Awful Things

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N/A: O capítulo não estava revisado, postei hoje porque queria muito que surtassem comigo! Estou adorando as músicas dando match com os capítulos haha. Tem personagem novo, e a princípio ele chegou para ajudar, ao final, tirem suas conclusões.

As palavras de Gus me atingiram como um soco no estômago me atingiria. Por mais que eu quisesse abrir os olhos e abraça-lo, meu corpo não me permitia. A consciência estava longe, tentando assimilar o que aconteceu entre nós. Cai em sã consciência quando ouvi da boca de Gus que estava apaixonado por mim, ele era relamente capaz de ter sentimentos por algo ou alguém.

Nunca estive nessa situação por isso não tenho ideia do que fazer, não tenho como tomar uma atitude nessa posição. Ele não tinha porque fazer aquilo, muito menos ter falado o que me falou, sem que algo estivesse acontecendo dentro dele, eu apenas não consegui enxergar.

Se eu dissesse que não sinto o mesmo por ele estaria mentindo. Estaria mentindo para eu mesma, e o pior, para ele.

A situação por ser extremamente delicada não me deixa escolhas a não ser me afastar dele, não posso machuca-lo pois eu estou machucada, não posso oferece-lo o meu amor por inteiro pois no momento sou apenas metade de mim.

Sinto muito por nós, por não poder estar lá quando ele precisar, ou simplesmente por não ser capaz manter essa amizade. Gustav, com toda a certeza do mundo, é uma boa pessoa para todos que estão a sua volta, e para mim não é diferente.

O que nos separa agora é o abismo de sentimentos entre nós.

Levantei da banheira com gotas de água escorrendo pelo corpo, coloquei para fora uma perna, depois á outra, saindo assim da mesma.

Peguei a toalha na qual eu estava encostada a cabeça e comecei a passar pelo meu corpo, o secando. Sequei as mechas do meu cabelo, uma por uma. Me enrolei na toalha novamente e sai do banheiro.

Entrando no quarto, abri o guarda-roupas. Como a maioria das roupas estavam no apartamento em Londres, eu não tinha muitas opções de escolha sobre o que vestir, apenas tentei achar um jeans e uma camiseta que não ficasse muito transparente. Vesti as duas peças e sai do quarto.

Desci as escadas e vi apenas meu pai sentado na mesa da cozinha com as mãos sobre os olhos. Passei por ele e fui até um dos armários pegar um copo para beber água.

Abri a porta da geladeira e abaixei para buscar pela garrafa d'água, quando levantei novamente para fechar a porta, levei um susto.

-Pai! Que susto.- Meu pai estava parado atrás da porta da geladeira olhando fixamente para mim.

-Amethyst, precisamos conversar. -Ele falou, extremamente sério.

-Claro pai, o que houve? Você está bem?- Perguntei para ele com certa aflição na voz.

-Comigo não houve nada, e com você? - Ele me perguntou como se eu fizesse alguma ideia do que ele estava falando.

-Não pai, estou ótima! Muito obrigada pela preocupação. -Dei um sorriso de canto e fui em direção á saida da cozinha.

-Gustav disse que você estava machucada, que era para eu prestar atenção com quem você anda. -Ele me puxou pelo braço me fazendo olhar fundo em seus olhos.

Ele não ousaria.

-O que ele te contou? -O perguntei aflita.

-A, então quer dizer que tem alguma coisa?

-Não tem nada, o Gustav não tinha esse direito, se trata da MINHA vida.- Gritei alto o bastante para que toda a vizinhança ouvisse.

-Eu te dei a vida Amethyst, tudo que diz respeito a você, diz respeito a mim também filha! Você está em Londres agora, outro pais, não tenho como e nem posso controlar a sua vida, mas também não posso te largar assim, é o meu papel, e mais do que isso, você é a única coisa que eu tenho na vida. -Ele cuspiu todas as palavras como se estivesse engasgado.

-Pai, acho que essa não é a melhor hor...- Ele me parou e segurou meus braços.

-Quando vai ser a melhor hora Amethyst? Quando você morrer e me ligarem de Londres para te enterrar?- Ele gritou novamente.

-Pai, vamos nos sentar por favor, não quero que você fique mais nervoso do que já está.

Fomos da cozinha para a sala, nos sentando no sofá.

Sentei ao seu lado, colocando minha mão sob suas pernas, tomando coragem para começar a falar.

-Pai, primeiro de tudo, antes de mais nada, quero que saiba que o que vai ouvir não será nada fácil, então preciso que seja muito além do que forte, preciso que seja frio.

-Ame, você está me assustando. -Ele disse com certo embargo na voz.

-Pai, houve um incidente em Londres a algum tempo em que eu precisei de socorro, e uma pessoa que achei que estava ali para me socorrer, na realidade me fez muito mal. -Contei a ele, já sentindo as lágrimas vindo para fora dos olhos.

-O que aconteceu Ame, vamos, me diga logo.

-Eu fui drogada e violada por esse homem. -Soltei as palavras como um jato, já chorando todas as lágrimas que haviam em meu corpo.

Ele não teve reação, esperei que me dissesse algo mas ele apenas ficou parado me olhando. Percebi que suas mãos começaram a tremer, como se fosse bater em algo. Tentei toca-lo mas ele afastou suas mãos de mim, olhei para seu pescoço e ele estava ficando...roxo?

Meu Deus ele não está respirando.

-PAI FALA COMIGO! -Gritei, o sacudindo.

Ele colocou a mão sob o lado esquerdo do peito e começou a aperta-lo, logo em seguida com a outra mão começou a coçar a garganta como se não estivesse conseguindo respirar.

Ele não estava respirando, estava infartando.

E o pior de tudo, eu tinha causado aquilo. Perdi minha mãe, perder meu pai não é uma opção.

Desesperada, corri até meu celular que estava na mesa da cozinha e disquei o numero da emergência. Gritei nitidamente desperada para quem estivesse me ouvindo do outro lado do telefone, falei o mais rápido que eu pude, contando tudo que havia acontecido e como meu pai começou a passar mal. Eles me deram o tempo máximo de dez minutos para chegar em minha casa.

Voltei até a sala e coloquei minhas mãos contra o peito do meu pai, tentando segura-lo. Ele é forte demais e estava pendendo constantemente para frente, como quem vai cair a qualquer momento.

O deitei no braço do sofá e coloquei uma almofada em sua cabeça, me certifiquei de que ele não iria cair e voltei até a cozinha, pegando meu celular.

Disquei o numero de Gus esperando que ele me atendesse. Estava tão nervosa que perdi as contas de quantas vezes disquei seu numero em meu celular sem obter resposta.

Quando cai em mim e percebi que ele não iria me atender de qualquer forma, por conta de hoje mais cedo. Estava apenas me sentindo impotente e estupida.

Gus não me atenderia, mas tenho certeza de uma pessoa que me atenderia no primeiro toque.

Peguei meu celular novamente e procurei por um contato em especial.

No terceiro toque, fui atendida.

-Noah, preciso de você! Não tenho tempo de explicar, em quanto tempo você chega na minha casa? É urgente! - Quase não respirava de tão rápido que havia falado.

-Ame! O que está acontecendo, preciso sab...- ele me respondeu agitado.

-NOAH QUANTO TEMPO! – Gritei do outro lado do telefone.

-Dez minutos. – Ele me respondeu, e eu desliguei.

N/F: GENTE É O NOAH EX NAMORADO DA AME HSKSKKSKSAKKSNSMAKKSKSKS ja sabem que o caos ta instalado né? Só para não perder o costume 💖 Love u all

Star Shopping - Lil PeepHistórias para pegar e não largar. Descubra agora