Capítulo 13
Sabrina
Faz alguns dias que não falo com Henrique, os dias têm sido tão difíceis... Sem contar que tive que trancar a minha faculdade por motivos financeiros, já que a casa está falindo e não estamos lucrando tanto assim, Fábio tem mandado eu e as meninas para outras casas.
Hoje irei visitar Emily no hospital, as agressões têm sido tão frequentes que estou pensando seriamente em recorrer a algum tipo de ajuda, ela levou uma facada e isso significa que as coisas estão ficando difíceis para nós.
Hospital
Sabrina e Emily
Quando chego ao hospital, minha amiga está sendo examinada por uma médica, que está trocando os curativos no braço dela.
— Está doendo? — perguntei, tentando entender o motivo disso tudo estar acontecendo.
— Um pouco — respondeu ela com lágrimas nos olhos.
Quando a médica saiu da sala, ela me entregou uma receita com os remédios que iria precisar comprar, e, meu Deus, como eu iria comprar isso?
— Fica tranquila, vamos dar um jeito de sair dessa, amiga, vou procurar ajuda — disse a ela, que me olhava com os olhos marejados.
No caminho para casa meu telefone toca, olho para a tela do telefone e é Henrique, não sei se estou pronta para mentir para ele novamente e dizer que está tudo bem, porque não está. Resolvo atendê-lo.
— Alô — disse com a voz baixinha.
— Oi, meu amor, você está bem?
A ligação fica alguns minutos no mudo, não consigo responder à pergunta dele e começo a chorar.
— Você está chorando, o que aconteceu, Sabrina? — pergunta ele com um tom preocupação.
Tomo coragem e respondo as perguntas dele.
— Não está nada bem, desde que voltamos do casamento do seu primo, eu e Emily temos sofrido agressões, e esses dias Emily recebeu uma facada. Acabei de vir buscá-la no hospital, eu não sei o porquê disso estar acontecendo, mas eu estou com muito medo — disse entre soluços.
Me cortava o coração ver Sabrina naquele estado.
— Meu amor, me mande o seu endereço pelo WhatsApp que eu irei te buscar.
Pego meu carro e vou até o endereço que Sabrina me enviou, assim que chego lá, desço do carro e dou um abraço na minha pequena. Ela se joga em meu abraço.
Levei elas duas para passarem a noite em meu apartamento, teria que conversar com Sabrina sobre o que aconteceu naquele navio.
Quando chegamos, Sabrina deu os remédios a sua amiga, que logo adormeceu. Ela estava com uma aparência tão cansada, as olheiras eram visíveis em seu rosto.
— Sabrina, preciso conversar com você.
— Primeiro eu gostaria de agradecer o que tem feito pela minha amiga e por mim — disse ela, me abraçando.
— Bem, preciso te contar algo. — Minhas palavras saíram com rapidez. — Quando estávamos no casamento do meu primo, e depois de termos conversado no carro, no mesmo dia eu fiz uma ligação e contratei Paulo, um policial, para se passar por um cliente e prendermos o pessoal que tem aquela casa de prostituição. Mas eu não sabia que o Fábio iria descobrir.
Sabrina me olhou com os olhos marejados, senti uma dor em vê-la daquela forma.
— Meu amor, Fábio não descobriu, mas a casa está falindo, pois não estamos tendo tanto lucro como antes e ele está se tornando usuário de drogas. Ele quer de qualquer forma que as meninas paguem para serem livres.
— Se é para te ver livre, eu pago a dívida que esse desgraçado quer, meu amor. E você e sua amiga podem passar aqui o tempo que for preciso. Quanto ele quer? — perguntei, levantando para abrir a gaveta e pegar o cheque.
— Quatro mil reais — disse ela, cabisbaixa.
Parei de fazer o que estava fazendo e fui até Sabrina.
— Não fique assim, meu anjo, você não tem culpa — disse, enquanto segurava o seu rosto.
Acabamos dormindo na sala, nem percebi a hora em que fomos dormir, só fazia de tudo para acalmar Sabrina.
Na manhã seguinte
Henrique
Na manhã seguinte, acordo com o interfone tocando, olho para o lado e vejo Sabrina dormindo em um sono profundo, levanto-me e vou ver quem está a essa hora da manhã querendo me ver.
— Bom dia, Rubens — digo ao porteiro.
— Bom dia, mas tem um amigo seu aqui. — Gustavo grita para que eu possa ouvir.
— Um amigo, não, o melhor amigo do mundo.
Acabo rindo no interfone e digo que ele pode subir, alguns minutos depois está Gustavo achando que minha campainha é um brinquedo.
Corro para atender para ele não acordar as meninas.
— Amigo, que saudade de você — grita ele enquanto entra no apartamento.
— Fala baixo, tenho visitas — digo a ele enquanto fecho a porta.
Conto a ele o que aconteceu, sobre a minha história com Sabrina, exatamente tudo detalhado.
— Caramba, você se apaixonou por uma prostituta.
— Fala baixo, cara, ela está dormindo aqui na sala. — Dou uma olhada para ver se Sabrina não acordou.
— E não fala assim dela, ela teve seus motivos para entrar para esta vida, e eu preciso da sua ajuda para quitar a dívida dela, preciso que venha comigo hoje naquela casa que tu me levaste — disse ao meu amigo.
— Tudo bem, cara, eu te ajudo — disse Gustavo.
— E quero te apresentar à amiga dela, que é muito linda — disse batendo no ombro do meu amigo.
Ele gargalhou tão alto que acabou acordando Sabrina.
— Oi, meu amor — disse, chegando perto dela para lhe dar um selinho.
— Oi, querido — disse ela, sonolenta ainda.
— Gostaria de lhe apresentar meu amigo, Gustavo.
— Acho que já nos conhecemos, ele costumava frequentar a casa — disse Sabrina, olhando para mim.
Meu amigo gargalhou mais ainda com a situação e rimos todos juntos.
Ao anoitecer, eu e Gustavo fomos ao encontro de Fábio, ele teria sua dívida quitada.
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Uma Noite Prazerosa (degustação)
RomanceDesde criança, quando foi abandonada ainda bebezinha, Sabrina sempre batalhou para ter seus sonhos alcançados. Quando completou seus 20 anos, tomou uma decisão para sua vida, mas não sabia o que lhe aguardava. Henrique sempre foi frio e calcu...
