Feudalismo foi um tipo de organização política, social e econômica que caracterizou a Europa em boa parte da Idade Média. As invasões bárbaras e a queda de Roma fez com que muitos romanos abandonassem as cidades e fossem morar em propriedades rurais. Estas propriedades, denominadas Vilas, deram origem aos feudos. Muitos camponeses buscavam proteção e trabalho nestes locais. Os senhores da terra, em troca, pediam parte da produção agrícola. Esta relação de trabalho ficou conhecida como Colonato. Com o tempo, o poder foi ficando concentrado nas mãos dos senhores de terra, que administravam suas vilas da forma que achavam melhor. A agricultura era praticamente a única atividade econômica. Podemos dizer que o feudalismo foi um sistema criado a partir da fusão dos costumes dos povos romanos e germânicos.
O FEUDO
O feudo era a unidade de produção do feudalismo e estava sob o domínio de um senhor feudal. Alguns historiadores consideram que o tamanho de um feudo variava entre 120 e 150 hectares. Geralmente, o feudo era dividido em manso senhorial, manso servil e manso comunal. Também contava com uma igreja ou capela para orações. O mano senhorial era de uso exclusivo do senhor feudal; o manso servil, era a parte arrendada aos servos; e o manso comunal, terras comuns a todos, como bosques e pastos.
SUSERANIA E VASSALAGEM
O sistema feudal funcionava através da concessão de terras entre nobres, que entre os bárbaros germânicos era chamado de comitatus. Um senhor de terra, chamado suserano, concedia a terra a outro, chamado vassalo. Ao receber a terra, o vassalo jurava fidelidade ao suserano.
Suseranos e vassalos estavam ligados por obrigações, pois os vassalos deviam serviço militar ao suserano. Este, por sua vez, oferecia proteção. Ofereciam, em troca, seu trabalho. A cerimônia de entrega das terras do suserano para o vassalo era chamada de homenagem.
SOCIEDADE FEUDAL
A sociedade feudal era composta de três grupos principais: o clero, a nobreza e os camponeses. Havia um discurso, considerado ideológico, que dizia que cada grupo tinha um papel específico na sociedade. Assim, cabia ao clero rezar e assegurar a salvação; cabia à nobreza lutar para defender a população; e cabia ao camponês trabalhar para o sustento de todos. A posição social não dependia totalmente do nascimento. A igreja possibilitava alguma forma de ascensão e mobilidade, ainda que pequena.
A Igreja Católica detinha 2/3 das terras medievais, sendo considerada a grande proprietária de terras. Exerceu grande poder político e social. A nobreza era composta pelos senhores feudais. A hierarquia tinha o rei no topo. Em seguida, vinham os senhores com títulos, como duques, condes, viscondes, entre outros. Depois vinham os barões e, por fim, os cavaleiros.
A SERVIDÃO
Os camponeses eram chamados de servos e estavam ligados à terra. Para viver no feudo, ofereciam sua força de trabalho aos senhores. Um grupo de camponeses, chamados vilões, não estavam presos à terra. Descendentes dos pequenos proprietários de terras romanas (os clientes), os vilões entregavam suas terras em troca de proteção. O servo tinha uma série de obrigações com os senhores e a Igreja. Entre as principais, podemos destacar a Corveia, que consistia em trabalhar alguns dias por semana na terra do senhor feudal.
A Talha consistia em entregar parte da produção para o senhor feudal. A Banalidade consistia em pagar uma taxa para usar equipamentos do feudo. A Mão Morta, por sua vez, consistia em pagar uma taxa em caso de falecimento do pai de família.
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