Sequestro

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POV Camila Cabello

   Sabe aquela sensação de estar sendo vigiada? Pois então, estou a dois dias tendo essa sensação. Sempre tem um carro atrás de mim, em qualquer lugar que eu estou, esse carro está também. Por que eu não fui até a polícia? Simples, que provas eu teria para mostrar que estava sendo seguida e porque eu seria seguida. Eu evitava ao máximo transparecer alguma coisa para Ally ou Lauren, não quero ambas preocupadas, pode ser só minha imaginação fértil de jornalista. 

  Sobre Lauren? Eu não sei bem o que dizer, conversamos bastante sem tocar naquele assunto, mas era certo que de uma forma ou de outra ela demonstrava seus sentimentos. O que me deixa totalmente sem jeito.

   Eu estava de folga mas uma colega de trabalho pediu para que eu a cobrisse em seu turno pois estava com problemas em casa. Ela havia mudado de turno logo depois que comecei a trabalhar na Wells Headline News, então eu trabalharia no último turno hoje, seu horário normalmente, e ela me daria sua próxima folga. Foi uma troca de folgas, digamos assim. O fim do expediente era meia noite e eu não via a hora de ir embora, como precisei ir buscar minha bolsa no armário aproveitei para passar no banheiro e consequentemente fui a última de três que trabalhavam naquela noite a sair do prédio percebendo que se não fosse pelo segurança, eu estaria sozinha naquela rua. O mesmo se ofereceu para esperar o táxi comigo para que eu não ficasse sozinha na rua. Aproveitei para dar uma olhadinha no celular já que havia ficado um bom tempo sem checá-lo.

   Foi tudo rápido demais, em um momento eu ria das postagens na internet quando escuto algo como uma pancada forte em um corpo e sem ter tempo de me virar para ver, fui capturada por braços fortes que me agarraram por trás, colocou um pano em meu rosto e tudo ficou escuro. Então eu realmente estava sendo seguida. Acordei um pouco tonta e olhei em volta. Eu estava em uma espécie de galpão sujo e pouco iluminado, minhas mãos estavam presas com uma corda em um nó bem apertado e um de meus pés preso em uma corda que tinha a outra ponta amarrada em um coluna de concreto. Eu lembrava exatamente o que havia acontecido mas não fazia ideia de onde e porquê estava ali, tentei me levantar mas a tontura me atingiu em cheio e eu cai onde estava sentada. Vi uma sombra se aproximar, um homem alto de expressão fechada me encarava sem falar nada.

- O que vocês querem comigo? – perguntei num instante de loucura.

- fique calada ou eu te apago de novo. – Falou curto e grosso.

  Ao longe eu ouvia uma conversa pesada, palavrões e coisas caindo podia ser escutado. Observei o local onde eu estava, escuro, úmido e fedorento, teria que haver alguma saída, eu precisava sair dali. O grandalhão pareceu incomodado com isso e mandou que eu abaixasse a cabeça ou me vendaria. Me deitei no que parecia ser a espuma de um colchão que me foi cedido, fiquei quieta para tentar ouvir mais da conversa para tentar entender o que eu faço aqui. Eu não sou rica, não venho de uma família famosa, o que caralhos eu estava fazendo ali? O que poderia ter levado eles a me sequestrar?

-... Aeryn deveria estar aqui... – Foi apenas o que eu consegui entender e já deduzi na hora, estou aqui por ser a ex namorada de Aeryn que até então está sumido.

   Eu seria tipo uma chave para encontrar Aeryn? Isso seria impossível visto que eu sei que ele está morto. Provavelmente eu não sairia viva dali quando eles descobrirem que Aeryn foi assassinado. Fiquei praticamente imóvel naquela espuma, não queria me mexer e o grandalhão achar que eu estou tentando fugir e me dar uma surra ou sei lá. Ao longe eu ainda escutava a conversa dos outros homens, se não foi loucura da minha cabeça, eu ouvi meu nome.

-... Eu disse para aquele estúpido que aquela garota era um atraso de vida, mas ele estava sendo movido pela grande paixão que sente por ela e não me deu ouvidos. Disse que se a garota não fosse dele, não seria de mais ninguém... – Então era verdade mesmo, Aeryn me mataria se me visse com alguém. Eu não duvidava de Lauren, mas algumas coisas a gente precisa ver, ou no meu caso, escutar da boca de uma das pessoas ligadas a Aeryn. 

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