XX: Renascimento Cultural

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Renascimento cultural foi um movimento artístico-intelectual que, a partir do séc. XV, recusou o pensamento religioso medieval, colocando o ser humano no centro de todos os interesses. O Renascimento foi marcado pelo retorno aos valores da antiguidade clássica grego romana. Os renascentistas faziam críticas ao período medieval, dominado pelos valores culturais e religiosos da Igreja. Assim, para eles, a Idade Média foi um período de pouco avanço cultural, que ficava entre a Antiguidade e a Modernidade. Modernidade era a forma como denominavam o período em que viviam. Assim, a Modernidade foi caracterizada como uma época de progresso intelectual, na qual se fazia renascer a cultura clássica grego romana. Daí a origem do termo Renascimento.

CARACTERÍSTICAS

O Renascimento Cultural foi um movimento com características próprias. Uma delas foi o retorno à cultura grego romana, pois os renascentistas achavam que gregos e romanos tinham um conhecimento mais amplo da vida. Outra característica foi o humanismo, ou antropocentrismo, pois o homem passou a ser o centro de todas as atenções, até então situado nas coisas divinas.

Além disso, foi caracterizado pelo hedonismo e o individualismo, considerando a grande preocupação dos renascentistas com o prazer e a liberdade do indivíduo. Foi marcado também pelo racionalismo, uma vez que os renascentistas passaram a adotar métodos experimentais e de observação da natureza. Vale ressaltar que estas características faziam um contraponto aos valores medievais, marcado, geralmente, pelo teocentrismo, pela negação dos desejos humanos e pelo conhecimento marcado pela fé.

ONDE E QUANDO OCORREU

A Itália foi o berço do Renascimento cultural. Um dos motivos foi o fato da Itália ter sido herdeira direta do Império Romano. Assim, havia um contato constante com resquícios da cultura romana. Além disso, o forte desenvolvimento econômico das cidades italianas possibilitou que os comerciantes financiassem os artistas. No período de maior produção renascentista, na Itália, foi de 1450 a 1550. No restante da Europa, ele ocorreu durante todo o século XVI.

Os pensadores, escritores do Renascimento eram conhecidos como humanistas, ou seja, grandes conhecedores da cultura clássica. Boa parte destes representantes do Renascimento se destacou na Itália, especialmente na pintura e na escultura. Outros, tiveram destaque fora da Itália, principalmente na literatura e na filosofia.

REPRESENTANTES ITALIANOS

Leonardo da Vinci (1452-1519): foi pintor, arquiteto, escultor, físico, engenheiro, entre outros. É autor, entre outras obras, da Mona Lisa e A Última Ceia.

Michelângelo Buonarroti (145-1564): foi arquiteto, escultor e pintor. É autor de obras como, Pietá, Davi, Moisés e pinturas da Capela Sistina.

Nicolau Maquiavel (1469-1527): historiador e diplomata, é considerado o fundador do pensamento e da ciência política moderna.

Sandro Botticelli (1444-1510): também pintou um grande número de madonas, além de quadros de inspiração religiosa e pagã, como A Primavera e O Nascimento de Vênus.

Galileu Galilei (1564-1642): físico e astrônomo, foi um dos primeiros a usar o método experimental para estudar a natureza. Defendeu o heliocentrismo, ou seja, teoria de que o centro do universo é o sol, e não a terra.

OS MECENAS

O comércio intenso com o Oriente, fez algumas cidades italianas acumularem grandes fortunas. Com isso, dispunham de condições materiais para financiar a produção artística de escultores, pintores, arquitetos, músicos, entre outros. Os próprios governantes e papas passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais. Era, em outras palavras, uma espécie de patrocínio.

Este patrocínio era denominado mecenato e, os patrocinadores, eram chamados de mecenas. Em linhas gerais, o mecenato visava tornar o poder central mais popular. Assim, os donos do poder se valiam dos artistas para se tornarem conhecidos através de estátuas, pinturas, obras escritas e canções.

OUTROS REPRESENTANTES

Erasmo de Roterdã (1466-1536): nascido nos Países Baixos, destacou-se na literatura e na filosofia. Criticou a sociedade do seu tempo na obra Elogia da Loucura.

Michel de Montaigne (1533-1592): nascido na França, foi um célebre filósofo e moralista, autor de Ensaios.

William Shakespeare (1564-1616): nascido na Inglaterra, destacou-se na literatura e teatro, autor de Romeu e Julieta, Hamlet, entre outros.

Miguel de Cervantes (1547-1616): nascido na Espanha, destacou-se na literatura, autor de Dom Quixote de la Mancha.

André Vesálio (1514-1564): nascido na Bélgica, é considerado o pai da anatomia moderna, autor de De Humani Corporis Fabrica.



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