Os versos que forço
De madrugada
Contra o fechar das pálpebras
E o calar da angústia aprisionada,
Feito ácido me golpeiam
E fazem cair as lágrimas.
Não por tristeza, ou ódio,
Nem mesmo por saudade,
Muito menos alegria e conforto,
Mas por falta de tranquilidade.
Quando escrevo, me lembro
De todas as mentiras e verdades,
Composta de tantas faces
Me perco
Em meus versos forçados,
Me encontro
Em meus versos fáceis.
E o esforço
Da escrita de madrugada
De que me serve?
Não serve pra nada.
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19/02/2019
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Estou Cheia
PoetryMais uma coleção de escritos sobre o que ninguém quer saber e eu insisto em escrever.
