POV Lauren Jauregui
Sabe aquele momento que você age por impulso? Não pensa em nada melhor e simplesmente faz a primeira coisa que lhe vem a cabeça. Foi exatamente isso o que aconteceu agora. Não que eu tenha me arrependido de beijar Camila, ela é muito atraente e para falar a verdade eu a teria beijado antes se o momento em que conheci ela fosse outro. Mas acho que eu poderia ter tentado demonstrar o que estou sentindo agora de um jeito diferente, não quero assusta-la. Na verdade eu que estou surpresa, Camila não recuou, correspondeu e eu estou até com medo do que irá acontecer agora. Ela vai entender a minha atitude?
Em um movimento mais que rápido e um tanto bruto, Camila empurra meu peito com as duas mãos me fazendo levantar consequentemente. A olho confusa e então ela se levanta me olhando sem graça e olha para o chão em seguida. Eu sinceramente não sei o que falar agora. Ela poderia tomar qualquer atitude agora que eu não a culparia pela minha tamanha ignorância.
- me desculpa, eu não sei o que... só me desculpe. – foi o que consegui dizer. Em uma rapidez enorme Camila levanta a mão e me desferi um tapa no rosto onde coloco a mão em seguida numa tentativa nula de fazer parar de arder. Podia sentir meu rosto latejar.
- você ficou louca? O que pensa que está fazendo? - me olha séria.
- eu realmente não sei o que deu em mim. Me desculpe. Eu só... – abaixo a cabeça.
- eu só o que, Lauren? Vamos, diga. O que pensou que eu diria? “oh Lauren, que beijo delicioso, vamos para a cama.” – debocha. – VOCÊ MATOU A PORRA DE UM HOMEM NA MINHA FRENTE. MEU DEUS VOCÊ SABE O QUE ISSO SIGNIFICA? - Camila grita e eu tento me aproximar e ela recua alguns passos. – NÃO CHEGA PERTO DE MIM SUA...SUA ASSASSINA.
- Camila, escute. Ele iria te matar! – tento me explicar e Camila gargalha sarcasticamente. – eu juro. Acredite em mim. Eu o segui quando vi gritando com você na rua outro dia. Aeryn era um homem perigoso. – Camila me olha séria por alguns instantes.
- você o matou, Lauren. Eu o vi morrer... – soluça e uma lágrima escorre em seu rosto. – meu Deus eu nunca vi uma cena como esta, você tem noção do que é isto? Mas é claro que não. Você o torturou antes de mata-lo. Você sabia o que estava fazendo, você planejou isso... – Camila articulava e andava de um lado para o outro sem parar. – afinal, responda a minha pergunta. O que é você? Um monstro? Uma assassina?
- eu só quero te proteger... – falo mais para mim do que para ela. – eu sinto necessidade disso. Eu quero vê-la bem. Quando vi aquele filho da puta gritar com você, te jogar na rua como se fosse um bicho...eu só quis pega-lo com minhas próprias mãos. Camila ele iria te matar! – falo de uma só vez.
Por um minuto eu acreditei que ela me entenderia. Camila prestava atenção em tudo, me olhava confusa, as vezes parecia ter medo mas também surpresa. Eu acho que ela nunca imaginou que eu fizesse algo como isto. Ela poderia se sentir totalmente segura comigo antes mas agora eu estraguei isso. Eu estraguei tudo. Se eu tinha em mente cuidar dela, tê-la por perto mesmo que como uma amiga isso teria ido por água abaixo.
- vou embora daqui... – vai até a porta e para em frente a mesma e sem olhar para trás completa. – não vá atrás de mim. Não quero vê-la nunca mais. – aquela frase bateu em mim e doeu mais que o tapa que levei a alguns minutos atrás. Camila saiu pela porta batendo a mesma em seguida. Deixei que fosse embora, ela está na razão dela. Talvez eu tivesse outro momento para conversar com ela.
Mas como você é uma babaca, Lauren Jauregui. Não tinha uma forma mais convincente de explicar a situação? Tinha que beija-la e assusta-la dessa forma?
....
Uma semana se passou e eu precisava fazer alguma coisa. Camila não me denunciou para a polícia e isso era um bom sinal. Talvez ela apenas tirou um tempo para pensar em tudo o que aconteceu e concordasse em conversar melhor agora com a cabeça fria. Eu me precipitei demais a beijando, ela havia acabo de presenciar uma cena tão forte. Ela estava com medo e eu aproveitei de sua fragilidade para realizar um desejo momentâneo. Eu queria mais o que com isso? No mínimo agora ela me acha uma tarada assassina que tem fetiche em matar. Não paro de pensar no que aconteceu, tenho medo de ir atrás dela agora e ela carimbar o outro lado do meu rosto. Mas eu preciso fazer isso, eu vou atrás dela e ela vai ouvir o que tenho à dizer. Ela não pode me ignorar para sempre. Eu matei alguém para salvá-la.
Estava na empresa e como sou a chefe por aqui não preciso me explicar para ninguém para sair mais cedo. Vou até meu carro que hoje estacionei na calçada do outro lado da rua e arranco com o carro dirigindo diretamente para a casa de Camila. O movimento na cidade essa hora é mínimo, o que me ajudaria a chegar rápido. E assim aconteceu. Estaciono o carro e desço do mesmo indo até a porta da casa e aperto a campainha. Podia sentir minhas mãos suando quando a porta se abre e uma mulher baixinha sai da mesma.
- olá, você deve ser Ally. – estendo minha mão para cumprimenta-la. – me chamo Lauren Jauregui.
- sim, sou eu mesma. – aperta minha mão. – em que posso ajuda-la?
- estou procurando Camila. Ela está? – sorrio simpática.
- Camila foi para Cuba faz três dias. – sinto meu corpo gelar. – o que seria? Eu posso passar o recado para ela, assim ela entra em contato com você.
- não é nada sério. Não precisa incomodá-la, obrigada Ally. E foi um prazer conhece-la. – sorrio sem mostrar os dentes dessa vez e Ally retribui com um sorriso largo.
- não há de que... o prazer foi todo meu, srta. Jauregui. – dou as costas e sigo até o meu carro saindo dali imediatamente.
Não pode ser. Merda... o que foi que eu fiz!?
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I Have Questions
FanfictionLauren quer ser bem sucedida e busca meios que muitos não o faria para realizar seus planos de vida. Mas o que ela não esperava é que surgiria uma jovem curiosa a procura de respostas tentando se tornar a mais conhecida entre as colunistas dos jorna...
