O que é amar?
É aquela sensação boa que revira nosso estomago quando vemos "aquela pessoa".
É quando um amigo está ali quando você mais precisa.
É quando uma mãe vê seu filho pela primeira vez.
É quando sentimos saudades de uma pessoa especial.
É toda vez que em alguma atitude sua você está verdadeiramente feliz ou preocupado com alguém.
São tantas formas de amar, seja um amor de mãe, entre amigos ou aquele entre um casal de namorados.
Agora, eu te pergunto, quando sabemos que o que sentimos realmente é amor?
É fácil dizer que se ama alguém, mas você realmente sabe o que é este sentimento?
Você realmente entende a grandeza dessa emoção?
Ali sentada de frente para aqueles lindos olhos verdes como esmeraldas, Marinette, se perguntava se aquilo que a afligia todas as vezes que via o loiro era de fato amor. Ela e o loirinho eram colegas de sala a cerca de um ano, mas nunca conversaram muito. Isso porque ela não conseguia formar frases completas na presença dele, o nervosismo sempre fazia com que gaguejasse e se atrapalhasse. A única exceção foi o dia em que conversaram no parque, depois de dividirem o sorvete de cinco bolas que o André havia lhes dado. A verdade era que Marinette não sabia nada sobre Adrien. Ela podia conhecer toda a sua rotina, todas as aulas e sessões de fotos, mas o mais importante, a azulada, não havia descoberto ainda. A menina não sabia a real personalidade do garoto. Tudo o que conseguiu notar sobre ele eram coisas superficiais, não era como Cat Noir.
O gatinho podia não fazer ideia, mas a garota de cabelos azuis o conhecia muito bem. Ela podia não ter descoberto sua identidade, mas a sua personalidade era algo que ela já tinha costume em conviver. Isso porque antes de qualquer outra coisa os dois eram amigos. Marinette conhecia Cat Noir de uma forma que a fazia comparar sua relação com ele e sua relação com Adrien.
Como ela poderia realmente amar alguém que conhecia tão pouco?
O que sentia pelo loirinho podia realmente ser amor?
A pequena azulada, que até então não havia desviado seu olhar do rosto do garoto a sua frente, se virou e começou a fitar seus próprios pés. Uma angustia lhe afligia o peito enquanto sua cabeça se revirava em meio a tantas perguntas das quais não conseguia resposta.
O loiro observou a atitude da garota e sentiu um aperto em seu peito ao ver uma pontinha de tristeza naqueles lindos olhos azuis.
— Marinette, tá tudo bem? — Perguntou o garoto preocupado.
Ele apertou ainda mais os dedos da menina entre os seus. Não gostava nem um pouco da ideia de vê-la triste, o que era estranho, porque a poucos instantes ela parecia tão feliz. O que será que havia mudado?
A azulada não sabia o que dizer. Não sabia explicar o que sentia em seu peito, em sua cabeça, em seu coração. A confusão de pensamentos e emoções que faziam tudo aquilo parecer errado. A única coisa certa era o fato de ela saber que Cat Noir não era mais somente um amigo a muito mais tempo do que imaginava.
O sinal tocou e foi a desculpa perfeita para que Marinette se desvencilhasse do aperto do garoto.
— É-é m-melhor v-voltarmos para a sala, a-agora é a aula da Professora Bustier. Ainda tenho que pegar o meu presente para ela no meu armário.
— Eu vou com você — Afirmou o loiro se levantando.
— N-não, n-não. E-eu vou sozinha.
Sem dizer mais nada, a azulada, correu para o seu armário deixando um Adrien completamente confuso a observando partir.
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E Se Eu Não Te Amar?
FanfictionVocê já imaginou o que aconteceria se o Adrien tivesse ido tomar sorvete com seus amigos no episódio Glaciator? E se Cat Noir tivesse conseguido dizer que ama a Ladybug no episódio Cupido Negro? Ou ainda, se Adrien não tivesse sido impedido de ir ao...
