Mais Um Para A Coleção

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   POV Lauren Jauregui.

 

  Não me faça usar uma de minhas facas! Estou a uma hora sentada nesta maldita cadeira ouvindo um ser que mal saiu das fraldas, filhinho de papai que está tentando me convencer a dar de mãos beijadas a minha empresa, os meus negócios, acreditando ser melhor do que eu para isso. O cretino ainda usa o argumento de que eu estou deixando a desejar porque segundo ele “se fosse o dono, estaria abrindo ao menos três novas empresas pela Europa a cada dois anos e não só uma.”, devo ressaltar que ele ainda teve a cara de pau de dizer que “sou uma tola” por ainda trabalhar porque segundo ele de novo “com o status que tenho e dinheiro, seus funcionários não saberiam nem qual é a sua cara por não pisar na empresa para trabalhar”. Só podia ser um preguiçoso, ambicioso e ignorante mesmo. Deixei que ele continuasse com seu discurso ridículo contando até dez para não acabar com isso com minhas próprias mãos.

  - então, srta. Jauregui... o que me diz? – pergunta todo animado.

  - não! Como falei exatas quinze vezes ao longo dessa palhaçada toda. – me levanto em um solavanco e espalmo as mãos sobre a mesa inclinando o meu corpo para frente. – ninguém entra no meu caminho, ninguém me tira nada que é meu ou o que será meu. – sorrio cínica. – a reunião acabou. – saio da sala pisando firme. Se qualquer um aparecesse na minha frente agora com ideias parecidas com as dele eu mataria sem sombra de dúvidas.

  Sem esperar mais um minuto se quer dentro daquela empresa, passo na minha sala apenas para pegar minha bolsa e sigo até o estacionamento saindo de lá cantando pneu com o carro. Não é exagero, eu realmente odeio que tentem roubar o que é meu porque sinceramente pelo preço que me ofereceu ele estava me roubando, desmerecendo todo o meu negócio e isso eu não admito. Ligo o rádio do carro tentando ao menos parar de pensar nos absurdos que eu acabo de ouvir. Impossível. Ele realmente conseguiu me tirar do sério. Me concentro em chegar em casa logo, foi o que ajudou. Eu não trabalho mais hoje, preciso relaxar de alguma forma e lendo papéis e mais papéis não ajudaria em nada.

  Estaciono meu Audi R8 preto saindo do mesmo com uma pressa desnecessária me arrependendo em seguida por ter batido a porta com tanta força. Sorte não ter quebrado o vidro. Vou até a entrada principal de minha mansão abrindo a porta dando de cara com Sra. Thompson que limpava um dos vasos de porcelana antiga do meu hall de entrada.

  - boa tarde, senhorita. – sorri largo.

  - traga o whisky. – falo sem olhar para ela.

  - quantas doses, senhorita?

  - traga a garrafa, agora! – sem dizer mais nenhuma palavra vou para o home e ligo a tv, talvez ver um filme me acalme. Pego a garrafa de whisky e um copo com gelo que me é entregue e viro uma quantidade do liquido no copo virando a dose de uma vez só em minha boca e preencho o copo mais uma vez. Estava em um canal de noticiários e quando pego o controle para procurar um filme interessante, uma notícia que eu imploraria para não ver nem ouvir se pudesse ter escolhido.

  - jovem é procurado por tráfico de drogas em Wells e policias vão até parentes que não sabem o paradeiro do criminoso mas dizem saber apenas que o mesmo foi visto a última vez no centro de Wells com suposta namorada Camila Cabello á algumas semanas. – o retrato do filho da puta era exposto com seu nome na enorme tela, Aeryn Turner. Aperto o copo com uma força desnecessária o fazendo quebrar em pedaços.

  - filha, está tudo bem? – a senhora volta dois passos antes de sair do ambiente e me pergunta assustada.

  - chame Stephen...AGORA! – grito mais para tentar diminuir o estresse, me desculparia com ela depois. Vou para meu escritório, nem dois minutos e Stephen entra pela porta do mesmo com uma cara de espanto. Eu já estava salvando o retrato em meu tablet e enviando para o email de Stephen. – Aeryn Turner. Ele está foragido então provavelmente estará fugindo da cidade até no máximo daqui uma hora se for esperto. Quero que vá atrás dele nesse endereço que lhe enviei e o pegue. Quero ele ainda hoje e vivo. Você sabe onde leva-lo. Eu estarei esperando lá.

  - sim, senhorita. – sai depressa.

  Á algumas semanas atrás atarefei Stephen, pedi para que ele comprasse alguns itens e decorasse uma sala que ficou vaga nessa mansão. Era uma sala em especial. Ela não possui janelas, e a entrada dela é pelo fundo da casa, uma entrada isolada por sinal. Os itens? Ah, claro... isolamento acústico, cordas, diversos tipos de facas, trancas reforçadas... Nela eu guardaria todas as urnas que trouxe comigo, ainda estou providenciando um cofre na Suiça para guarda-los mas enquanto não resolvo isto, elas ficam comigo e não teria lugar melhor na casa para coloca-las se não na sala em que pretendo realizar algumas reuniões divertidas... Para mim.

  Aquilo já fazia parte de mim. Não que eu quisesse, eu meio que era obrigada agora por ter feito minhas escolhas. Eu não acho isso a melhor coisa do mundo mas aprendi a lidar, aquilo já não me era mais algo terrível. Tirando as pessoas especificas as quais eu era totalmente obrigada a mata-las, obrigada porque eram meninas jovens, virgens, eu não via motivos para fazer isso se as mesmas não teriam coragem de matar um besouro se quer, mas se não o fizesse, era o meu sucesso, meu dinheiro e até mesmo a minha vida em jogo. E isso acabou me tornando uma pessoa mais forte, isso me obrigou a ser mais forte.

  Ouço o barulho do carro parando do lado de fora, me levanto de onde estava sentada e levo a cadeira até o centro da sala. Ótimo.

   Eles chegaram.

I Have QuestionsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora