Estrela Solar, conta a história do casal Ariel e Erick.
Ariel Anderson, uma professora de vinte e quatro anos, desempregada, que precisa urgentemente de um trabalho para ajudar em casa, é quando ela conhece Erick e seu mundo vira de cabeça p...
Nas últimas semanas recebemos a triste notícia de que infelizmente, Suzana não sobreviveu ao parto, parece que teve uma complicação, e descobrimos que Guilherme, meu ex-noivo, é o pai da bebê, isso quer dizer que ele vinha me traindo já algum tempo, ele vai ficar com a menina, agora ele vai ser pai solteiro, para quem não queria filhos.
E por falar em filhos, já cheguei ao oitavo mês, as bebês graças a Deus estão bem, a minha médica queria que levasse a gravidez pelo menos até as trinta e sete semanas, mas parece que as minhas filhas não querem colaborar, desde ontem a tarde estou sentindo uma dorzinha chata no pé da barriga e nas costas, meus pés estão bem inchados, ainda não falei nada para Erick e Maria, eles são muito preocupados, ainda mais agora que estamos na reta final da gestação.
Tia Rosana e minha sogra já voltaram para suas respectivas casas e vidas. E também conheci minha madrasta, ela é legal e gentil, me mostrou várias fotos da minha irmã gêmea, ela realmente se parecia comigo, era como olhar minhas próprias fotos, mais em roupas e cenário diferentes, parece que meu pai é rico.
Saio dos meus pensamentos com mais uma contração, agora elas estão vindo espaçadas de meia em meia hora, faço uma careta segurando minha barriga.
– Amor, você está bem? – Erick pergunta segurando minha mão em cima da mesa.
Estávamos reunidos na sala de jantar, tomando café da manhã, então não dava para mentir dizendo que não era nada.
– Eu acho que as bebês vão nascer – respondo respirando fundo e soltando o ar pela boca.
– O quê?
Ele entrou em choque, paralisado enquanto Marcus vinha me ajudar, ele grita por Maria que vem correndo. Quando começo a gemer de dor, quando uma contração mais forte me atinge, ele parece finalmente acordar de seu transe, pegando o celular em seu bolso e ligando para alguém, não presto atenção.
Eu não sei como e nem quando, mas ao perceber já estamos num helicóptero a caminho do hospital, as contrações estão vindo em menos tempo. Minha bolsa estourou no meio do caminho e agora, talvez não dê tempo de chegar na maternidade, estou sentindo que elas estão vindo.
– Não vai dar tempo, elas estão nascendo – aviso com a respiração acelerada.
Assim que pousamos no heliporto, Maria da um jeito estendendo uma coberta, que não faço a mínima ideia de onde ela tirou, no chão mais ao canto.
– Maria, o que está fazendo? – Erick pergunta me ajudando a descer do helicóptero.
– Vamos fazer o parto dela – responde com naturalidade, enquanto esteriliza uma tesoura, que tirou de sua bolsa, com álcool em gel.
– O quê?
– Erick, não da tempo de chegar ao hospital, ajude-a à se deitar aqui e se posiciona atrás das costas dela – escuto Maria instruindo meu marido.
Ele faz exatamente o que ela pede, me deito na coberta com dificuldade, sempre tentando manter a respiração estável.
– Agora querida, faça bastante força quando a próxima contração vier.
Concordo balançando a cabeça e logo uma contração vem, me fazendo gemer e praticamente gritar durante o processo de empurrar, nunca pensei que trazer um bebê ao mundo fosse tão doloroso.
– O bebê está coroando, só mais um pouco de força – Maria diz, entre minhas pernas.
Faço força mais uma vez e sinto o bebê escorrendo para fora, escuto seu chorinho enquanto Maria corta o umbigo umbilical e a enrola na mantinha vermelha, a colocando em meus braços.
– Olha amor, ela tem seus olhos.
Quatro minutos depois, a próxima contração vem, repito o mesmo processo uma segunda vez e logo nossa outra princesa nasce, chorando a plenos pulmões. Alguns minutos depois, ouvimos o barulho de sirenes da ambulância e assim, eu e nossas filhas somos levadas ao hospital, de lá avisamos a tia Rosana, Vivian e Ellen do nascimento das gêmeas, por último ligamos para o meu pai, que desligou dizendo que já estava vindo para o hospital.
Depois de passarmos pelos exames de praxe, após dizer que estava tudo com todas nós, fui levada para um quarto e daqui a pouco vão trazer elas para amamentar.
Meu pai é o primeiro a chegar, junto com minha madrasta, Daiana, assim que eles entram duas enfermeiras aparecem com minhas filhas. Esperamos todos estarem aqui reunidos, como Ellen mora fora do país, fazemos vídeo chamada com ela, para apresentarmos nossas bebês.
– Pessoal – digo chamando a atenção deles pra gente – Apresento a vocês Brietta – aponto para a que está no colo de Erick, foi a que nasceu primeiro – E a Belinda.
Mostro a bebê em meu colo, fazendo meu pai e Daiana se emocionarem percebo pelos seus olhos lagrimejados.
– Meninas, conheçam seu vovô, suas quatro vovós, seu irmão e sua tia.
Brietta e Belinda, nasceram loiras dos olhos verdes como os meus e de Erick. Brietta nasceu com dois quilos e cento e cinquenta e três gramas, e quarenta e oito centímetros, Belinda nasceu com dois quilos e cento e cinquenta gramas, e quarenta e cinco centímetros .
Elas são perfeitas.
Faço algo que acho que toda mãe faz, enquanto amamento as meninas, uma por vez, conto seus dedinhos das mãos e dos pés, aliso sua bochechinha rosada, sinto seus cheirinhos.
Agora com elas aqui, tudo na minha vida faz sentindo. O mundo parece diferente, eu pareço diferente .
Eu faço tudo por elas, acho que é isso que quer dizer ser mãe.
– Mamãe ama vocês, meus amores – digo dando um beijo em suas testas.
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O peso e o tamanho delas podem ter ficado grandes demais para bebês gêmeos, mas eu me basiei para uma gravidez de trinta e sete semanas ... Beijocas 😘😘😘😘😘😘😘😘.