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Obs: Digamos que uma parte da minha inspiração para o capítulo veio da música que está na mídia ^^

***

- Filha, acorda, vai chegar atrasada se continuar desse jeito.- ouço a voz da minha mãe.

- Eu não quero ir, poxa, o dia vai ser horrível!- puxo as cobertas até a minha cabeça.

- Ok, então eu vou dizer pro seu namorado que não precisa te esperar.

No mesmo instante, eu sento na cama.

- Meu namorado?- coço a cabeça.

- Sim, o Jungkook, ou estou enganada?- levantou uma sobrancelha.

- Nós... Eu não sei.

- Bom, ele chegou aqui à alguns minutos, me perguntou se eu deixaria ele ser o seu namorado. Conversamos e eu concordei, contanto que, entre vocês dois, existisse amor.- ela sorriu.

- Sério? Sério mesmo?

- Seríssimo. Então, ele é ou não seu namorado?

-... Sim, sim ele... O Jungkook é meu namorado.

O Jungkok sendo meu namorado só existiu na minha imaginação, até agora.

- Mãe, a senhora... Está bem?-  perguntei antes que ela saísse.

- Vou ficar.- ela sorriu, um pouco tristonha, mas sorriu.

Ela nunca chegou a me contar, porém, eu sabia que, todos os anos, no dia da morte do meu pai, ela passava a maior parte do tempo vendo fotos e as escrituras dele, como um modo de reviver as lembranças.

Levantei da cama e fui direto para o banheiro. Após o banho, vesti rapidamente o uniforme e coloquei um boné para "disfarçar" os fios desalinhados.

Saí do quarto indo até a sala, vejo Jungkook sentado no sofá, com a mochila ao seu lado.

- Então... Vamos?- pergunto ao garoto.

- Você não vai tomar café da manhã?- perguntou, depois de levantar e ficar na minha frente.

- Estou sem presença de fome.- pego a minha mochila pendurada no gancho da parede e a coloco nas costas.

Jungkook se despede da minha mãe e saímos lado a lado, fechando a porta em seguida.

- Namorados, é?- perguntei e vi o mais velho sorrir.

- Se você aceitar...- ele morde o lábio, envergonhado.

- Talvez...- Sorri meio triste e ele beijou a minha testa.

O trajeto até o colégio foi silencioso, nem conto quantas vezes o Jungkook precisou parar pois eu andava devagar, e ele fazia questão de me acompanhar.

- Suk, me diga, o que eu posso fazer por você?- ele parou e segurou meus ombros.

- Não sei, exatamente.

Aquela dura nuvem de sentimentos dolorosos fazia presença no meu céu, eu temia ter que enfrentar a forte tempestade.

- Ei, eu disse que te faria feliz, lembra? Confie em mim, pequena.- Jungkook ergue nossas mãos e as entrelaça.

Percebo que havíamos parado em frente ao portão do colégio, alguns alunos paravam para nos encarar.

Eu tentei me afastar, porém, Jungkook foi mais rápido e suas mãos foram parar em cada lado do meu rosto.

- Não...- sussurro sentindo aquela sensação de peso.

- Eu não me importo, e você sabe disso.- ele trouxe meu rosto para perto e selou nosso lábios em um beijo casto.

Preciso parar com esse medo idiota!

- Aproveite os seus dias filha, seja feliz.- ouvi a voz do meu pai em meus pensamentos.

Tento, com todas as minhas forças derrubar esse medo em forma de nuvem cinzenta e retribui o beijo colocando minhas mãos sobre as suas.

A sensação é tão... Diferente, boa, única... Eu gosto, não, eu amo.

Ele quebra o beijo após segundos, a cena dos seus lábios rosados e bochechas rosadas é inteiramente fofa.

Jungkook pegou meu boné e o virou, deixando a aba para trás.

- Assim, seu rosto aparece mais.- eu ri e ele sorriu.- Era isso que eu queria ver.

Ele segura minha mão e vamos juntos para a sala. Ao longe, vejo Ayla acenar exageradamente e de um jeito engraçado, Choa estava ao seu lado, esbanjando um sorriso.

- Pode ir embora, nuvem cinzenta. Entre, sol.

***

As aulas não foram pesadas e difíceis de passar, só me fez comprovar ainda mais, que a vida é mais bonita se você deixa as diferenças de lado e passa a manter o pensamento de felicidade e fé.

Na volta, Jungkook me acompanhou e o mesmo não tirava o sorriso de coelho do rosto.

- Ok, o que você viu para estar tão feliz assim?- perguntei.

- Eu gosto de estar com você, esse gostar é representado pelo meu sorriso.- apontou para si me fazendo sorri.

Como nos outros dias, passamos em frente ao cemitério, eu queria entrar, mas não havia ninguém por perto.

- Pula o muro.- Jungkook falou, e eu levei a sério.

Pulei algumas vezes até conseguir me apoiar na parte de cima, quando eu estava prestes a erguer o meu corpo e passar para o outro lado, o Jungkook me puxou pela cintura, me colocando no chão novamente.

- Eu falei brincando! E se você se machucar?- fala claramente preocupado.

- Eu só queria falar com o meu pai, e, apresentar o meu namorado para ele.- sua expressão suavizou.

- Tudo bem, vamos encontrar outro jeito, mas não vamos pular o muro.

Por sorte, um dos guardas morava alí perto, Jungkook pediu a chave e o homem a deu.

Entramos e faço o mesmo caminho até o túmulo dele.

- Oi pai, hoje é um daqueles dias em que tudo parece triste e vazio, pelo menos, eu achava isso, até... Eu passar a "conviver" com o Jungkook. Ele é legal, e... Eu amo ele. O senhor havia dito que eu podia namorar com um garoto legal e que me amasse verdadeiramente, então... Acho que é ele.

Jungkook ouvia tudo com atenção, sorria quando eu o mencionava.

- Isso... Isso é um sim?- ele pergunta esperançoso.

- Sim.- sorri.

- A imaginação se tornou realidade.

*****
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Labels = {Jeon Jungkook}Onde histórias criam vida. Descubra agora