Será que, como sempre,
A distância cria novos estranhos?
Rostos conhecidos
De amigos
Perdidos
Entre memória e esquecimento.
A amizade era um laço,
Por quilômetros se estica
E cria embaraço,
Vira nó.
E eu, como sempre,
Os desfaço,
Acabam os nós
E acaba o nós.
E me viro sozinha
Com mais fotografias do passado
De momentos amarrotados,
Embolo tudo,
Jogo em um baú,
Criará pó.
Enquanto eu, aqui sozinha,
Relembro o que foi
Revivo os sentimentos
E me consolo,
Só.
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23/03/2019
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Estou Cheia
PoetryMais uma coleção de escritos sobre o que ninguém quer saber e eu insisto em escrever.
