ALERTA: ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÕES DETALHADAS DE CENAS SEXUAIS. VOU COLOCAR ESSA PARTE A NEGRITO PARA QUE POSSAM SALTAR SE FOREM SENSÍVEIS E NÃO QUISEREM LER.
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Busan, Coreia do Sul, Atualidade (2 Meses Depois do Capítulo LV)
Com um ramo de flores nas mãos, avancei lentamente na rua que conduzia ao novo cemitério de Busan. Os dois meses que tinham passado desde o dia da batalha, tinham sido muito duros. Tinha encontrado uma estranha consolação naquelas visitas semanais aos mortos. Uma forma de lidar com a dor e a culpa que me preenchia todos os dias pela forma como tudo tinha acontecido.
Nesse dia, preparara crisântemos brancos, que significavam luto, tristeza e um respeito profundo, e lírios brancos, que indicavam pureza da alma e paz para o pós-vida. Nada parecia mais acertado que isso.
O meu destino final era um jardim verdejante. Os corpos tinham sido cremados e enterrados em urnas biodegradáveis sob árvores que cresceriam para ser tão grandes como as almas daqueles que estavam sob as suas raízes.
- Olá, Suga! – Disse, dividindo o ramo para deixar ali algumas flores. – Como estás hoje? – Sorri suavemente, acariciando uma folha como se tocasse no cabelo do meu amigo. Encostei as flores à terra, pousando-as delicadamente. As da semana anterior estavam tão secas que se tinham desfeito. – O tempo tem estado maravilhoso e aposto que tens adorado estar a descansar. Passaram-se alguns séculos desde que descansámos juntos a última vez... - Senti as lágrimas quebrarem a minha voz antes de sequer me chegarem aos olhos. Sentei-me um pouco ao seu lado, pensativo. – Sei que não ias gostar que estivesse sempre a repetir-me, mas obrigado. O teu sacrifício... - Escondi a cara no braço para impedir que as gotas mais teimosas caíssem. – Nunca vou esquecer o que fizeste por mim.
O meu lobo soltou um uivo de lamento dentro de mim. O luto atingira-nos a ambos como se tivéssemos sido atropelados à medida que as recordações surgiam. A saudade era parte do quotidiano agora. Inicialmente, tinha culpado o amor que ele me tinha pelo desfecho que lhe coubera. O amor dele levara a que ele fosse tentar ajudar. O amor levara à sua distração e à sua morte. No final, o amor podia provocar tanta dor...
Na verdade, o tigre tinha-se arriscado por mim, por uma dívida que me tinha e que tinha sido provocada pelo mesmo homem que nos tinha tirado tudo. Em última instância, o Choi tinha provocado a morte de toda a família do Suga, tinha provocado a morte de toda a minha família e, no final, tinha conseguido provocar a sua morte também. Ia tudo dar ao mesmo resultado. O culpado da morte de Min Yoongi era o Choi. Não o seu amor por mim.
- Pelo menos agora parámos de fugir e de nos tentar magoar um ao outro. Como tanto querias, podemos ser amigos outra vez. – Sorri, visualizando o meu amigo a meu lado. O seu sorriso doce a revelar as gengivas. A sua aparência de gatinho fofo a transbordar por todos os poros. – Tenho uma novidade, já fiz o teste de equivalência escolar. Ainda não sei o resultado, mas sinto que me saí bem. - A imagem a meu lado continuou a sorrir. Como se me desse os parabéns. – Quando souber, serás um dos primeiros a saber. – A visão desapareceu com um piscar de olhos, deixando o meu coração reconfortado de uma forma estranha. Levantei-me e sacudi a roupa. – Vou estar ocupado nas próximas semanas, mas volto assim que conseguir. Até logo!
Avancei mais um pouco no cemitério, até à árvore de tamanho considerável onde estava a família Park. Respeitosamente, fiz uma vénia e pousei as flores restantes com delicadeza. A Sra. Park deveria estar feliz agora. Já não tinha de estar sozinha, nem tinha de viver uma vida de ameaças e enganos. Uma vida em que tinha tomado péssimas decisões para salvar o filho, criando um fosso enorme entre eles. No final, redimira os seus pecados, salvando a minha vida e dando a ambos uma hipótese. Se um dia ela voltasse a reencarnar, esperava que tivesse uma vida mais feliz e que encontrasse o que tanto queria para si.
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Pure Wolf (JiKook - ABO)
FanfictionJeon Jungkook é o último lobo puro, um alfa, cuja família foi completamente massacrada e que luta todos os dias pela sua própria sobrevivência. A sua parceira ou parceiro nunca chegou a aparecer e agora parece-lhe uma possibilidade completamente dis...
