A medida que o tempo ia passando, mais eu odiava minha gravidez. Odiava estar gorda, odiava ter enjôos, comer feito louca e dormir a todo momento.
Estou no sétimo mês de gravidez, e a única coisa que quero é que esse bebê saia logo de mim. As pessoas diziam que com o tempo eu me habituaria com a gravidez, mas isso não está acontecendo comigo. A cada dia que passa estou odiando ainda mais.
Descobri que vou ter uma menina, nem isso fez minha vontade de ser mãe aparecer.
Como eu vou ser mãe de alguém que odeio? Não estou pronta para isso, podem me chamar do que quiserem. Todo mundo me julga por eu estar tratando essa gravidez como uma doença, mas assim que estou vendo, não imaginam a luta que tem dentro de mim.
Meu primeiro pensamento foi da-la para a adoção, mas meu pai ameaçou me matar caso eu fizesse isso, disse que ficará com ela.
Até hoje não contei para o meu pai e nem para Jackson que Chris é o pai da criança, se eu fizesse isso aconteceria uma tragédia com certeza. Contei para eles que me envolvi uma vez com um garoto depois de uma festa, e deu no que deu, eles quase acabaram comigo.
Desde que ela não esteja comigo, tudo ótimo para mim. Eu não quero nada que me lembre do Chris, e essa criança só vai alimentar meu ódio por ele.
Brie está como sempre do meu lado, não apoia o fato de eu odiar minha gravidez, briga comigo todo o santo dia para que eu comece a ver o lado bom de tudo isso, mas eu não consigo ver lado bom nisso, se é que tem lado bom.
Sei também que essa criança não tem culpa de nada que me aconteceu, mas... Sei lá, não quero ela perto de mim.
Tom também está me dando todo apoio do mundo. Também me enche o saco sobre essa história de gravidez, mas isso não impede ele de me ajudar no que eu preciso.
Na altura que minha mãe morreu, ele estava viajando e voltou faz alguns meses.
Thomas era o melhor amigo de Chris e meu também. Á alguns dias, ele se declarou para mim, foi um choque saber disso pois ele e Chris eram inseparáveis, e isso me deixou meio desconfortavel. Estou evitando ele o máximo possível, nunca imaginei que ele estivesse escondendo um amor por mim todo esse tempo.
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2 anos depois— Eu odeio quando faz isso! — Gritei com o meu pai pelo celular.
— Olha como fala comigo Elizabeth Olsen! — Me repreendeu. — Eu ainda sou seu pai.
— Olha pai, eu nunca quis isso. Você quis esse fardo, então para de me ligar para me atormentar.
— Se tivesse escolhido transar na hora certa, estaríamos evitando essa conversa agora. Que merda você tem na cabeça? Sua filha é um fardo agora?
Era a milésima vez na semana, que meu pai me ligava para ver se já mudei de ideia com relação a minha filha. Ela vive com o meu irmão Jackson, que casou faz um ano.
Quando tive a bebé, todo o sentimento de ódio que nutri por minha filha passou imediatamente, quando ela foi colocada em meus braços. Mas isso não durou cerca de duas semanas.
Comecei a odiar olhar para ela, o choro dela tirava minha sanidade mental, odiava sentir sua pele frágil, seu cheiro docê, odiava praticamente tudo nela. Deixei de amamenta-la no primeiro mês de vida, e sempre que ela era colocada na minha frente eu surtava.
Meu estado estava se agravando, e foi então que meu pai decidiu chamar um psicólogo. Mas não teve efeito nenhum, cada dia que conversava com o psicólogo com mais raiva eu ficava, até que decidi parar de ir.
O tempo foi passando, mas nada mudava. Decidi sair da casa do meu pai com 19 anos e deixei ela lá, até porque não tinha condições nenhuma para cuidar dela. E hoje ela já está com dois anos e mesmo assim tudo o que sinto por ela não muda.
— Eu vou deixar de atender suas ligações se me ligar mais para falar sobre isso.
— Eu quero que fique bem, por isso insisto que deve procurar um psicólogo.
— Já fiz isso, não resultou. Pai eu vou ter que desligar, tem alguém tocando a campainha — Dei uma desculpa qualquer e desliguei antes que ele dissesse alguma coisa.
Aff!
Eu já tentei me curar da depressão pós parto, mas não consigo. E faço um esforço enorme quando vou visitar ela na casa do Jack. Na verdade só faço isso porque Tom e a Brie ficam enchendo o meu saco.
Kylie foi o nome que escolhi para ela, quando ainda estava em mim. Vou ver ela uma vez por semana, a garota sabe que sou mãe dela, todo mundo faz questão de ficar lembrando isso para ela.
Ela ainda é muito pequena, e não entende nada do que se passa em sua volta, e creio que quando começar a entender, vá me odiar profundamente.
Tinha um encontro marcado com Thomas daqui a pouco. Fui tomar um banho e me arrumei sem pressa nenhuma, não sei o que ele quer falar comigo, mas pareceu importante.
Depois de tanto insistir, concordei em ter um relacionamento com Tom. Ele era super gentil, cuidava de mim e pelos vistos me ama de verdade, estamos juntos a quase oito meses.
Não sei exatamente o que eu sentia por ele, mas eu gostava de estar com ele. E apesar de tudo o que aconteceu, Chris ainda é muito presente em meus pensamentos, mesmo depois de dois anos.
Estou morrendo de curiosidade para saber o que o Tom quer falar comigo tão urgente, faz dias que não vejo, faz dias que ele não atende minhas ligações, e quando atende me diz que tem algo muito serio para falar comigo. Muito estranho.
Será que ele quer terminar comigo? Sei que não sou a pessoa mais fácil do mundo, estamos juntos a oito meses e ele nunca ficou estranho desse jeito.
Olhei para o meu relógio e já passava da hora de Tom chegar, será que ele não vem?
Que merda!
Estava em um restaurante italiano esperando por Tom que não chegava de jeito nenhum, ele estava atrasado mais de 30 minutos.
— Senhorita Olsen — Ouvi uma voz grave atrás de mim e me virei na hora, meus olhos se arregalaram na hora, ao ver Tom vestido em um terno cinza e com um buquê nas suas mãos, atrás de si estava uma banda, seu sorriso era o mais encantador possível, ele estava muito lindo.
— Thomas... — Sussurrei sem palavras, abria a boca e fechava várias vezes, mas nenhuma palavra saia.
Logo a banda começou a tocar uma música muito linda do Ed Sheeran - Perfect.
I found love, for me...
Tom veio até mim e ajoelhou-se enquanto a banda cantava.
Ele não vai fazer isso!
- Elizabeth Olsen, tu és a mulher que eu quero ter para toda, aquela com quem quero dormir e acordar todas as manhãs, aquela mulher que transforma por completo o meu dia, eu quero fazer para sempre parte da sua vida, isso se permitir. O que sinto por ti é tão grande que nem cabe no meu peito, por isso quero que sejas minha mulher, casa comigo?
Fiquei atônita por vários segundos. Não posso crer que ele esteja me pedindo em casamento, nós somos tão jovens.
— E... Tom, eu..
— Diz que sim — Pediu com seus olhos lindos.
— Nós somos tão jovens... E... Eu ainda estou na faculdade... E você ainda... Meu Deus... — Passei as mãos no cabelo nervosa.
— Eu não estou dizendo que vamos nos casar amanhã Lizzie. Casaremos quando sentir que está pronta, mas eu preciso que aceite o meu pedido. Eu te amo.
— Espero não me arrepender, mas sim. Eu aceito — Ele colocou o anel no meu dedo e levantou para me dar um beijo.
— Eu prometo que não vai se arrepender, eu te amo! — Gritou e todo mundo começou a bater palmas.
Espero mesmo que não tenha cometido um erro ao aceitar.
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capítulo curto, mas necessário.
Bjs pessoas da minha vida.
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CONSEQUÊNCIAS(COMPLETO)
RomanceFoi preciso apenas algumas palavras, para que a vida de Elizabeth mudasse da água para o vinho. Sabera ela lidar com consequências de escolhas que nem sequer foram dela? Acompanhe!