Capítulo XVII

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Caio Oliveira

Serei pai!!

Serei pai de um bebê!!

Não é um sonho!!

A minha felicidade não tem comparação. Ainda estou um pouco triste pela minha "separação" com a Larissa mas nenhum outro sentimento se compara ao que eu estou sentindo agora. É uma coisa insana, que faz o meu coração bombear o sangue cada vez mais forte.

(…)

Encaro Amina que está bem pálida. Ela é linda. Mesmo tendo a pouca idade que tem é uma mulher incrível, meiga e doce. Constatei isso durante o tempo que andei observando-a.

Ela é muito carinhosa com quem quer mas também sabe muito bem ser o contrário. Eu acabei deixando a minha vingança de lado sabendo que se eu progredisse com isso, iria acabar me ferrando.

Ela é filha de um dos melhores advogados do Brasil, que só perde para o avô dela, já falecido. Ele era um grande amigo do meu pai e também era o advogado da empresa que foi passada para o meu nome. E como eu fui um inconseqüente, acabei gastando muito dinheiro em festas e com mulheres, levando a empresa à beira da falência.

O pai de Larissa fez uma proposta ao meu pai, que consistia no meu casamento com a filha em troca do reerguimento da empresa. É obvio que meu pai aceitou e eu fui obrigado a casar mesmo sem amar a coitada.

Mas com todos esses anos juntos acabei sentindo algo por ela, não é amor, mas sim um carinho que ganhei pela dedicação que ela tinha para comigo.

– Caio, tô falando contigo!!!- Amina estala os dedos na minha frente me tirando do devaneio.

– Desculpa! O que você dizia mesmo?- pergunto envergonhado.

– Se você ainda precisa conversar comigo. Eu gostaria de ir pra casa, não tô me sentindo muito bem.- ela responde e vejo que ela estava pálida demais.

– Você tá muito pálida! Não quer ir pro hospital antes?- pergunto e ela nega com a cabeça.

– Só quero a minha cama.

– Então tá. Vamos, eu te levo até em casa.- digo, chamando o garçon pra pagar a conta.

Ela levanta e caminha na frente enquanto pego a carteira pra pagar a conta. Tiro três notas de cem e dou pra ele, sem olhar pra conta e o mesmo arregala os olhos. Dou um riso baixo mas assim que me viro o meu sorriso se desfaz.

Vejo Amina no chão inconsciente e muito pálida mesmo. Mais do que já estava. Corro para pegar ela e levo pra fora do estabelecimento. O manobrista já estava com o meu carro na porta. Coloco ela no banco de trás e entro no do motorista acelerando com tudo para o hospital mais próximo. Não demoro a chegar, já que fica perto de onde a gente estava. Já saio gritando.

– AJUDA AQUI!!! ELA TÁ GRÁVIDA!!!!- grito e uns enfermeiros chegam com a maca pra leva-la.

Entro atrás e fico na sala de espera por um bom tempo, sentado em uma das poltronas que alí se encontrava. Me lembro que tenho de ligar pra alguém da família dela e procuro o número do pai — o único contacto que eu tinha. Ligo e ele atende no terceiro toque.

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⏰ Última atualização: Dec 24, 2020 ⏰

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