* Ariel ( Anderson ) Mendonça
- Você Erick Alberto Mendonça, aceita Ariel Jhuliah Anderson, como sua legítima esposa para ama-la e respeita-la, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por toda sua vida até que a morte os separe? - o padre pergunta.
- Aceito - Erick responde deslizando a aliança por meu dedo anelar esquerdo.
- E você, Ariel Jhuliah Anderson, aceita Erick Alberto Mendonça, como seu legítimo esposo, para ama-lo e respeita-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por toda sua vida até que a morte os separe.
Demoro uns cinco segundos para responder.
- A... Aceito - deslizo a aliança por seu dedo anelar esquerdo.
- Pelo poder investido à mim por Deus e pela lei dos homens, eu os declaro marido e mulher, pode beijar a noiva.
Para os convidados foi um beijo de um casal apaixonado, mas para mim só foi um encostar de lábios, mais para me provocar, Erick passa a ponta da língua no canto da minha boca.
A recepção para os convidados vai ser no jardim da fazenda, onde tem mesas e cadeiras espalhadas por todo gramado, esta tudo tão lindo e a comida saborosa, tiramos fotos com todos, dançamos a valsa e depois joguei o buquê, que caiu diretamente nas mãos de tia Rosana, fazendo ela e Pascal ficarem vermelhos .
- Olá, vim desejar felicidades aos noivos - nos viramos ao ouvir uma voz aguda e enrouquecida pela idade, atrás de nós.
É Flavio, irmão de Frederick, não o percebi se aproximar.
- Obrigada - agradeço abrindo um sorriso fraco.
- Será que eu poderia falar com a noiva, em particular? - ele pergunta e franzo a testa.
- Claro - respondo desconfiada - Vou usar seu escritório, tudo bem? - pergunto a um Erick confuso também, ele só confirma com a cabeça.
Antes de eu sair ele deixa um selinho em minha boca.
- Vamos.
Viro as costas caminhando para dentro da casa, atravessamos o corredor e entramos na segunda porta a esquerda, me sento na cadeira de Erick atrás da mesa de mogno e ele se senta a minha frente, percebi que ele está bem nervoso.
- O que o senhor queria falar comigo? - pergunto meio impaciente, querendo voltar para a festa.
- Você é igual a sua mãe, sempre decidida - diz me pegando de surpresa.
- O senhor conhecia minha mãe? - pergunto curiosa.
- Eu conhecia sua mãe muito bem, tanto que tivemos você e Belinda, sua irmã gêmea - responde.
Minha respiração trava, acho que eu ouvi mal, ele não pode ter acabado de dizer o que acho que disse .
- Não... Não, não. Você está mentindo, você não é meu pai e eu não tenho nenhuma irmã gêmea - falo exasperada, com os nervos em ebulição - Mentiroso! Como se atreve a vir até a minha casa, na minha festa de casamento, para dizer mentiras? - minha voz vai aumentando drasticamente e no fim já estou gritando.
- Não é nenhuma mentira - ele contra ataca - Eu escolhi seu nome e Arietta o de Belinda, quando vocês nasceram decidimos cada um ficar com uma bebê, eu fiquei com Belinda e a sua mãe com você, mas por uma fatalidade Bel morreu aos onze anos por insuficiência respiratória e desde então venho procurando por você... Há um ano contratei uma detetive particular, alguns meses depois, ela encontrou pistas do seu paradeiro e por coincidência do destino, meu irmão é padrinho do seu marido, aquele dia em que nos conhecemos tive tanta vontade de contar tudo, que eu era seu pai e te abraçar bem forte.
Ele me olha esperando alguma reação minha, mas a verdade, é que não sei como reagir, ainda estou tentando assimilar tudo o que foi dito nos últimos minutos.
A única coisa que faço, é me levantar da cadeira e sair porta a fora do escritório, caminho apressadamente até meu quarto, abro e fecho a porta, passando a chave, à trancando, ainda escorada na porta deslizo até estar sentada no chão, trago meus joelhos até o peito escondendo minha cabeça, é quando o primeiro soluço escapa.
Não sei quanto tempo passei nessa posição, até que escuto baterem na porta, a princípio me assusto por ter perdido a noção do tempo, mais me alívio ao escutar a voz de Erick.
- Ariel, amor - mais uma batida na porta, e me levanto do chão meio tropega, por ficar tanto tempo na mesma posição - Abre a porta.
Giro a chave na maçaneta e abro a porta, revelando o rosto preocupado do meu marido, ele já esta sem o terno, somente com o colete, a blusa branca e a gravata havia sumido.
- Erick - me jogo em cima dele, passando meus braços ao redor de seu pescoço, soluçando.
- Arie, o que houve? Fiquei preocupado e agora estou mais ainda. Por que está chorando? Aquele homem fez algo com você? - ele dispara uma pergunta atrás da outra, enquanto nos empurra para dentro do quarto, fechando a porta atrás de si.
- Aquele homem disse... Disse que é meu pai e que eu tinha uma irmã gêmea - respondo chorando e soluçando.
- O quê?
Ele está tão espantado quanto eu.
Erick me faz deitar em nossa cama, ele fica acariciando meus cabelos até eu pegar no sono. Um sono conturbado, onde aparece uma cópia de mim em um caixão, ao seu lado esta mamãe repousada em seu próprio caixão, no dia do seu velório, depois tudo muda e estou novamente no escritório de Erick, onde revivo toda a história que aquele que se diz meu pai me contou, quando acaba se reinicia toda a cena várias e várias vezes.
Acordo assustada e apavorada, Erick vem ao meu socorro entregando-me um copo com água, mas a água esta com um gosto estranho, alguns minutos depois me sinto sonolenta e logo volto a dormir, agora sem sonhos.
Música da entrada da Ariel no casamento, tinha esquecido de colocar...
ヽ(*≧ω≦)ノヽ
#ClaryStarkey...
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Estrela Solar
RomanceEstrela Solar, conta a história do casal Ariel e Erick. Ariel Anderson, uma professora de vinte e quatro anos, desempregada, que precisa urgentemente de um trabalho para ajudar em casa, é quando ela conhece Erick e seu mundo vira de cabeça p...
