#3 Primeira Bad + Crush Leo Santana

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- Gente, não vou negar que o último capítulo me deixou um pouquinho enojada. Aquela história do Corcunda de Notre Dame mais o beijo de Coca podre... Deus me defenda! Ainda bem que não foi comigo, né? - a autora intrometida dá risada.

Poderia ter sido. Você não faz ideia do quanto me arrependi depois daquele beijo/limpeza no esgoto. O cara é legal e engraçado, mas faltou a higiene que é o mais importante.

- Sim com certeza! Mas Lu, quando você vai nos contar do seu segundo crush? E daquela bad fodida?

É pra já, amiga😉...

Pega teu suquinho e alguns lencinhos, pois esse capítulo está recheado de drama (convenhamos que foi um drama criado apenas por mim mesma), mas quem nunca fantasiou uma relação que nunca existiu?
Que atire a primeira pedra, ou melhor deixa pra lá. Apenas sente seu rabicó (bunda) aí e se liga nessa história.


Me diz aí? Quem nunca sofreu por amor? Se existir alguém, me passem o endereço dessa pessoa, pois quero fazer algumas perguntas a ela, pois é caso raro. Coisa de um outro planeta, Brasil!

Pois bem! Depois daquele trauma na página anterior, fiz uma promessa de dedinho com direito a pacto de sangue e tudo (mentira, mas poderia ter sido. Assim, não teria passado pela maior sofrência da minha vida).

No primeiro ensino médio tudo corria bem. Os mesmos colegas, a mesma escola, as mesmas pessoas "aparentemente", minha única amiga e seu namorado (já, já falarei sobre ele)..Até que um dia...opa calma aí, deixa eu contar para vocês, um crush que tive antes do Léo Santana. Eu preciso contar isso.

Nesse mesmo ano do ensino médio, havia uma turma. Essa turma já existia, mas nem eu e nem minha amiga sabíamos disso. Por que?
Porque sempre nos sentávamos no mesmo lugar. A partir do momento que mudamos de lugar, por causa do meu trauma (que vivia me cercando para uma segunda chance), percebemos carne nova no pedaço.

Sim, amiga. Sabe aquelas carnes vermelhinhas e suculentas que ficam expostas no açougue? Pois bem! Tínhamos um açougue e não sabíamos.

Vocês devem estar se perguntando: mas vocês não eram as excluídas? (Aliás você, Luiza?) Sim sempre fui. Minha amiga até que conhecia outras pessoas. E quando se juntou a euzinha aqui, um fecho de luz brilhou em minha testa e, automaticamente, as portas dos garotos se abriram para mim. Eu ouvi um amém?

Fui notada! Batam palmas, porque ser notada para alguém que sempre esteve no fundo da sala é uma vitória.

Mas voltando as carnes.... Então percebemos os carinhas novos e especialmente um me chamou atenção (é.... eu me interessei primeiro. Não sei. Tenho um radar para homens). Já disse que sou sagitariana? Pois bem.

Esse carinha se chamava Rodrigo Santoro (não darei nomes. Vai que ele está lendo nesse exato momento). Chamarei ele assim por Rodrigo Santoro. Se bem que se parecem mesmo. Hahaha.

Rodrigo sempre se sentava, no palco, atrás de nós duas. E como a gente ficava com isso?

“Ai, meu Deus! Ele tá aqui!”
“Ele olhou!”
“Ele tá perto!”

Sim. Essas eram algumas coisinhas que falávamos entre a gente.
Só que como nem tudo que reluz é ouro... (olha o bullying) Rodrigo tinha tudo para ser perfeito, lindo. Na real, eu teria ficado com ele se ele quisesse, é claro... mas ele não me olhava. Era como se eu fosse invisível para seus olhos.

E num dia daqueles, na hora do intervalo (já estava grandinha para chamar de recreio, né?), um dos amigos de Rodrigo se aproximou dele e disse algo que o fez rir...

Nossa Senhora da Padroeira, no momento que Rodrigo sorriu, toda sua beleza foi por água abaixo. Bem no meio faltava algo, e adivinhem!

Sim! Meu Santoro era banguelo. Não que isso fosse um enorme problema (afinal meus dentes não são perfeitos) mas nele, o problema era a ausência deles...

Minha vida é um conto de falhas - COMPLETOOnde histórias criam vida. Descubra agora