#4 Senso de moda nem tão normal assim + paixonite por artistas

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- Ué, Luiza! Não íamos conhecer o boy do gás? - a curiosa da autora me pergunta.

Sim, sim! Iremos conhecê-lo, mas não nesse capítulo. Quero deixar registrada minha super noção de moda incomparável. Nunca ninguém se vestia como eu. (Risos)

- Tá bem. Quem sou para me intrometer na sua história?

É isso aí amiga! Deixa que eu conto tudinho como aconteceu, já que eu mesma vivi essas loucuras na pele.
Mas chega de delongas. Se acomode no sofá e se prepare para conhecer a maior estilista de todos os tempos. Hahaha.

Moda nunca foi uma coisa que eu seguisse. Na verdade, nunca segui nada na vida. A não ser a moda dos cantores, bandas etc. Sim eu também era louca desvairada por bandas. KLB, Rouge, Bro'Z e RBD.... Ah, como eu amava cada uma das suas bandas.

A primeira paixão foi KLB. Não era tão louca como fui com as outras, mas amava aqueles garotos, principalmente o Leandro (eita cara que me fazia suspirar).

Mas suspirar mesmo, eu suspirava e enlouquecia com o Mateus do Bro'Z. Com aquele eu enlouquecia a ponto de me sentir casada com ele (pode isso?). Felipe também não passava batido, mas o Mateus era meu preferido... E quando eles cantavam aquela música...Tudo o que você quiser e davam aquela inclinada louca no palco....😍😍....eu ia ao delírio.

Rouge era outra banda que eu amava. Eu era a Luciana (quem nunca quis ser a artista que ama?) Eu amava fazer isso Kkkk...
Uma paixão incontrolável era RBD e ahhhh como durou aquele amor. (Eu era a Mia, claro, né? Era rica e pegava o Miguel). Lembram na época dos card's? Cara, qualquer moedinha e eu comprava um pacote. As repetidas? Saía trocando com o pessoal na escola. Aquilo era vida. Como sinto falta daqueles momentos da minha infância.

Mas vamos à parte que vocês estão esperando ansiosos? (Assim espero). Meu senso de moda nem tão normal assim. Pois bem, amigos e amigas do Brasil, o que irei contar aqui é segredo, hein? Pensei bem antes de expor essa parte vergonhosa da minha vida (não que exista uma parte menos ridícula que essa). Mas abri meu coração e agora tenho que deixá-lo sangrar.

(Tirando a saia e o aparelho, quase uma Betty a feia)😂😂

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(Tirando a saia e o aparelho, quase uma Betty a feia)😂😂

Afinal quem entra na chuva é pra se molhar, bebê.

Bora parar de enrolação e contar logo essa vergonha?

Nunca me vesti bem, isso não é novidade... Roupas novas? Só uma vez por ano e olhe lá.

Com o meu biotipo, não é fácil escolher roupas. E ainda mais quando você está acompanhado de um pai sem paciência e sem a mínima vontade de te dar algo. Sim, além dos dramas com os assuntos da escola, sempre fui rejeitada pelo homem que me criou. Mas isso não é assunto para falarmos. Voltando às compras! Calças que me servissem era o que mais demorava para encontrar Como eu já disse, desde o começo sempre fui gordinha.

E isso atrapalhava muito naquelas horas. No final, eu acabava usando as calças do meu pai. Isso mesmo que leram. Eu usava calças masculinas, de gente adulta (e olha que me serviam) e eu me achava com elas. Por que? Ninguém sabia que eram masculinam. Não era boba de sair contando por aí, né? Eu já era zoada sem fazer nada, imagina dando motivos?

Mas bem! Passei muito tempo usando aquelas roupas. E o pior não era elas e sim o que eu usava na cabeça.
Por Deus, lembrando de antigamente, me pergunto, onde eu estava com a cabeça para me arrumar daquele jeito?

Meu cabelo sempre foi cheio, bem cheio. E ressecado principalmente na frente (maldita hora que minha mãezinha, resolveu fazer uma franja. O que já era ruim, ficou pior ainda). E para segurar tudo isso o que eu fazia?

Simples: usava aqueles reparadores de pontas da loja de 1,99... E quando não tinha, tacava óleo de cozinha com creme de pentear. Assim disfarçava o cheiro. Para completar, amarrava em um rabo de cavalo e além de tudo, para me assegurar que nenhum fio saísse do lugar, colocava aquelas tacas (tic tac, presilhas) não sei como vocês conhecem, mas eu usava e muito. E não eram das prestas, gente. A linda aqui usava das coloridas.

E lá ia eu para a escola toda me achando, abalando com a faixa de pedestre colorida na cabeça. Af! Como eu passei vergonha.

Com o tempo a gente vê, que em algum momento da vida, nos mesmos pedimos para passar vergonha.

Fui crescendo e mudando. Ao invés das presilhas, comecei a soltar a metade do cabelo, meu corpo esticou e eu já não usava mais calças de homem. Comecei a me sentir bonita, as pessoas começaram a me notar...novos colegas, os meninos começaram a se interessar. Eram minoria, mas havia interesse, e é isso que importa.

- Nossa Luiza! Senti uma peninha por causa de suas roupas. Como assim, roupas masculinas? E a faixa de pedestre na cabeça? Meus Deus! kkkk.

São coisas da vida! Não me diga que você nunca passou essas vergonhas!

- Eu? Se te contar teremos um segundo conto de falhas.

Pois bem, então é isso, vou ficando por aqui, sei que o capítulo está curto, mas senti que precisava contar a vocês um pouco sobre minha imagem de antigamente.

Aguardo vocês no próximo capítulo e aí, sim.

Olha o gás!

Minha vida é um conto de falhas - COMPLETOOnde histórias criam vida. Descubra agora