#5 Olha o gás + ursinho pooh

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E olha eu aqui com mais um capítulo, dessa vez falando de crush (para variar um pouco, né? Só que não. Hahaha). Nesse capítulo, quero contar um pouco da minha paixonite que teve uma duração de um mês (ouvi um amém?)

- Amém!

Af! Já vem ela de novo meter o nariz onde não é chamada. Querida autora, vamos dar uma folguinha aqui, né?

- Claro que não (ouço risos). Como você mesma disse, se entrou na chuva é para se molhar. Então deixe de drama e vamos ao que interessa. E me interessa também, porque afinal, suas histórias são hilárias - debocha da minha cara, pode isso?

Bem vamos lá! Deixa essa louca de lado, pega aquele salgadinho de pimenta mexicana, aquele refri camarada e se joga em mais uma das minhas aventuras no colegial.

Chega mais Brasil 😆....

No último capítulo, contei a vocês meu pouco senso de moda para me arrumar, não foi? Eu sei que o capítulo ficou pequeno, mas cá entre nós, não tinha muita coisa a ser dita e tudo o que eu disse é verídico (afinal o conto é baseado em fatos reais).

Vocês se lembram daquele colega que eu mencionei? Não lembro em qual capítulo, mas arrisco a dizer que foi no do Léo Santana. Pois bem! Vamos falar sobre ele?

Ursinho Pooh! De ursinho meu melhor amigo não tem nada, porque o cara era grande (ainda continua sendo, né? Ele não morreu). Pensa naquele amigo que você ama de paixão, aquele cara fofo que te faz rir e que, quando te abraça, você sente como se, estivesse abraçando um urso, grande carinhoso e extremamente fofo.

Antes que vocês pensem, hum, aí tem coisa? Na real, não tem. Realmente éramos apenas amigos. (Éramos, do verbo ser no passado. Isso tá certo? Ah sei lá, estou aqui para falar da minha vida, não para dar aula de português, pois vamos combinar, eu não sirvo para isso).

- Não mesmo - aquela me interrompe mais uma vez rindo.

Tá não fique se gabando por saber dessas coisas. Não sei mesmo e nem por isso vou morrer. O Google tá aí pra isso, afinal.

Voltando ao ursinho Pooh. Ele era namorado da minha única e melhor amiga. Sim! Depois de anos sozinha, com falsos amigos ao meu redor, encontrei alguém que realmente gostava de minha companhia, como amiga e confidente. Minha amiga Ana  (lembram dela?) Aquela que me induziu a ter meu primeiro trauma, com o Corcunda de Notre Dame. Sim, amigos! Eu me tornei amiga inseparável desse ser que me fez ter a pior experiência da minha vida (amiga é para essas coisas não?).

Toda hora no intervalo, ursinho Pooh, que era o cara do terceiro ano, ficava com as estranhas. Na verdade, ele ficava com a namorada dele, né? Eu ficava apenas segurando vela, mas como eu disse, ele era um amor. Nunca me deixou realmente segurando vela (calma aí, não pensem que ele me beijava também, não pelo amor) Ele apenas não ficava naquela troca de salivas ao meu lado.

O cara era o cara, até nisso.

Sempre me incluía nas coisas. Às vezes eu pensava: “Será que Pooh tem dó de mim, por não ter alguém, ou será que ele apenas não tem noção? ” Isso eu nunca vou saber, porque nunca perguntei.

De Ursinho Pooh vamos ao que todo querem saber.

Olha o gás!

Vocês devem estar se perguntando, por que ela disse olha o gás! Será que ela bebeu a essa hora? Será que está ficando biruta da cabeça? Será que é apenas um apelido carinhoso? (Pode ser), ou Será que Luiza é de outro mundo? (Não exagerem, né?)

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Vocês devem estar se perguntando, por que ela disse olha o gás! Será que ela bebeu a essa hora? Será que está ficando biruta da cabeça? Será que é apenas um apelido carinhoso? (Pode ser), ou Será que Luiza é de outro mundo? (Não exagerem, né?).
Eu e minha querida irmã, sempre saíamos para ir comprar algumas coisas para a mamys, levar o caçula à escola, comprar um pãozinho, uma mortadela, essas coisas.
Nessas idas e vindas da vida, eis que um carro ou melhor .... Aliás, não vou dizer nada, porque não sei descrever o carro. Mas era um desse carros que passam com aquela musiquinha...

Tanananana...nanana...naanana...

Acho que era assim, caros colegas. Creio que em cada lugar a música muda. Mas vamos lá! Era o carro do gás. E nesse carro do gás, vinha do lado do passageiro. Um jovem, alto moreno, de olhar sexy, corpo mais ou menos, mas que era bonito (sim esse e o Léo Santana eram bonitos)

Descendo a rua para voltar para casa, meu olhar cruzou com o dele e seu pescoço virou como de um avestruz.

Obs.: eu já não me vestia como antes, nessa época, eu fazia alguns trabalhos manuais e consegui comprar algumas roupas e um celular com TV. Era do Paraguai, mas eu tinha rs.

E, daquele dia em diante, ele sempre passava na rua da minha casa. Sempre me olhava e deixava aquele sorriso escapar. E eu já estava apaixonada. Até que um dia na escola, na hora do intervalo. Eu o vi.
Na verdade, eu acho que ele já tinha me visto antes, pois o cara sentou exatamente no banco à frente onde Ana, Pooh e eu nos sentávamos sempre. E o melhor vocês não sabem.

Ele conhecia o Pooh. Então vocês já podem imaginar, né? Sim! Ele se aproximou, naquele mesmo dia, falou com o Pooh, sentou do meu lado e conversamos. Não me lembro bem sobre o que conversamos, mas lembro a música que passava naquele momento (tinha música nos intervalos).

Não te trago flores
Porque elas secam e caem ao chão
Te trago os meus versos simples
Mas que fiz de coração

Meu coraçãozinho disparou. Cena perfeita, encontro perfeito, música perfeita e o cara era um sonho.

Ficamos no dia seguinte e o beijo foi como eu imaginei. Muito melhor que os dois primeiros. Mas vamos a um adendo: o cara do gás insistia demais para que eu fosse à sua casa. Sempre dizia: minha mãe não está em casa, vamos pra lá ficar juntos, ela chega de tarde, quero te apresentar a ela, essas desculpas dos boys para dar um creu em nós moças virgens.

E eu sempre dizia e ele, não posso (e realmente eu não podia, pois minha criação sempre foi das antigas, tinha pais super rígidos e as regras então, nem se fala). Se eles soubessem que eu estava namorando, eu não ficaria viva a tempo, para descobrir os prazeres do pecado (se é que me entendem hahaha)

O que é bom sempre acaba, né? Ficamos nessa por um mês. Entre muitos beijos, trocas de carinhos e com direito a ele me dizer que aquela música era nossa.

Faz isso não, velho. O coração não guenta! A música ficou, os amigos também, menos ele que não aguentou tantos nãos e também não soube esperar a minha vontade de fazer o creu. Um mês depois, ele me disse que não dava mais, que ele me queira mas que daquele jeito, sempre recebendo não, não dava.

Fui acolhida pelo Pooh que me disse que ele era um idiota, que eu era linda e merecia coisa melhor. E que eu decido a hora de ralar na boquinha da garrafa (não foram essas últimas palavras que ele usou, não).

Enfim vai um, vem dezoito. Só que esse dezoito veio em miniatura.

Querem saber mais? Fiquem ligadinhos que minha próxima aventura será pela metade mais valeu a pena cada momento!

Beijinho da Lu 😘

Música citada
(Chimarruts - Versos simples)

Minha vida é um conto de falhas - COMPLETOOnde histórias criam vida. Descubra agora