Capítulo 7
Sabrina
Acordei com o sol invadindo o meu quarto, olhei para o relógio e já ia dar 10 horas, levantei, fiz minha higiene matinal e recolhi os livros que havia pegado emprestado na biblioteca da mãe de Henrique. Logo que saí do quarto, dei de cara com Henrique.
— Bom dia — disse Henrique, fechando a porta do quarto.
— Bom dia — respondi, enquanto admirava a tatuagem que tinha em seu peito. — Bem, preciso devolver os livros de sua mãe — disse para sair do clima estranho que já estava ficando no corredor.
— Tudo bem, Arlete fez o café da manhã para nós, te espero na sala de jantar — falou Henrique indo em direção à sala de jantar.
Assim que perdi a visão dele naquela enorme casa, caminhei até a biblioteca e coloquei os livros que havia pegado, passei a noite lendo histórias de romance. E me imaginei tendo uma igual.
De volta àqueles longos corredores, andei até a sala de jantar, sentei-me junto de Henrique para tomar café. Percebi que Henrique estava me encarando.
— O que foi? — perguntei para Henrique.
— Nada — respondeu ele, pegando a xícara de café.
Henrique
Estava observando Sabrina, a forma que ela pega a xícara e aproximava da boca, deixando o líquido quente preencher o seu corpo. Meu Deus, que mulher linda, até na forma que pega as coisas.
Enquanto a observava, fui tirado dos meus pensamentos com a voz dela preenchendo o ambiente que estava.
— O que foi? — perguntou.
— Nada — respondeu ele, pegando a xícara de café.
Respondi com rapidez e senti minhas bochechas queimarem de tanta vergonha que estava.
Terminamos de tomar café e fomos para a sala, onde estava reunida a família.
— Henrique, apresente sua amiga para nossa família — disse minha mãe.
Percebi que Sabrina tentava se esconder atrás de mim, mas foi em vão. Peguei-a pelas mãos e parei do seu lado, quis rir daquela situação. A menina estava com o rosto todo vermelho de tanta vergonha.
— Bem, família essa aqui é a minha amiga e futura noiva, Sabrina.
Todos olharam espantados para ele porque não imaginaram que Henrique Gauthier teria uma noiva.
— Nossa — disseram todos em um único som.
— Bom, temos um outro casamento para organizar — disse a mãe de Henrique.
À noite
Sabrina
Já estava quase na hora do jantar, dei mais uma olhada no espelho. Tinha colocado meu vestido vinho e um salto agulha preto.
Assim que saí do quarto, fui caminhando até a sala e olhei pelas janelas. Estava chovendo demais, a vontade de ir lá fora e deixar aquela chuva me molhar estava muito grande.
Cheguei à sala e o pessoal estava tomando vinho enquanto o jantar não estava pronto, estavam relembrando as histórias de quando eram crianças. Isso me bateu uma saudade da minha mãe, que me abandonou. Mas não deixaria aquela sensação me afetar.
Distraída em meus pensamentos, ouço quando Henrique me chama.
— Sabrina, Sabrina — disse ele.
— Oi, Henrique — respondi, saindo do meu mundo particular.
— Gostaria de uma taça de vinho? — perguntou Henrique.
Assenti com a cabeça e ele me entregou a taça, fui bebendo aos poucos deixando que o vinho preenchesse algo do meu corpo, deixando que o álcool tomasse conta do vazio.
— Com licença, o jantar está pronto — disse Arlete.
Com o comunicado de Arlete, seguiram todos para a sala de jantar, todos sentaram-se em seus devidos lugares. Sentei-me de frente para Henrique, que me olhou com seus olhos castanhos e disse, em tom de sussurro.
— Você está linda.
Corei com as palavras dele e agradeci.
— Boa noite, querida família — disse dona Liza, se levantando. — O objetivo de estarmos aqui hoje é para anunciarmos o noivado de Lucas e Gabriela.
— Bem, família, eu e Gabriela já noivamos faz três meses e o objetivo de termos comunicado esse noivado é para avisar que vamos nos casar daqui a quatro semanas em um navio — disse Lucas, pegando na mão de Gabriela.
Todos olharam surpresos para o casal e ficaram felizes por eles.
Seguimos o jantar normalmente até que fomos interrompidos quando Henrique se levantou.
— Família, como não teve apresentação de noivado, eu quero entregar essa aliança que comprei para minha noiva, Sabrina — disse Henrique.
Fiquei congelada na hora e não sabia o que fazer. Henrique pegou em minha mão e eu parei ao lado dele, ele se ajoelhou e pôs a aliança em meu dedo, observei o anel por um minuto e vi o quanto era lindo, fino e com uma pedrinha muito delicada em cima.
Henrique me abraçou por alguns minutos e disse em meu ouvido, só para que eu pudesse escutar.
— Confie em mim — disse ele.
Ele se aproximou e demos um selinho, meu corpo todo ficou arrepiado com aquele toque.
Todos aplaudiram o nosso noivado "falso".
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Uma Noite Prazerosa (degustação)
RomansaDesde criança, quando foi abandonada ainda bebezinha, Sabrina sempre batalhou para ter seus sonhos alcançados. Quando completou seus 20 anos, tomou uma decisão para sua vida, mas não sabia o que lhe aguardava. Henrique sempre foi frio e calcu...
