Capítulo 11

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TOM

Estávamos todos angustiados, tentando achar uma solução para minha filha, os médicos estão tentando achar doadores, e nós tentando não surtar com essa história toda.

Jack me chamou até a cantina, e logo imaginei do que ele queria falar.

— Aproveitando que estamos sozinhos... — Tentou falar, mas eu interrompi.

— Não Jack, estou cansado — Suspirei sentando na cadeira. — Tem muita coisa para mim lidar.

— Eu entendo o quanto isso é esgotante, mas precisa tomar cuidado e proteger elas.

— É o que estou tentando, eu estou vivendo por isso Jack. Não consigo nem respirar em condições por medo, medo que encontrem ela.

— Registamos movimento em uma das contas — Começou ele. — Uma conta que não era movimentada a mais de 30 anos, é muito estranho.

— Tem certeza? — Perguntei com o cenho franzido. — De quem era a conta?

— Dele! — Meus olhos se arregalaram na hora — Também fiz essa cara quando soube.

— Mas como? Isso é possível?... Alguém deve ter roubado a senha ou algo assim, não consigo achar uma resposta lógica.

— Só existem duas maneiras de abrir o cofre. Por impressão digital do dono da conta, ou com uma autorização do chefe.

— Você acha que...

— Ficou louco? O chefe jamais abriria aquele cofre. E o mais estranho, ninguém do banco conseguiu identificar o sujeito que movimentou.

— Como é possível? O banco da Alemanha é um dos mais seguros do mundo, tem proteção até nos dentes, como alguém entra lá e ninguém vê nada? E as câmeras? Os alarmes e essa porra toda? 

— Nada Tom, nós só recebemos alerta sobre a movimentação da conta, duas horas depois do ocorrido.

— Que merda! — Bati na mesa irritado, fazendo algumas pessoas olharem para nós.

— Mantenha a calma, não vai resolver nada ficando assim.

— Como eu vou ficar calmo? Minha filha está entre a vida e a morte, e agora fico a saber sobre isso, é muita coisa.

— Felizmente as nossas identidades continuam ocultas, mas é uma questão de tempo até descobrirem.

— Eu vou mudar de país, não posso ficar parado e esperar eles agirem — Falei me levantando da mesa.

— Se controla! — Jack  puxou meu braço, me fazendo sentar outra vez. — Eles não vão fazer nada, só precisa ter cuidado. Aumentar a segurança e não manter pessoas desconhecidas perto de vocês.

— E como eu explico para a louca da sua irmã, que ela vai precisar andar com seguranças? Ela vai fazer um monte de perguntas.

— Você é inteligente Hiddleston, vais dar um jeito. Ou terás que a seguir para todos os lugares pessoalmente.

— Eu tenho um emprego sabia? Não posso andar dia e noite atrás dela. Sabe o quanto ela é complicada, e sabe também o que vai acontecer se ela descobrir tudo isso.

— Eu sei que se minha irmã descobrir nunca vai perdoar você, fui colocado nisso e tive que arrastar você também.

— Eu as vezes me sinto culpado por ter que mentir para ela.

— Mas você só está a protegendo, e quando tudo isso se resolver tenho a certeza que ela vai entender.

— Não tenho tanta certeza disso - Passei a mão pelo meu cabelo - Não tinha momento perfeito para essa merda retornar!

CONSEQUÊNCIAS(COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora