#2 Crush Brad Pit? + Trauma + Abuso de colegas

112 19 75
                                    

(acontecimento do 9°ano)


- Mais alguém ficou curioso com esse "trauma" que a Luiza falou no capítulo anterior? Confesso que estou curiosa por demais. Vamos, Luiza! Não demore! O capítulo precisa começar. Ou você quer que eu conte?

AFF! Já vem você de novo mulher? Eu já disse que eu vou contar minha história. Não quero flores, nem frufrus, porque não temos isso aqui. Você já leu o título?

- Sim! Aliás, eu que dei a ideia - fala abrindo seus dentes brancos.

Por isso mesmo. É um conto de falhas e não de fadas. Então saia pra lá e abra passagem que você, e vocês aí do outro lado da telinha, irão sentir muita pena de Luiza, eu.
Pegou o sorvete? Então, bora lá! Se acomode e conheça alguns dos meus crushs e o trauma da minha vida/pior presente de aniversário...

Quem nunca se apaixonou pelo carinha da sala ao lado? Quem nunca sofreu calada pelo melhor amigo? E quem nunca desejou aquele que nunca notou a sua presença?
Pois é, caras amigas. E amigos também. Afinal, os meninos também amam😉

Vamos começar pelo meu primeiro crush. Não criem muitas expectativas quanto à beleza dos meninos que eu gostava. Eles não eram nenhum Léo Santana (pausa para um dos homens mais lindos desse mundo. Homão da poha). Mas vamos voltar aos normais, né?

Não me lembro, realmente, quem foi o primeiro cara que eu amei, porque bem... como eu disse, sou sagitariana e amar para euzinha aqui, é uma missão tão fácil quanto passar manteiga no pão (hum... adoro).
Todos os carinhas que se aproximavam de mim, já me criavam aquela expectativa. "Ele tá falando comigo, está interessado". Só que não, né amiga? Havia um carinha.... Não me lembro bem o nome dele, mas que creio que se chamava Otávio. O menino não era a perfeição do mundo, mas tinha um olhar sedutor...Sempre que havia trabalho, ele queira fazer comigo (o trabalho, tá amiga? Não pense outra coisa). E o espertinho ainda dizia esquecer de ter feito algumas das pesquisas que os professores passavam e chegava em mim com a maior cara de pau.

- Você fez o trabalho de inglês?

- Fiz. Você não fez? - eu mesma dava a brecha, né? Tonta como eu mesmo! Aff!

- Não achei. Você poderia colocar meu nome no seu? Senão vou ficar com vermelho - ele pedia, me olhando com aqueles olhos arredondados, cor de jabuticaba.

A Luiza sonsa (eu, tá gente? Não a mulher do Whindersson) ficava com dó e lá estava escrevendo o nome dele no trabalho que eu, apenas eu, tinha feito sozinha, com todo sacrifício do mundo. Eu tinha passado horas e horas traduzindo as frases, porque naquela época eu não tinha internet e nem essas mordomias que temos hoje, não. Naquela época a gente sofria.
O Otávio me olhava, apertava minha bochecha, dizia um "Obrigada Luizinha" e eu ficava toda sem graça, acreditando estar abalando as estruturas. Só que na real, estava sendo a trouxa de sempre, né?

Ai, ai! Às vezes, eu mesma dou risada das minhas burrices, porque é para rir. E chorar também, né? kkk.

Mas lembra do trauma? Sim... aquele trauma que eu disse que contaria a vocês? Pois bem, vamos a ele. Já que essa história será apenas um conto e não um livro e quero contar apenas coisas que mais me marcaram e foram interessantes.

Esse trauma ocorreu no nono ano. Eu estava para completar meus dezessete anos e recebi o pior presente desse mundo.

Para muitos, um beijo é o melhor presente que uma garota invisível pode até ser, mas cá entre nós, se você for beijar alguém por influência, não faça isso, pois será sua pior experiência. Ainda mais quando o cara... Calma aí! Vamos contar a história do início.

Minha vida é um conto de falhas - COMPLETOOnde histórias criam vida. Descubra agora