Hoje os meus olhos tem grades
Eu fiz deles uma prisão
Condenei as lágrimas a não sair
Condenei ao silêncio o meu coração
Tranquei e joguei fora as chaves
Asfixiei as palavras presas nas gargantas
Cavei fundo um buraco em mim
Sepultei uma a uma as minhas esperanças
E no silêncio, sentei em um lugar escuro
E no silêncio, esmurrei um muro
Pra amodo de a dor amainar
Mas a dor é mais forte que eu
O que sinto é mais resistente e mais duro
É grito que não se pode calar
