Capítulo 2

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Capítulo 2

Henrique Gauthier

Meu pai, Leandro faleceu no dia 2 de fevereiro de 2016. Depois da morte do meu pai, eu me tornei um homem frio, reservado, do qual as pessoas muitas vezes nem querem ficar por perto. Meu pai deixou uma empresa no nome da minha mãe, mas ela queria passar todos os negócios da família para o meu nome por estar impossibilitada de trabalhar. Meu pai sempre me achou um irresponsável e disse em seu testamento que eu teria a empresa em meu nome se eu me casasse.

Como se casamento, para o meu pai, fosse me trazer alguma responsabilidade. Eu passei a frequentar lugares que, se meu pai estivesse vivo, não iria gostar.

O dia hoje foi muito estressante, teve uma reunião para decidirmos um projeto que meu pai iria fazer esse ano. Depois dessa reunião saíra para almoçar com um amigo.

— Henrique, onde vamos almoçar ? — perguntou ele.

— Podemos ir ao Grill — respondi, enquanto sentava no banco do carro.

Henrique Gauthier

Seguimos em silêncio até o restaurante, estava tocando uma música no carro que eu nem sequer estava prestando atenção na letra. Até que fui tirado dos meus pensamentos.

— Vamos em uma casa hoje? — perguntou.

— Que casa? — respondi, sem interesse algum, já não sentia ânimo para mais nada.

— Onde há presença de mulheres, é disso que você precisa — disse Gustavo, sorridente.

— Ah, está bem, que horas? — concordei, sem ânimo algum.

— Às dez e meia, te encontro na praça — disse Gustavo, empolgado com a situação.

­­­Chegamos ao restaurante e pedimos o nosso almoço, depois iríamos voltar para a empresa.

No final da tarde

O dia na empresa hoje foi exaustivo, o expediente acabou às nove horas da noite. Eu estava muito estressado e lembrei da saída hoje com Gustavo. Talvez ele tivesse razão, eu precisava realmente sair e distrair a mente. Saí do meu escritório e fui direto para o estacionamento.

Quando cheguei em casa, tomei um banho, me arrumei e saí novamente para encontrar Gustavo. Encontrei com ele às dez e meia da noite, na praça, e de lá fomos direto para a "casa", como ele dizia.

Casa

Henrique

Quando entrei naquele local, observei as pessoas que estavam lá, e logo percebi que Gustavo tinha me levado para uma casa onde mulheres se vendem, quando fui falar com Gustavo para irmos embora, ele já tinha sumido.

Sabrina

A casa hoje estava movimentada. Do alto da escada, vi quando entrou um rapaz, ele estava observando o local. Fiquei curiosa para conhecê-lo, estava acompanhado de Gustavo Petrovo, observei quando foi deixado pelo seu amigo.

— Vá cumprimentar o novo rapaz, Sabrina — disse Rebeca.

Quando estava indo em sua direção, em meus pensamentos eu estava me perguntando o que um homem tão bonito fazia naquele local.

Henrique

Estava enfurecido por Gustavo ter me deixado sozinho, se ele veio comigo, a obrigação dele era ficar do meu lado, não correr atrás de um rabo de saia, e, ainda por cima, há uma moça me olhando de longe. Ela é linda, não é possível que trabalhe aqui.

— Boa noite, seja bem-vindo! — disse Sabrina, mostrando um lindo sorriso.

— Boa noite — respondeu Henrique sem muito assunto.

— Vejo que é novo por aqui, está gostando do ambiente? — perguntou Sabrina.

— Olha, não querendo ser grosso, eu não estou gostando do ambiente, só vim a esse lugar porque meu amigo pediu, mas, se eu soubesse que era uma casa de prostituição, eu nem teria vindo — respondeu Henrique, mostrando desprezo pelo local.

Sabrina ficou sem reação com as palavras de Henrique.

— Me desculpe, não quis ser grosso — disse Henrique, ao ver o semblante de Sabrina.

— Tudo bem, se me de licença, preciso me retirar — respondeu Sabrina, se afastando de Henrique


Uma Noite Prazerosa (degustação)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora