As Sete Igrejas (Ano 90 D. C.)

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Apocalipse: 1. 9

"Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, [estava na ilha chamada Patmos] por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus."

      Aproximadamente no 96, João é deportado para uma ilha chamada Patmos, no mar Egeu, pelo imperador Domiciano, por volta de 91 e 96, depois de Cristo; nesse período João era o pastor de Éfeso, na Ásia menor, uma das igrejas que posteriormente receberia uma carta de Cristo. Cinquenta anos após a morte e ressurreição de Jesus, João ainda estava vivo, senso o único apóstolo que ainda restava vivo; se cumprindo a palavra dita por Jesus:
"Ora, vendo Pedro a [este], (João) perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será? _Respondeu-lhe Jesus: [Se eu quiser que ele fique até que eu venha,] que tens tu com isso? Segue-me tu." (João: 21. 21. 22).
      João é conservado vivo até que recebesse a "revelação", ou apocalipse, isso por que Deus tinha um propósito de respaldar, e reafirmar a igreja, ainda na sua forma embrionária; Jesus aparece à João muito diferente daquele jeito no qual havia aparecido na terra, seu aspecto era totalmente celestial e soberano. E depois disso, João morre em Éfeso, depois de várias tentativas de matar o apóstolo frustradas, eles resolvem solta-lo, e deixá-lo vivo, e ele volta pra Éfeso, e ali fica até morrer; a vida prolongada de João é usada pra trazer um sinal pra igreja daquele tempo, e também, por ser um dos apóstolos de Jesus, essa revelação teria muito mais relevância e crédito.


A VISÃO

Apocalipse: 1. 10.

["Eu fui arrebatado em espírito] no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,"

      João em espírito, ou, nos seus sentidos, foi arrebatado, levado ao céus, e lá pode ver coisas insondáveis e poderosas que iriam acontecer; o apocalipse começa com João vendo coisas do presente, e depois as revelações mais profundas começam a aparecer. E uma grande voz por detrás dele começa a falar,fazendo revelações muito preciosas, e tudo nos indica que seria o Senhor Jesus conversando com ele; João é surpreendido com uma voz muito forte, que o vai mostrar alguns detalhes muito importantes nessa revelação, as quais ele deveria relatar em livro.

Apocalipse: 1.11.

"que dizia: O que vês, escreve-o num livro, [e envia-o às sete igrejas]: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia."

      Essa voz manda que João enviasse os relatos do que iria ver, por escrito, às sete igrejas da Ásia, às quais ficavam próximas de Éfeso, onde João estava vivendo no momento; essas eram as cidades próximas de Éfeso, e suas igrejas levavam seus nomes, cada qual em suas localidades. Na verdade não eram só sete igrejas, havia muitas outras, em várias outras cidades, mas foram citadas por seleção profética; o número sete na bíblia representa "plenitude", ou "completude", um número ou quantidade perfeita, ou completa, e é muito recorrente na linguagem profética, para simbolizar "um todo".


PLURALIDADE E UNIDADE

Apocalipse: 1. 12.

"E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, [vi sete castiçais de ouro]"

      João se vira pra ver quem falava, mas ao se virar, vê outra imagem, ou uma representação profética, mostrando a completude, simbolizada pelo sete, dos castiçais, ou candeeiros, que estavam naquela visão; e não eram normais, ou feitos de material banal, mas eram feitos de ouro puro. Esses candeeiros eram exatamente o modelo do menorah do templo do Senhor, que tinha que ser também de ouro puro, representando a "natureza gloriosa de Deus"; mas o que ele representava?! o próprio texto responde, no verso 20 desse capítulo, nos dá a revelação de tudo: "Eis o mistério... os sete candeeiros [são as sete igreja]."
       Fazendo essa comparação, há uma coisa muito importante a ser destacada, então vamos para; (Êxodo: 25. 31) que diz:
"Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus cálices e as suas corolas [formarão com ele uma só peça]." Juntando essas informações, podemos ver que nos fala de "unidade"; pois se cada candeeiro é uma igreja, e fazem parte de uma só peça, isso revela que:

1°) há localidades e endereços diferentes;
2°) e também há culturas e respostas a essa culturas compatíveis;
3°) e até nomes diferentes;
4°) mas que, fazem parte de uma só peça; ou seja, nos mostra que a igreja é uma só, a noiva de Cristo, independente de ser diversa.


CRISTO NO MEIO DA IGREJA

Apocalipse: 1. 13.

"[e no meio dos candeeiros] um semelhante ao Filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;"

      O próprio Jesus é visto por João no meio dos candeeiros, ou no meio das igrejas, como aquele que assiste, observa e também orienta, e mais à frente ele vai afirmar que "conhece as obras de cada das igrejas"; ele está comprometido com o sucesso do seu projeto "igreja" a tal ponto que passeia no meio dela, sendo ela, nas suas mais diversas formas e localidades, tudo pra garantir que o seu propósito seja cumprido como quer. A descrição das vestes, desse que está no meio das igrejas, é a descrição das vestes do sumo sacerdote, o maior dos sacerdotes, o responsável por apresentar o sacrifício à Deus; isso nos mostra que ele apresenta as igreja na sua totalidade como sacrifício aceito à Deus Pai.
      Toda a igreja tem a dedicação de Cristo sobre ela, todos os passos e direções que essa instituição organizacional dá, é assistido de perto pelo Senhor que a comprou; preço pago com sangue, pra remição dos pecados, e ter a possibilidade de apresentar essa "noiva" ao Pai, imaculada e de vestes brancas. Esse é o trabalho do sumo sacerdote, apresentar sacrifício pelos pecados do povo, e aqui, o próprio Jesus é apresentado como o superior sacerdote, que está no meio da igreja fazendo com que o sacrifício seja aceito; o compromisso de apresentar a noiva sem mácula ou mancha, faz com que a igreja nunca saia dos cuidados do noivo, Cristo Jesus.



PASTORES E LÍDERES

Apocalipse: 1. 20.

"Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra... [as estrelas são os anjos das sete igrejas] ..."

      Em ordem decrescente, vamos começar a analisar os versos pela revelação, para confirmar que o próprio Deus colocou pastores e líderes nas suas igrejas; ao decorrer das cartas notasse que os anjos são na verdade, homens incumbidos de cuidar dessas igrejas. E também porque é uma ocorrência afirmar que anjos são responsáveis por cuidar de igrejas; mas pelo contrário, homens foram chamados para serem pastores delas

Apocalipse: 1.17 

"...[e ele pôs sobre mim a sua destra], dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último"

      É importante notar que as estrelas, ou, os anjos estavam na destra Dele, e que é o mesmo lugar que João é posto, no decorrer da visão; isso nos confirma que os anjos eram os líderes das igrejas, e também porque João estava pastoreando Éfeso na ocasião, uma das igrejas citadas. A destra pode ser um lugar, posição, ou espaço reservado aos líderes, nessa visão, para distinguir esses homens; há uma liderança ordenada, e reconhecida pelo Senhor, para orientar e dirigir a igreja enquanto, aqui na terra; isso é fato, como diz:(João: 21. 16) "... Disse-lhe: [Pastoreia as minhas] ovelhas."

Apocalipse: 1.16.

"Tinha ele [na sua destra sete estrelas]..."

      Essas estrelas, ou anjos, ou pastores ocupavam um lugar de distinção, dando a entender que são igualmente importantes quanto às igrejas; são citados como segundo elemento nessa visão, a saber: candeeiros e estrelas, um segundo componente na relação noiva e Cristo. Então é impossível haver igrejas sem pastores e líderes, respaldando o que Paulo disse: "Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; [porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas]; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil." (Hebreus: 13. 17).

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