Muita Informação

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POV Lauren Jauregui

   Odeio ser colocada contra a parede e ainda ter que aguentar aquele olhar desconfiado, talvez debochado. Eu detesto isso. O que eu poderia falar que não me colocasse na frente do fogo, ou melhor, me colocasse direto no fogo. Já basta o tal de K.E com essas matérias. Respirei fundo, passei as mãos pelos meus cabelos e tomei coragem.

- Camila, aquele dia no parque, eu vi você e Aeryn discutindo. Ele ter jogado você no chão foi um ponto terrível para mim. Eu não suporto homens do tipo do Aeryn, talvez eu tenha um senso de justiça bem grande. Eu só pensei em fazer ele pagar por ter te feito aquilo, não consigo suportar a ideia de alguém machucar você. Sei que pode ter sido horrível o que você viu, mas em momento algum eu me arrependo de ter matado aquele inútil.

- Como você consegue dormir tranquila? Aeryn era um estúpido mas era um ser humano, não cabe a você fazer justiça. – Camila estava bem nervosa.

- Também não cabe a mim ficar de mãos atadas vendo tais cenas e não fazer nada, também sou um ser humano.

- Você parece bem indiferente quanto a isso, não é a sua primeira vez, certo? -  Pergunta mas eu sabia que ela já tinha essa resposta.

- Não, Camila. Eu já fiz isso outras vezes, mas todas as minhas vitimas foram homens que abusaram de alguma forma de mulheres. – menti. Não que eu me orgulhasse mas já precisei matar pessoas inocentes mas ela não precisa saber disso.

   Camila levantou e começou a andar de um lado para o outro, ela ria de nervoso e evitava olhar para mim. Tomei liberdade de andar até ela e segurar seu punho fazendo assim ela olhar para mim.

- Você gosta de matar pessoas? – perguntou com os olhos cheios de lágrimas.

- Eu não vou mentir para você, eu gosto sim. Gosto pela sensação de justiça, de livrar aquelas mulheres de homens como eles, então sim, eu gosto.

   Camila se afastou de mim e sentou-se no sofá novamente, ela parecia em uma grande guerra com ela mesma. Eu não poderia afasta-la de mim, deixar ela ir novamente era algo fora de cogitação. Me aproximei devagar e me abaixei em sua frente, ela agora não tinha os olhos molhados mas seu olhar era indecifrável.

- E... e o beijo? Por que você me beijou?

- É mesmo necessário responder essa pergunta? – ela me olhou séria – tudo bem, eu peço desculpas por ter sido em um momento nada a ver, sem clima e sem termos conversado. Você é uma pessoa linda, inteligente e desde o dia que me atropelou eu senti uma atração por você. Ao meu ver você parecia intocável. Aquele dia no bar, eu desconfiei que pudesse ser um namorado ou namorada te ligando para te deixar tão nervosa. Eu queria ter conversado com você antes, mas naquele momento, o beijo... foi só o que eu pensei e quis fazer. Eu não peço desculpas por ter te beijado, mas peço desculpas por tê-lo feito em um momento ruim.

- E aquilo de me proteger? – Olhava desconfiada para mim.

- Aquilo é verdade, nunca mais algo de ruim vai te acontecer. – Camila se levanta rápido demais o que me fez cair.

- Então basicamente você está me dizendo que mataria alguém de novo por minha causa?

- Sim, eu mataria.

- E se eu não quiser que mate alguém?

- Essa decisão não cabe a você, Camila. Eu gosto de manter as coisas no meu controle, se eu achar que é caso de matar o filho da puta que encostar em você, então eu matarei.

- Você é louca – Riu nervosa e sarcástica.

- Já me falaram isso algumas vezes, hoje até soa como elogio.

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