*5° Livro Da Série Noivas
De brincalhão a garanhão, mas ao pisarem em seu calo, uma pessoa tão cruel pode surgir. Contam que até mesmo o senhor da morte tem um lado cruel.
Após Cronos ser destruído e Hera levar seu fim, uma deusa nova surgiu. Paz...
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*Dandara*
Quem era aquele homem à minha frente, olhei para minha mãe sem jeito e ela sorriu. O encarei novamente, estava assustada não sabia da onde ele vinha, peguei o pote de barro e joguei nele. Levantei e ele começou a andar até mim, os cabelos estavam presos e eram prateados, a franja bagunçada, olhos azuis. Iguais ao que papai me descreveu quando se foi, vestia um chiton curto de cor negra e uma capa escura com detalhes roxos. Em sua cintura tinha um cinto dourado com um emblema de caveira. Seus olhos azuis pareciam tão frios quanto um lago congelado, corri e segurei a mão de minha mãe.
— Não precisa ter medo dele filha. —balbuciou minha mãe fraca. — Ele é o senhor da morte.
Rapidamente olhei para ele, senhor da morte me lembravam o dia que meu pai morreu. Abaixei a cabeça com medo, se ele fosse mesmo um deus eu tinha jogado um vaso nele, seria punida.
— Quem é você, de verdade? — perguntei me levantando e ficando a frente de minha mãe. Ele não ia levar ela, não podia permitir.
Ele riu, soltou a capa que usava e a deixou cair no chão, os cabelos da franja com a mão os colocou para trás. Devagar andou até mim e vi que ele me olhou fundo dentro de meus olhos, como se pudesse ver minha alma. Estava paralisada de medo, sentia a respiração dele e o seu olhar, era como se eu estivesse desesperada e não pudesse correr dalí.
— Eu? — respondeu ele com soberba. — Sou Tânatos, o deus da morte. —Terminou e seus olhos tiveram um leve brilho prateado, notei que também piscou para mim.
— O que você faz aqui? — perguntei sabendo da resposta ele viria levar minha mãe pessoalmente ao mundo dos mortos e dessa vez eu estaria sozinha.
— Tem uma alma aqui que preciso levar. — disse olhando para minha mãe. — Algumas almas tem o direito de serem buscadas pessoalmente por mim.
— Não pode. — rebati. — Você não vai levar ela, não posso deixar. — respondi e lágrimas saíram sem querer de meus olhos.
Ele me puxou e me abraçou, senti sua mão passando em meus cabelos e descendo para minha cintura.
— Está tudo bem, a morte não é o fim Dandara. — respondeu baixinho em meu ouvido.
Sua voz era embriagante, até um momento achei que fosse extremamente sensual, porém ele era um deus. Como agia dessa forma, o empurrei é fiquei ao lado de minha mãe.
— Não, se você vai levar ela. Me leve no lugar, mas deixe ela por favor. — implorei e ele não ousou demonstrar nenhuma reação, era frio como o próprio inverno.
— Você tem muito que viver, não posso levar sua alma no lugar dela Dandara. — retrucou e vi que seu olhar já não era mais o mesmo de antes. Gentil e sim tenebroso, me deu medo e acabei caindo ao chão.