Estrela Solar, conta a história do casal Ariel e Erick.
Ariel Anderson, uma professora de vinte e quatro anos, desempregada, que precisa urgentemente de um trabalho para ajudar em casa, é quando ela conhece Erick e seu mundo vira de cabeça p...
Quem poderia imaginar que eu, Erick Mendonça, estaria casado com quatro filhos e feliz, me sentindo o homem mais realizado do mundo com a mulher da minha vida ao meu lado.
Ariel é muito mais do que eu poderia querer e imaginar, ela é amorosa e uma ótima companheira, me apoia no que eu precisar, mas também sabe dar uma bronca melhor do que ninguém, nossos filhos tem sorte de ter uma mãe como ela.
– O que você tanto pensa ai? – sou tirado dos meus pensamentos pela dona deles.
– Em você – respondo a puxando para meus braços, enlaçando sua cintura.
– E eu posso saber, o que você tanto pensa de mim? – curiosidade estampa seu rosto.
– Em como você é a mulher da minha vida, uma mãe maravilhosa e em como eu te amo.
Seus olhos estão lacrimejados.
– Você também é o amor da minha vida e melhor marido, e, o melhor pai que eu poderia querer para meus filhos, te amo – diz beijando meus lábios .
Mas somos interrompidos por uma batida na porta do meu escritório, Arie se afasta passando a mão nos cabelos, enquanto dou autorização para que entre, a porta se abre e Lúcia passa por ela com um Flávio choroso e vermelho, em seus braços e Arie, como uma mãe preocupada, praticamente corre até ela acolhendo nosso casula nos braços.
– Desculpe, senhora, mas é que ele estava chorando muito e não queria mais ninguém – Lúcia diz como se a culpa fosse dela.
– Não se preocupe, Lúcia, é que esse rapazinho está muito manhoso, porque os dentinhos estão terminando de nascer, não é sua culpa – minha esposa a acalma, conhecendo muito bem nosso filho – Você pode ir, eu cuido dele.
Lúcia balança a cabeça antes de sair e fechar a porta atrás de si.
– O que o bebezinho do papai tem, hein? – pergunto pegando-o no colo – Além de muita manha.
Ele se aconchega, descansando sua cabecinha loira em meu peito, poucos minutos depois ele está dormindo novamente e Ariel aproveita para pega-lo e leva-lo para seu quarto.
Por ser o casula Flávio ou Flavinho, como é chamado por todos, é muito mimado pelos avós, tios e os irmãos, principalmente as gêmeas, mais eu e Arie não ficamos de fora. As gêmeas também é um pouco mimada, principalmente Brietta, não quero que meus filhos cresçam assim, quero que cresçam com caráter, uma boa educação mas não pessoas mesquinhas e sim generosas.
Me levanto guardando tudo numa gaveta, saindo do escritório, passo na cozinha encontro Maria supervisionando as cozinheiras, mesmo namorando Frederick, ela não parou de trabalhar e morar aqui na fazenda, ela é como uma mãe para mim.
A abraço por trás, a assustando, quando ela percebe que sou eu, ela me bate, como se eu tivesse seis anos de novo.
– Calma, Maria – falo tentando me defender de seus tapas, que para sua a idade são fortes.
– Calma nada, seu moleque, quer me matar do coração, era só o que faltava – diz me dando um último tapa.
– O que é isso Maria, me tem tão mal assim? – coloco a mão direita sobre o coração, fazendo drama.
Quando vou receber outro de seus tapas, me esquivo e saio rindo da cozinha, procuro pela minha esposa, a encontro no meio do corredor, só a pego pela mão e saio arrastando-a comigo.
– Para onde está me levando? – pergunta mas não à respondo – Amor? Pode me dizer para onde estamos indo?
– Você já vai saber, esposa.
– Acho bom, marido – diz andando ao meu lado.
Caminhamos até os estábulos, solto a mão de Ariel indo até a última baía pegando Trovão, vejo que ele já está selado como eu pedi.
– Amor, o que está fazendo com Trovão? – pergunta confusa.
– Vamos dar uma volta – respondo me aproximando dela com Trovão.
Ajudo-a a montar e subo atrás dela, passando os braços por sua cintura, segurando as rédeas incitando Trovão a andar saindo do estábulo, assim que chegamos ao pasto livre Trovão começa a trotar, guio-o a cachoeira.
Desço e enlaço a cintura de Ariel para ajuda-la à descer, amarro as rédeas de Trovão em uma árvore para ele comer e descansar, puxo Arie até umas pedras perto da água e começo a tirar as minhas roupas.
– O que está fazendo? – ela pergunta enquanto me observa.
– Eu estou tirando a roupa, não vou nadar com elas – respondo subindo em uma pedra alta, de lá pulo na água e logo depois volto a superfície – Vem amor, a água está uma delícia.
Ela pensa um pouco e depois começa a tirar suas roupas, entrando na água nadando até onde estou, passando os braços por meu pescoço e as pernas ao redor da minha cintura, beijo seus lábios deliciosos.
– Estava com saudade de ficar assim com você, só nós dois – ela diz puxando meu lábio inferior, entre os dentes.
– Eu também estava, é bom ter um momento com a família, mais é melhor um a sós de vez em quando – digo.
Passo meus lábios por seu pescoço e deixo um pequeno chupão, num local menos evidente, deslizo meus lábios por sua mandíbula, bochecha, nariz, os olhos, beijo sua testa e finalmente desço para sua boca.
Nossa tarde foi espetacular, fizemos amor e tivemos um descanso merecido, sem filhos gritando, chorando, esperneando e sem trabalho, só nós dois .
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