhas quando percebeu quão próximos estávamos. Já fizéramos tanta coisa, mas a proximidade dos nossos rostos ainda o deixava envergonhado. – És tão diferente...

- Isso é mau? – Ele reparar que eu não era como os outros, mas esperava que ele não pensasse que isso fosse uma coisa negativa.

- Não. – Deitei-o na cama, observando-o abanar a cabeça. – Apenas diferente.

Pure Wolf (JiKook - ABO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora