Estrela Solar, conta a história do casal Ariel e Erick.
Ariel Anderson, uma professora de vinte e quatro anos, desempregada, que precisa urgentemente de um trabalho para ajudar em casa, é quando ela conhece Erick e seu mundo vira de cabeça p...
Eu sou Ariel Anderson, tenho 24 anos e eu estou noiva, moro com minha irmã Vivian e minha tia Rosana, sou professora do fundamental, mas estou desempregada, no memento a única que está trabalhando é Vivian, tia Rosana não trabalha por causa do problema do coração que ela nasceu, está muito difícil encontrar um emprego, Vivian deixou o jornal com os classificados para mim, mas até agora nada me chamou atenção na minha área.
– Olha, querida, esse é na sua área – Tia Rosana, me passa a outra parte do jornal, que estava lendo.
– Mas não é aqui na cidade – Falo observando a parte em que ela circulou – É em uma escola, em uma fazenda à quase quatro horas da cidade e precisa morar lá.
– Que fazenda? – pergunta.
– Fazenda "Estrela Solar" – respondo.
– Você devia tentar, o salário é bom – Diz.
– Não, não quero deixar a senhora e Vivian sozinhas.
– Ariel, já somos adultas e sabemos nos virar, vá e tente pelo menos – Fala colocando a mão no meu ombro e se levantando, indo para seu quarto, me deixando sozinha pensativa.
Fico pensando nisso a tarde toda e a noite quando Vivian chega, conto a ela que achamos uma vaga de professora, ela diz que devo tentar e que o salário é bom, antes de dormir decido ligar amanhã.
Na manhã seguinte, ligo para a fazenda marcando uma entrevista para as onze da manhã, acordei super cedo por estar nervosa, ainda vou falar com Guilherme, meu noivo, quero compartilhar a novidade com ele, tia Rosana nunca concordou com meu namoro com Guilherme, diz que ele não é homem para mim.
Combinei de o encontrar em uma lanchonete perto de sua casa e ele já está atrasado a quase vinte minutos.
– Oi, meu amor, desculpe o atraso – diz depois de deixar um selinho em meus lábios.
– Tudo bem, eu acabei de chegar também – minto. Já aprendi que as vezes, com Guilherme, era melhor mentir do que criar caso.
Não quero fazer ele se sentir mal por um simples atraso.
– O que você queria me contar? – pergunta enquanto olha o cardápio, disponível em cima da mesa.
– Então, eu consegui uma entrevista para o cargo de professora – na mesma hora ele para de olhar para o cardápio e me encara.
– Ah é, onde? – pergunta com uma cara estranha, mas deixo para lá, estou feliz demais para ligar para isso agora.
– Em uma fazenda, acho que é uma escola para alunos que não tem condições de vir para a cidade. Pascal vai me levar, ele conhece a fazenda e o dono dela, não é demais? – pergunto empolgada.
– Para quê você vai nessa entrevista?
– Ora, meu amor. Eu preciso de um emprego, sabe que lá em casa só minha irmã está trabalhando e não é justo só ela pagar as contas – respondo não entendendo sua reação.
– Sabe muito bem que eu não gosto de mulher minha trabalhando, para isso eu sou homem – diz rude, chamando a atenção de algumas pessoas que estava por ali.
– Eu sei, mas ainda não somos casados Guilherme.
– Porque você não quer.
– Pra mim essa conversa já deu, Guilherme, eu estou indo e você esfrie essa cabeça – digo me levantando da cadeira e arrumando minha bolsa no ombro, saindo da lanchonete.
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A fazenda é bem diferente do que eu imaginei, é um lugar com bastante árvores, tem muito verde por aqui, desde a hora em que cheguei estou ouvindo o som dos animais, é bem relaxante.
– A senhorita gostaria de uma água, um suco, um café? – a senhora Maria, a cozinheira da casa, pergunta.
– Uma água, por favor – peço sorrindo para ela, que retribui com um sorriso simpático e solidário.
Eu estou muito nervosa, se esse homem não me aceitar para o trabalho, eu não sei o que irei fazer, está muito difícil encontrar um emprego na minha área e que ainda pague bem.
– Aqui, sua água – estava tão distraída que não percebi a senhora Maria voltando.
– Obrigada – agradeço, já bebendo um grande gole de água – Será que vai demorar muito? – pergunto com os nervos à flor da pele.
– Acho que não, o patrão já estava terminando seus afazeres pela fazenda. Já deve ter retornado a casa. Ele deve estar no escritório, eu vou lá ver – diz antes de sair novamente.
A casa é muito grande e bonita, sua decoração é mais puxada para o rústico, a sala é bem ampla e até agora foi o único cômodo da casa que eu conheci, tem até uma lareira que eu gostei muito, para os dias frios de inverno deve ser ótimo.
– Ele vai recebê-la agora, menina – Maria fala me assustando.
Me levanto a seguindo por um corredor a direita, ela para na primeira porta de madeira a direita e da duas batidinhas, lá de dentro uma voz rouca e grossa, que me faz arrepiar diz um "entre" , Maria abre a porta e coloca metade do corpo para dentro.
– Patrão, a moça que veio para o cargo de professora esta aqui – fala enquanto espero.
– Ah sim, mande-a entrar Maria – pede.
Ela confirma e me da espaço para entrar, como estou de cabeça baixa ainda não o vi, quando levanto a cabeça vejo o homem mais lindo que já vi na vida, sentado atrás de uma mesa de madeira antiga exalando poder. Ele é moreno dos olhos verdes, nariz reto, sua boca meio rosada, a barba por fazer o deixando mais másculo, os músculos dos braços destacando-se através da sua camisa xadrez, nas cores vermelha e preta, dobrada até os cotovelos.
Ele se põe de pé, parando em frente a sua mesa.
– Erick Mendonça, muito prazer – diz me tirando do meu transe, estendendo a mão.
– Ariel Anderson, o prazer é meu – aperto sua mão sentindo um choque passar por elas.
Acho que ele também sentiu, afasto minha mão rápido da sua, ele fica olhando em meus olhos e eu os dele me sentindo hipnotizada por aqueles olhos verdes brilhantes.
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Ariel Anderson = 24 anos. Erick Mendonça = 28 anos. Vivian Anderson = 26 anos. Rosana Anderson = 42 anos. Marcus Oliveira = 15 anos.