Nem o ar gelado do ar condicionado do carro de Hayden conseguiu esfriar a cabeça de Dasha. Que ele havia interrompido todo o lance da garota com Mathew só para irrita-la, disso ela tinha certeza.
O que a garota não sabia era que o garoto Foster não aguentava mais ficar sentado em um canto da festa observando aquele universitário, o qual julgava ser um imbecil, dando em cima da garota que tomava seus pensamentos. Estar na companhia de Hanna Owen, que não parava de falar sobre a sua nova tatuagem na virilha - a qual fez questão de dizer que tatuou escondida dos seus pais -, foi um bônus para reduzir a sua paciência a zero.
Hayden tentava até focar no que a garota ao seu lado dizia, mas estava sendo difícil ignorar o sentimento de raiva e angústia ao ver Dasha sorrir para um estranho. Não demorou muito para ele enlouquecer e ir de encontro ao casal, lembrando de algo que iria pedir eventualmente para moça, mas que tinha acabado de surgir a oportunidade perfeita para realizar tal ato. Ele apenas queria atrapalhar o lance dos dois, ter pedido a devolução das chaves do carro era só mais um adicional.
Eram duas cajadadas de uma vez só, uma oportunidade que o fez ficar agora só com a garota.
A presença de Dasha ao seu lado, naquele carro fechado, o fez ficar bastante nervoso. Ele tamborilava seus dedos no volante meio atrapalhado com o ritmo de Rest My Chemistry da banda Interpol, que tocava ao fundo, enquanto tentava ao máximo focar na estrada. A garota não havia percebido o nervosismo dele, ela mal olhava o garoto, apenas cantava a música em seus pensamentos.
Ela cheirava a protetor solar e havia um odor distante do perfume doce que costumava usar, o qual Hayden não havia sentido em nenhuma outra mulher. Já Hayden cheirava protetor solar e a água do mar, que parecia ter retirado todo o perfume que ele havia colocado após ter tomado banho depois do jogo.
E Dasha adorava cheiro de praia.
A garota olhava às vezes para Hayden dirigindo, e nas poucas vezes ela se permitiu pensar em como ele ficava bonito parecendo tão concentrado na estrada.
Era uma viajem de quinze mitutos, no máximo, por conta do trânsito livre nesse horário. Dasha ficou grata pelo rapaz já saber onde é que ela morava devido à visita logo depois do incidente do joelho. A garota não estava nem um pouco afim de conversar com Hayden.
- Fique aqui, eu não vou demorar. - Dasha fala assim que o garoto estaciona em frente à casa da sua tia Vitória e sai do carro.
Hayden observa a garota entrar dentro da casa que estava vazia.
Dasha ligou a luz da sala e jogou a sua bolsa no sofá, indo em direção à cozinha, lembrando-se que não havia se hidratado muito bem no período que esteve na praia. Logo depois ela subiu os degraus para o andar de cima para pegar as chaves.
Foi então que todas as luzes se apagaram.
Hayden estava escolhendo uma música dentro do carro quando observou todas as luzes da rua apagarem, tanto as das casas quanto as dos postes. Ele se ajeitou no banco do carro para tentar observar o que se passava dentro da casa, mas só os faróis do seu carro não eram suficientes para ele poder enxergar alguma coisa.
Dois minutos se passaram e ele viu que alguns vizinhos de Dasha já acendiam algumas velas, mas a casa da garota ainda permanecia silenciosa e escura. O garoto então pegou o seu celular ligando a lanterna do aparelho e depois saiu do carro, mantendo os faróis do automóvel acesos.
Ele caminhou em direção à casa da garota e, ao passar pela porta, ele ouve um grito vindo do andar de cima.
- Dasha? - Ele pergunta alto avistando as escadas graças à lanterna do seu aparelho.
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Bastard
Fiksi RemajaApós roubar o celular de Hayden Foster, um dos jogadores de futebol mais populares de San Diego High School, Dasha Hamilton se vê encurralada e acaba se tornando alvo de importuno do rapaz e de seus colegas. Entretanto, a garota, que não costuma dem...
