Não sei.
Estou sem reação
A escrever nesse diário aberto
Que me faltam palavras
E que afundo-me em confusão.
Sem qualquer coisa dizer.
Disparam pensamentos
Revejo todos os passos
E não faz sentido.
Deveria fazer?
Me sinto despida das máscaras,
Visível, decifrada.
Me sinto encontrada
E ainda assim perdida.
O inesperado tão repentino
(E que o pleonasmo se dane)
Em tão pouco tempo me limita
A essa figura em total pane.
Nem mesmo conecto
Essas palavras todas
E isso acaba com menos sentido.
Sempre soube ter me perdido,
Mas como teriam me achado?
Não sei se acredito.
Seria a situação
De fato verdadeira
Ou não passa de simulação?
Em que confio? Como saber?
Se sou tão ingênua ao mundo
Seria tão fácil acreditar
Em quaisquer palavras ditas.
Elas me afetam, sim.
Quais não afetariam?
Mas me questiono.
Em quanto tempo se faz conhecer
E quanta observação precisa?
É, me sinto insegura,
Frágil e desprotegida.
Me cubro de incertezas.
Quanto tempo?
Quão verdadeiro?
E não durmo, aguardo.
Não sei o que aguardo,
Mas tenho medo.
<·>
09/11/2019
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Estou Cheia
PoetryMais uma coleção de escritos sobre o que ninguém quer saber e eu insisto em escrever.
