Capítulo 6
Sabrina
— Sabrina — disse Henrique, com uma voz baixa.
— Oi — respondi.
— Bem, eu não sei por onde começar, mas tenho que te falar algo. Desde a noite em que te conheci, passei a investigar a sua vida, descobri o porquê de ter entrado para essa vida e, o mais curioso, é que eu não consegui parar de frequentar aquele lugar — falou Henrique. — E hoje eu lhe trouxe aqui com o objetivo de apresentar você para minha família como minha noiva.
— Quê? — perguntei, espantada.
— É uma longa história, mas eu só peço que confie em mim, não quero lhe envolver em meus problemas familiares — disse Henrique, explicando a situação.
— Isso é uma loucura, não sei se devo fazer isso — disse Sabrina.
— Eu peço, por favor, que seja minha noiva de mentira — disse Henrique.
— Tudo bem, eu concordo, mas quando estivermos indo embora quero que me explique tudo — disse Sabrina.
— Ok, eu explicarei tudo, mas agora vamos jantar. Minha mãe já está esperando por nós — disse Henrique, caminhando em direção à porta.
Saí do quarto junto com Henrique, indo em direção à sala de jantar.
— Sentem-se, queridos — disse Liza.
Sentei-me e o jantar foi servido, foi servida uma sopa com pequenos pedaços de torrada em uma travessa ao lado.
Aproximei meu corpo à mesa para ficar mais perto da tigela fumegante, a noite estava fria, nada cairia melhor do que aquela saborosa sopa com ervas. Dei a primeira colherada e senti meu corpo ir ao céu com aquele maravilhoso sabor em minha boca.
Depois do jantar, agradeci dona Liza pela recepção e fui direto para a sala, quando percebi que a porta estava entreaberta. Peguei meu casaco e fui até o jardim, a noite estava linda, o céu estrelado, um vento gelado e, de longe, vi Henrique olhando para o lago.
O que aquele homem tinha que me atraía tanto? seus olhos, sua pele sua boca desenhada em traços lindos e aquela pinta no canto do olho, deixando-o mais charmoso.
Começaram a cair algumas gotas de chuva do lindo céu estrelado e quanto mais eu olhava para o alto, a chuva caía com mais força, permiti me molhar naquela chuva e, por um instante, eu sentia que limpava a minha alma. Até que ouço a voz de Henrique me tirando dos meus pensamentos.
— Entre, Sabrina, ou acabará ficando doente — gritava Henrique da porta da sala.
Caminhei até a porta e fitei Henrique em uma camisa branca totalmente molhada pela chuva. As gotas d'água escorriam pelo seu rosto, deixando-o muito sexy.
— Toma — falou Henrique, me jogando uma toalha.
Me sequei e fui direto para o meu quarto, liguei o chuveiro e deixei a água escorrer pelo meu corpo, troquei de roupa e sentei-me na cama.
Ouvi batidas na porta, levantei-me para abrir e era uma das empregadas da casa com uma bandeja.
— Com licença, senhorita, pediram para eu entregar aqui — disse ela, entrando no quarto e colocando a bandeja sobre a mesinha ao lado da cama.
— Obrigada — agradeci e fechei a porta.
Aproximei-me da bandeja e peguei a xícara que estava com um cheiro agradável, bebi aquele líquido quente, que no mesmo instante foi aquecendo o meu corpo e me fazendo relaxar.
Henrique
Acordei com o sol invadindo o quarto, olhei pela janela e o dia estava lindo. Levantei-me e caminhei até a janela que dava acesso ao jardim. Vi Sabrina caminhando entre as flores e sentindo o perfume delas. Assim que terminei meu banho, saí do quarto e fui tomar café na cozinha.
— Bom dia, Arlete, me dê um pouco de café, por favor — disse, enquanto me sentava.
Enquanto ela fazia o café, liguei para a empresa para saber como estavam as coisas durante minha ausência.
— Arlete, poderia me informar se a minha amiga já tomou café? — perguntou Henrique.
— Sim, senhor — respondeu Arlete, colocando a xícara de café e uns biscoitos na frente de Henrique.
Terminei de tomar meu café e fui direto para a garagem, pois teria que ir ao centro comprar as alianças do noivado que ocorreria no domingo.
Quando estava saindo com o carro, buzinei para Sabrina.
— Sabrina, estou indo à cidade resolver umas coisas, gostaria de ir? —
perguntou Henrique.
— Claro, preciso comprar umas coisas. Só um minuto, me deixe pegar minha bolsa — disse Sabrina.
No caminho até a cidade manteve-se um silêncio no carro, nossas respirações preenchiam o silêncio.
Assim que chegamos ao shopping, disse para Sabrina me encontrar meio-dia no segundo piso.
Sabrina
Enquanto andava pelos corredores do shopping, pensei em levar um presente para minha melhor amiga. Entrei em uma loja e vi um relógio lindo e achei a cara de Emily. Perguntei ao vendedor se eles faziam entrega e disseram que sim, pedi para entregar no endereço da casa onde eu morava. Assim que saí da loja, lembrei que precisava comprar um vestido para o jantar que iria acontecer. Entrei em diversas lojas e não achava um vestido simples e elegante ao mesmo tempo.
Até que sentei no banco e vi uma loja que não tinha entrado ainda, levantei-me e fui a passos rápidos até ela. Olhei alguns vestidos e escolhi alguns para experimentar, peguei um da cor vinho, todo feito de renda. Assim que experimentei, percebi que aquele era o vestido, pois realçou com o tom pálido da minha pele e valorizou as curvas do meu corpo.
Henrique
Estava entrando em uma joalheria para escolher as alianças do meu falso noivado.
— Boa tarde, senhor, gostaria de ajuda para escolher? — perguntou uma moça que trabalhava.
— Sim, gostaria de um par de alianças, que seja delicado e muito bonito — respondi à moça.
Ela me mostrou um anel fino com uma pedrinha em cima, achei a cara de Sabrina e acabei comprando. A moça o colocou dentro de uma caixinha vermelha e me deu.
Assim que saí da loja, vi Sabrina sentada em um banco, olhando para uma vitrine. Por sinal, era a loja da minha mãe. Vi quando Sabrina entrou e escolheu alguns vestidos, provavelmente iria comprar um vestido para o jantar que aconteceria. Caminhei para o segundo piso e deixei Sabrina escolhendo os vestidos.
Ao chegar ao segundo piso, reservei uma mesa para nós. Iríamos almoçar aqui hoje, fiquei esperando por Sabrina, pois a deixaria escolher o almoço dela.
Sabrina
Quando terminei de comprar o vestido, olhei a hora e faltavam quinze para meio-dia, caminhei então até o segundo piso e fitei Henrique lendo um panfleto, estava muito bem concentrado.
— Oi, boa tarde — disse, assim que cheguei perto da mesa.
— Oi, boa tarde, iremos almoçar aqui hoje — disse Henrique, olhando para mim.
— Tudo bem, mas eu não trouxe muito dinheiro para a conta — disse Sabrina.
— Não se preocupe — respondeu Henrique, com um sorriso bobo no rosto.
A volta
Henrique
Na volta para casa, coloquei uma música, pois não tinha tanta coisa para conversar com Sabrina, queria muito conhecê-la, mas não sabia a forma como faria isso.
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Uma Noite Prazerosa (degustação)
Storie d'AmoreDesde criança, quando foi abandonada ainda bebezinha, Sabrina sempre batalhou para ter seus sonhos alcançados. Quando completou seus 20 anos, tomou uma decisão para sua vida, mas não sabia o que lhe aguardava. Henrique sempre foi frio e calcu...
