A teimosia, O livro e A marca

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Kylie foi embora antes do fim do treino, estava cansada e sabia que Harvey e James seriam aceitos no time e por isso não precisavam de nenhum apoio moral, depois de avisar a prima e o irmão que não voltaria com eles, ela ligou para o pai e fez algum drama para conseguir que ele viesse buscá-la, não precisou de muito, apenas uma dor de cabeça que não era tão inventada assim já que pontadas agudas realmente começavam a surgir em seu cérebro, fazendo a McCall massagear as têmporas diversas vezes.

Ao chegar no estacionamento, Kylie viu a a cabeleira ruiva de Allison entrar em um carro junto com um garoto que mais cedo Talia havia lhe dito ser Nicholas Raeken, filho do Chimera que quase matara seu pai uma vez e que no fim havia se redimido ou algo do tipo. Sabia que sua mãe o odiava, algo envolvendo um tiro e sua avó – A loba do deserto, e que o melhor amigo de seu pai, nunca confiara nele. Provavelmente o atual xerife teria um infarto se descobrisse que a filha mais nova estava andando por aí com a cria de seu inimigo declarado, torceu para que isso não fosse descoberto, simpatizava com Allison e sabia por experiência própria que o proibido poderia ser bastante atraente às vezes.

Vinte minutos após a duplinha estranha ter sumido de vista, o carro de Scott estacionou em frente a escola e a garota entrou no mesmo, afundando no banco rapidamente.

— Você quer dar uma passada no hospital? — Questionou o pai, com preocupação.

— É só uma enxaqueca, pai. — Garantiu com um sorrisinho fraco no rosto. — Só quero ir pra casa, comer algo e fazer o dever de inglês.

— Como foi na escola? — Quis saber, se dando por vencido e focando os olhos na estrada.

— Normal. Sem sinal do sobrenatural, e nenhuma transformação por parte do Stilinski. — Contou, se ajeitando melhor no banco e encostando a cabeça na janela.

Os olhos pesaram e Kylie sentiu a inconsciência chegando, mas essa foi interrompida pelo toque do celular do pai, a garota se esticou para atender e colocar no viva-voz, já que o pai esteva dirigindo.

— Scott? — A voz do xerife Stilinski, Stiles, soou do outro lado da linha e o alfa ficou tenso.

— O que houve? — Questionou ele, já esperando pelo pior.

— Encontramos um corpo na floresta, a Allison encontrou. — O humano contou com um suspiro, Kylie também deixou um suspiro penoso escapar.

— Eu estou indo. — O alfa disse, e sem esperar resposta pisou fundo no acelerador, Kylie encerrou a chamada ao notar que a conversa havia sido encerrada ali.

A escola não era tão longe da reserva e logo o pai já havia estacionado na entrada desta, desceram juntos, mas Scott se virou para filha:

— Você espera aqui. — Ele mandou, com semblante sério.

— Você de quem eu sou filha? — Questionou Kylie, com a voz petulante. — Dos dois seres mais teimosos do universo, portanto, não há mínima chance de você me manter esperando no carro quando há um corpo na floresta.

— Você não diz nada e nem toca em nada. — Concordou, sabendo que discutir seria inútil, Kylie era a mistura exata dele e de Malia o que significava que conseguia ser teimosa a níveis extremos e insuportáveis.

Ao primeiro contato com a cena do crime a McCall se sentiu um pouco zonza, havia policiais em ambulâncias por toda a parte e a área estava cercada por fita amarela que indicava a área restrita apenas para pessoas autorizadas.

Na sua antiga cidade, as pessoas só morriam de velhice ou doenças, às vezes acidentes de trânsito. O índice de criminalidade era quase inexistente, e a morte sobrenatural era exatamente nula. Kylie não estava acostumada com aquilo, mas não demonstrou nenhum desconforto ou sabia que o pai a mandaria de volta para o carro.

Legacies - Teen WolfHistórias para pegar e não largar. Descubra agora