* Capítulo 08 *

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* Erick Mendonça


   Após passar a noite com Ariel, eu não sei o que pensar exatamente, vi como ela ficou quando me viu na sua cama. Sei que ela estava bêbada e talvez eu tenha me aproveitado dela.

Ah. Droga!

O que foi que eu fiz?

Estou tão confuso, como vou olhar para a cara dela agora?

- Patrão? Patrão? - escuto me chamarem.

Olho para cima e encontro Marcus me encarando com o olhar interrogativo, suspiro e dou atenção a ele.

- Pode falar, Marcus - dou autorização e gesticulo com a mão para ele se sentar na cadeira a frente da minha mesa, no meu escritório.

- Eu queria falar uma coisa com o senhor - balancei a cabeça para ele continuar - Talvez eu vá fazer o curso que o senhor me ofereceu.

- Ah, mais isso é muito bom - falei animado - E quando pretende começar? - perguntei.

- Daqui a duas semanas - responde.

- Ótimo, qualquer coisa que precisar é só falar comigo.

Ele concorda e sai logo em seguida, para voltar aos seus afazeres da fazenda e eu volto para os meus pensamentos confusos.

              ψ(๑'ڡ'๑)ψ

   A tarde resolvi os problemas que estavam pendentes na fazenda, a noite recebi a ligação de um dos fornecedores, pedindo para falar comigo ainda hoje e não tive opção, a não ser ir para a Capital.

- Maria, eu vou ter que ir para a Capital falar com um fornecedor, por favor avise a Ariel - peço antes de sair de casa e ela concordou.

Cheguei a Capital já era quase noite, fui direto para o restaurante, nosso ponto de encontro, o manobrista pega meu carro, enquanto entro no restaurante, não demora muito para encontrar o fornecedor, esperando em uma mesa reservada, numa área mais afastada.

- Sr. Frederick, boa noite.

- Boa noite, menino Erick - me cumprimenta, se levantando e apertando minha mão.

- E então, o que o Sr. queria falar comigo? - pergunto enquanto nos sentávamos.

Pelas próximas horas, conversamos sobre como expandir os negócios e bebemos vinho do Porto de 1945 , Chanterx, quando a conversa acabou estava tarde, tive que dormir em um hotel.

             *** *** ***


* Ariel Anderson

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* Ariel Anderson


- Crianças, crianças - bato palmas para chamar a atenção deles - Para os alunos que estão atrasados nos conteúdos, vamos ficar até mais tarde, para estudarmos mais. Os outros estão liberados - logo a confusão está armada - Devagar, se não vão se machucar.

Pelas duas horas seguintes, revemos todo o conteúdo atrasado. 

Quando cheguei a fazenda fui direto para meu quarto, tomei um banho relaxante, aproveitei para lavar meus cabelos negros como a noite, vesti meu pijama, que consiste em uma camisa grande, que vai até o meio das coxas e uma calcinha vermelha pequena de renda, liguei o ar-condicionado e me joguei na cama, não demorou muito para pegar no sono, já que na noite anterior não dormi quase nada.

Acordei com Maria batendo na porta e perguntando se eu queria comer, disse que sim, mas antes vesti um short jeans curto desfiado nas pernas, enfiei a ponta da camisa por dentro do cós do short e fiz um coque frouxo nos meus cabelos, deixando alguns fios soltos.

- Aqui, fiz seu prato - ela diz quando me sento a mesa.

- Obrigada, Maria - digo olhando para a comida em meu prato, arroz branco, macarronada e salada.

Após o almoço fiquei na cozinha com Maria conversando banalidades, ela até me contou que Erick vai contratar outra ajudante para ajuda-la nas tarefas da casa. 

Pouco tempo depois Marcus apareceu falando que alguém estava me procurando, quando perguntei quem era, ele simplesmente disse: - Ele não me disse, só que queria falar com a senhorita.

- Está bem, eu vou lá ver quem é - falo enquanto me levanto.

Sigo pelo corredor passando pela sala até chegar lá fora, não consigo dizer como me senti ao ver Guilherme, me esperando com sua cara de pau.

- O que você está fazendo aqui, Guilherme? - pergunto chamando a atenção dele, que estava de costas para mim, olhando tudo ao redor com seus olhos de águia, ele se vira rápido ao ouvir minha voz.

- Ariel, amor, eu vim falar com você - diz subindo os degraus da entrada - Amor, sua tia foi até a minha casa e devolveu seu anel de noivado, dizendo que estava tudo acabado entre nós, quer me explicar.

- Sim, eu te explico com o maior prazer... Eu não vou mais me casar com você, porque você é um ser nojento, sem escrúpulos, mentiroso, você me enoja, agora vai embora - falo tudo na lata, enquanto ele me olha chocado.

- Amor, do que você está falando? Por que está agindo assim? - pergunta com a cara mais cínica do mundo. 

O que só me enfurece mais.

- Não me chama de amor... Não me chame de amor nunca mais. Eu te vi com aquela mulher, em frente a sua casa. E eu quero que vai embora daqui. Agora! - grito a última palavra.

Alguns peões que trabalha na fazenda, nos olha desconfiados, de longe vejo Marcus nos observando do estábulo.

- O quê...?

Não deixo ele terminar a frase.

- Ou você vai embora e me esqueci para sempre, ou eu chamo um desses homens e eles acabam com você, fui clara? - pergunto quase sussurrando, só para ele ouvir, porque sei que eles não são capazes de fazer isso, pelo menos eu acho!

Não os conheço, não posso afirmar nada.

Ele me olha espantado e com medo.

Talvez!

Mais não demorou muito para ele ir embora.


"O vinho citado por Erick, é fictício, eu inventei, mais se tem um vinho com esse nome ou não, é pura coincidência, eu não pesquisei sobre nenhum vinho para sitar no meu livro, tá".

"E também não escrevi ontem porque eu estava lendo um livro maravilhoso, rápido de ler, engraçado, você rir e se apaixona pelos personagens logo na primeiro capítulo, indico muito.

{ Com a Bola Toda -> da autora @NathaliaNovikovas, e Fora de Campo }.



Estava com saudades, beijos 💋😘😘😘😘😘😘😘

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#ClaryStarkey...

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