Capítulo 8
Mais tarde...
Eram dez horas da noite, todos haviam ido embora, aquela casa se tornara vazia novamente. Saí do meu quarto em direção à biblioteca, iria pegar um livro para ler, já que estava sem sono. Quando abro a porta da biblioteca, vejo Henrique parado entre as prateleiras, escolhendo um livro.
— Boa noite, sem sono também? — perguntei assim que entrei no ambiente.
Henrique me olhou de cima a baixo e respondeu:
— Sim, e você, o que faz acordada? — perguntou Henrique, virando-se de volta para a estante.
— Eu estou sem sono, então resolvi ler um livro — falei, olhando para a estante que indicava romances.
Henrique se aproximou de mim, pegou um livro e me deu.
— Leia esse, é muito bom — disse ele, sentando-se na poltrona.
Agradeci e fui para o meu quarto, comecei a ler o livro.
Depois que terminei de ler, voltei à biblioteca. Ele tinha razão o livro era extremamente bom! Quando estava abrindo a porta da biblioteca, bato de frente com Henrique e vamos parar no chão. Fico em cima dele por uns segundos e ele me fita, tira o cabelo do meu rosto e passa suavemente sua mão pela minha bochecha.
Vamos aproximando o rosto para encostarmos os nossos lábios, ele me beija com toda calma do mundo. Deixo a língua dele explorar pela minha boca e sua mão passeia por meu corpo, aquele beijo estava envolvente demais.
Henrique me pega pela cintura e me encosta na parede, continua me beijando. O nosso beijo estava ficando cada vez mais envolvente, até que escutamos um barulho no corredor e nossos corpos se separaram em uma fração de segundo.
Na manhã seguinte...
Sabrina
Acordo com meu telefone tocando, atendo com uma voz de sono.
— Alô — disse, ainda meio sonolenta.
— Oi, amiga vai voltar quando? Estou morrendo de saudades — disse Emily ao telefone.
— Amiga, que saudades estou de você, não sei quando irei voltar, mas bem provável que hoje. Menina tenho tanta coisa para te contar! — respondeu Sabrina.
— Ai, me conta agora! — gritou Emily no telefone.
— Fala baixo, quando eu chegar eu conto tudo.
— Ah, por favor, amiga — falou Emily com a voz melancólica no telefone.
Pelo que conheço da minha amiga, nesse exato momento ela está fazendo uma carinha de garota mimada e fazendo um biquinho.
— Não, Emily, não posso falar agora, quando eu chegar te conto tudo, agora vou desligar tenho que arrumar minhas coisas. Até breve... beijos, te amo.
Levantei-me da cama e fui ao banheiro tomar um banho, deixei a água cair pelo meu corpo lembrando do que aconteceu na madrugada. Meu Deus, nos beijamos, e que beijo!
Saio do meu quarto na ponta dos pés para não fazer barulho, ainda estou desconcertada pelo que aconteceu na biblioteca. Caminho até a cozinha onde todos estão tomando café. Caramba, agora não tem como eu recuar... Sigo em frente, dou bom-dia para todos e tomo meu café sem olhar nos olhos de Henrique.
Henrique
Acordei com o barulho da chuva, olhei para o relógio e estava marcando dez horas e trinta minutos, levantei-me e fui ao banheiro, tomei um banho e fui tomar café. Olhei para todos que estavam na mesa e não vi Sabrina, com certeza ainda estava dormindo.
Alguns minutos depois, ela aparece e não me olha nos olhos, com certeza está envergonhada pelo que aconteceu, nem eu sei explicar o que aconteceu... Eu só precisava beijar aquela mulher!
E eu não sei o que está acontecendo comigo, não consigo parar de pensar nela. Desde o dia em que a vi naquela casa estou agindo dessa forma, tento controlar meus pensamentos e minhas atitudes sobre ela, mas não consigo! Preciso falar para mim mesmo que tudo isso que estou fazendo é só para ter posse das coisas da empresa! Não posso me envolver com essa mulher. Hoje vamos voltar para São Paulo e eu irei sair essa noite mesmo, para ver e esqueço essa mulher de vez.
Mais tarde
Dez minutos antes de ir...
— Mãe, precisamos ir ou iremos acabar pegando um engarrafamento para São Paulo, preciso resolver algumas coisas que estão acontecendo na empresa.
— Tudo bem, querido filho, foi um grande prazer ter vocês aqui. Volte mais vezes por favor, pois eu sinto tanto a sua falta.
— Tudo bem, mãe, pode ter certeza que voltaremos, e tem o casamento do meu primo, daqui a quatro semanas eu estou de volta.
Então, minha mãe abraça Sabrina e eu.
— Vá, mas volte logo, por favor, e avise quando você chegar lá.
Na volta para casa.
Sabrina
A volta para casa foi de puro silêncio. Henrique desde a hora em que entramos no carro não para de fazer ligações e digitar em seu computador, estamos quase chegando a São Paulo e logo irei ver minha melhor amiga.
Henrique
Decidi que a viagem de volta seria de puro silêncio, não tocaríamos no assunto sobre o que aconteceu, aquele beijo não deveria nem ter acontecido.
Decido ir trabalhando em meu computador até chegar a São Paulo, dessa forma não teríamos oportunidade de conversar sobre o que aconteceu.
São Paulo
Ao chegarmos a São Paulo, deixo Sabrina na casa dela e vou para o meu apartamento, ligo para o meu amigo Gustavo e digo a ele que preciso sair hoje. Ele estranhou a minha saída repentina, mas preciso tirar Sabrina da cabeça.
Passo a tarde toda trabalhando no meu computador.
Quando anoitece, tomo um banho de meia hora para relaxar e me arrumo para a minha saída. Preciso sair para uma balada, ver novas mulheres e dizer a mim mesmo que não sinto nada por Sabrina.
Às sete horas, o celular toca e vejo que é o meu melhor amigo.
— Está pronto? — perguntou ele.
— Claro, já pode passar aqui para irmos.
— Ok, em trinta minutos eu passo aí — disse ele.
Fico esperando pelo meu amigo e pensando sobre o que aconteceu nesse final de semana.
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Uma Noite Prazerosa (degustação)
RomansaDesde criança, quando foi abandonada ainda bebezinha, Sabrina sempre batalhou para ter seus sonhos alcançados. Quando completou seus 20 anos, tomou uma decisão para sua vida, mas não sabia o que lhe aguardava. Henrique sempre foi frio e calcu...
