Capítulo 22

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"Graças a Deus eu te encontrei, irmão." Afonso falou ofegante assim que viu Rodolfo, ele já tinha rodado metade do castelo e todas as partes possíveis do jardim e arredores, e nada de encontrar sua noiva. Estava começando a ficar preocupado.

"Afonso, por favor." Amália chegou antes que um dos irmãos pudesse falar algo, ela segurou com firmeza o braço do herdeiro de Montemor, seus olhos suplicando por uma chance.

" Amália chegou antes que um dos irmãos pudesse falar algo, ela segurou com firmeza o braço do herdeiro de Montemor, seus olhos suplicando por uma chance

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"Amália, eu não quero ouvir sua voz. Eu já lhe dei a minha resposta e não voltarei atrás." Respondeu firme, puxando seu braço de forma pouco cortês, mas estava de cabeça quente, cansado e precisava saber onde Catarina estava. "Estou a mais de uma hora procurando por Catarina, sabe onde ela está?"

"Sim" Rodolfo respondeu calmamente, já tinham ânimos alterados demais no castelo. "Ela estava comigo no sótão do castelo, mas agora está em seus aposentos."

"Ela estava esse tempo todo com você?" Afonso perguntou incrédulo, olhando para seu irmão. "E posso saber o que vocês dois estavam fazendo durante esse tempo e pior, sozinhos?"

"Bem menos do que você e Amália certamente fizeram."

"Cuidado com as palavras Rodolfo." Afonso falou se aproximando, ciúmes correndo em suas veias. "O que faço ou deixo de fazer não é da sua conta."

"Certamente não, mas lhe aconselho a evitar seu pai então, na realidade ficar bem longe do corredor dela. As coisas estavam começando a ficarem alteradas quando sai de lá." Rodolfo falou firme, ele amava seu irmão, mas a imagem de como Catarina estava quando a viu ainda o abalava. "Catarina estava chorando, bebeu demais. Nós a levamos para o quarto, sua mãe fez um chá para ela. Entretanto, seu pai foi lá e as coisas não ficaram boas." O bastardo tentou resumir o que tinha acontecido e viu quando seu irmão concordou e correu para dentro do castelo.

Já Catarina andava de um lado para o outro, sua mente borbulhando. Mas de uma coisa tinha certeza, não deixaria mais sua vida na mão de outros.

"Eu sou o rei aqui Catarina. E estou dizendo que a aliança entre Artena e Montemor será honrada. Você e Afonso se casarão hoje." Henry falou firme encarando Catarina, que o olhava com fúria.

"Você é um rei Henry, mas eu sou a rainha de Artena e irei reivindica o trono de Alfambres hoje. Como você mesmo disse, minha avó morreu durante a madrugada e um regente está no lugar dela. Esperando para ver quem irá ficar com o trono, eu ou minha prima."

"E sem a ajuda de Montemor como você terá forças para isso?"

"O papa está chegando na corte até o anoitecer. O próprio papa, representante maior de Deus na terra estará na sua corte hoje, apenas para falar comigo Henry, não com você. Eu sou uma rainha católica, e irei governar o maior reino com a ajuda da igreja, eu não preciso de você para nada."

Henry olhou desacreditado para aquilo, Catarina não podia simplesmente fazer isso, não querer se casar e não querer que matassem a bastarda que podia subir ao trono com a ajuda dos protestantes. Ele não ia perder Alfambres, sempre quis aquele reino para si e o teria.

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