Não Pisque.

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A ruiva sentada no telhado do Grill estudando um mapa seria de grande perturbação na cidade, isso se, alguém pudesse vê-la. Fazia mais de cinco horas que ela estava ali, andava de um lado para o outro, sentava-se, voltava aos mapas, deitava-se na ponta do telhado de cabeça para baixo absorvendo o calor do sol, voltava a andar. De repente parou olhando para o sol como se o culpasse por seu estado de nervos.

– Não é justo, que eu tenha que consertar o erro que não cometi. Não fui eu quem o libertou – falou em um tom que beirava as lágrimas, se fosse possível congelar o sol ela provavelmente não estaria perdida naquela cidade sem saber para onde ir, indignada com sua situação gritou – Para o espaço com essa maldita cidade!

Desceu do telhado com um salto, olhou para os lados, algumas pessoas andavam por ali perdidos em suas vidas inseguras sem ao menos olhar para os lados. Sentindo-se inutilmente invisível – não que ela estivesse visível aos humanos – ela suspirou, lançou outro olhar para o sol e sorriu.

– Isso vai te custar caro, velho amigo – uma brisa quente soprou a fazendo alargar seu sorriso – Diga a sua gente que estou bem, ainda não enlouqueci o bastante para voltar.

Acenando com a mão, um gesto vago de quem não quer continuar um assunto tedioso, ela entrou no pub. Assim que cruzou a porta ela se tornou visível á quaisquer olhos que a olhasse, um tanto desatenta de tudo ela apenas focou á atenção em uma mesa vaga, estava com fome, talvez fizesse mais de três dias que não comia, se lembrava de ter comido um bolinho de nozes em algum lugar – mais podia ter sido um sonho.

Ela foi levada ao chão por alguém que esbarrou nela derrubando alguns copos e garrafas, ergueu os olhos, indiferente, para o garçom que lhe pedia desculpa ao mesmo tempo em que a ajudava se levantar e tentava pegar os objetos derrubados.

– Deuses! – resmungou a ruiva se levantando

– Desculpe moça, eu realmente não te vi.

– É claro que não viu, afinal quem é que usa os olhos para ver?

Ela mal terminou de falar e o garçom de cabelo louro escuro caiu de joelhos diante dela gritando de agonia enquanto segurava a cabeça com as duas mãos. Os clientes olharam para a cena, espantados, alguns correram até o jovem para socorrê-lo, a ruiva estalou os dedos e no segundo seguinte ela entrava no Grill tranquilamente, desviou do rapaz com a bandeja e foi sentar em um lugar livre onde aguardou para ser atendida.

Se a ruiva tivesse prestando um pouco mais de atenção ao ambiente em que estava antes de entrar, teria sentido a magia pulsando em toda Mystic Falls. Teria também percebido que sua magia de espaço-tempo não havia surtido o efeito desejado em todos os presentes no Grill naquele inicio de tarde, ao menos não na bruxa sentada á duas mesas da sua.

Bonnie olhava a garota com ar totalmente perplexo, ela havia literalmente voltado no tempo e mudado o modo com que as coisas aconteceram, tudo bem que fora apenas um minuto, mas isso era... Bonnie nem sabia ao certo se era algo incrivelmente bom ou perigoso demais.

– Vocês viram isso? – perguntou á Caroline e Elena

– Ver o que?

Bonnie olhou para elas se perguntando sobre a possibilidade de apenas ela ter notado aquilo, afinal estava sentada com duas vampiras para o almoço, ser a única a notar uma coisa sinistra não seria nenhuma novidade á sua vida. Assim sendo apenas deu de ombros e voltou a comer, mesmo que ainda pensasse na magia estranha que aquela garota de dreadlocks alaranjados fizera.

☆♡☆

Esta é uma versão editada de Os Vampiros que se Mordam já postado no Nyah Fanfiction.

Coração Imortal - TVDOnde histórias criam vida. Descubra agora