A verdade sobre o deus

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*Dandara*

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*Dandara*

   Quem era aquele homem à minha frente, olhei para minha mãe sem jeito e ela sorriu. O encarei novamente, estava assustada não sabia da onde ele vinha, peguei o pote de barro e joguei nele. Levantei e ele começou a andar até mim, os cabelos estavam presos e eram prateados, a franja bagunçada, olhos azuis. Iguais ao que papai me descreveu quando se foi, vestia um chiton curto de cor negra e uma capa escura com detalhes roxos. Em sua cintura tinha um cinto dourado com um emblema de caveira. Seus olhos azuis pareciam tão frios quanto um lago congelado, corri e segurei a mão de minha mãe.

   — Não precisa ter medo dele filha. —balbuciou minha mãe fraca. — Ele é o senhor da morte.

   Rapidamente olhei para ele, senhor da morte me lembravam o dia que meu pai morreu. Abaixei a cabeça com medo, se ele fosse mesmo um deus eu tinha jogado um vaso nele, seria punida.

   — Quem é você, de verdade? — perguntei me levantando e ficando a frente de minha mãe. Ele não ia levar ela, não podia permitir.

   Ele riu, soltou a capa que usava e a deixou cair no chão, os cabelos da franja com a mão os colocou para trás. Devagar andou até mim e vi que ele me olhou fundo dentro de meus olhos, como se pudesse ver minha alma. Estava paralisada de medo, sentia a respiração dele e o seu olhar, era como se eu estivesse desesperada e não pudesse correr dalí.

   — Eu? — respondeu ele com soberba. — Sou Tânatos, o deus da morte. —Terminou e seus olhos tiveram um leve brilho prateado, notei que também piscou para mim.

   — O que você faz aqui? — perguntei sabendo da resposta ele viria levar minha mãe pessoalmente ao mundo dos mortos e dessa vez eu estaria sozinha.

   — Tem uma alma aqui que preciso levar. — disse olhando para minha mãe. — Algumas almas tem o direito de serem buscadas pessoalmente por mim.

   — Não pode. — rebati. — Você não vai levar ela, não posso deixar. — respondi e lágrimas saíram sem querer de meus olhos. 

   Ele me puxou e me abraçou, senti sua mão passando em meus cabelos e descendo para minha cintura.

   — Está tudo bem, a morte não é o fim Dandara. — respondeu baixinho em meu ouvido.

   Sua voz era embriagante, até um momento achei que fosse extremamente sensual, porém ele era um deus. Como agia dessa forma, o empurrei é fiquei ao lado de minha mãe.

   — Não, se você vai levar ela. Me leve no lugar, mas deixe ela por favor. — implorei e ele não ousou demonstrar nenhuma reação, era frio como o próprio inverno.

   — Você tem muito que viver, não posso levar sua alma no lugar dela Dandara. — retrucou e vi que seu olhar já não era mais o mesmo de antes. Gentil e sim tenebroso, me deu medo e acabei caindo ao chão.

Uma Noiva Para TânatosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora