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Noite longa porra

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Chegando na casa de César novamente, fomos direto para o quarto de visitas a onde haviam três camas de solteiro.

Cada um escolheu a sua.

-Droga, esqueci meu pijama.

-Eu tenho uma camisetona, serve? -Diz Gabriel

-Pode ser já que vocês não prestam nem para trazer um pijama para mim!

-Temos cara de empregadas? -Pergunta Leandro.

-Preciso responder? -digo

Eles riem, bobos.

Vou para o banheiro que fica no corredor, quando sinto alguem me agarrar vejo que é César.

Porra meu.

Tento chutar suas bolas mas mesmo bêbado ele consegue se defender.

Que raiva, ele acordou e conseguiu entrar na casa.

Ele tenta me beijar mas começo a gritar e então surgem Leandro e Gabriel.

Os dois partem para cima de César.

Começam uma briga que logo termina em César desmaiado novamente.

Trancamos ele em um quarto e agora ele não tem como sair.

Coloco a blusa gigantesca que Gabriel havia me emprestado e vou para a cama exausta.

-Boa noite Julinha -Dizem os garotos.

-Boa noite manés e obrigada por me salvarem de novo.

-Disponha -Dizem eles

Ao ouvir isso apago imediatamente pois meu sono era muito grande.

De madrugada escuto alguém batendo na porta e ao abrir.

-Porra César, o que você quer? Como saiu do seu quarto? -digo assustada e com raiva.

-Eu tenho uma chave reserva que fica do lado de dentro e eu vim aqui para me desculpar por ontem, eu estava bêbado e não foi a minha intenção fazer o que fiz.

-Tá, tá bom, não dava para se desculpar outra hora? -Digo já irritada - Agora vaza que eu quero dormir. - Ao dizer isso fecho a porta na cara dele e a tranco.

Caralho, será que eu não vou ter nem um pouco de sossego essa noite?!

Volto a dormir e depois de um tempo escuto um barulho dentro do quarto em que me encontro.

Porra meu.

Esse barulho se transforma em um super barulho de algo caindo, sei lá. Que merda.

Gabriel da um pulo da cama e acende a luz e vemos Leandro dando de cara com a porta.

-Ai, porra, porra. -Diz ele com dor.

Eu começo a rir de sua bela trombada com a porta.

-O que você pretendia fazer Leandro? -Pergunta Gabriel.

-Eu ia ao banheiro mas não vi que a porta estava fechada.

Demos muita risada da cara de Lea e o mesmo ficou sério.

Ao acabarmos de rir e depois que o mijão do Leandro voltou do banheiro, apagamos a luz, fechamos a porta e dessa vez eu não ia mais acordar por nada, nem que o mundo de alguma forma desabasse na minha frente.


Uma garota complicadaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora