𝐃𝐨𝐧'𝐭 𝐲𝐨𝐮 𝐜𝐚𝐥𝐥 𝐡𝐢𝐦 𝐛𝐚𝐛𝐲
Cher Brunet, uma jovem de vinte e um anos, está no último semestre da sua faculdade de Letras, vive na agitada cidade de Paris, capital da França. Cher vive uma vida tranquila, vai para a faculdade e está se...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
21 mars 2020; samedi
ACORDO COM uma leve dor no ombro, noto que ainda estou deitada em cima do braço de Nate. Passo a mão pelo lençol que cobre o meu corpo, noto que ainda estou nua. Olho para o lado, Nate dorme como um anjo, mal respira, parece uma obra de arte a ser admirada.
Levanto fazendo o mínimo de movimento possível, pego o meu celular de cima da cabeceira da cama e vou para o banheiro, fecho a porta e ligo o celular, tem uma chamada perdida da minha mãe, olho no visor e já são dez horas da manhã; resolvo retornar.
— Bom dia, princesa! — mamãe diz, com sua voz doce.
— Bom dia, mãe.
— Eu te acordei?
— Não, eu estou indo tomar banho. — Coloco o celular no viva voz e o apoio em uma das prateleiras de dentro do box, entro no mesmo. — Vão estar em casa nesse final de semana?
— É claro, pretende vir aqui? — ela pergunta e a porta do banheiro se abre, Nate aparece apenas de boxer e eu esqueço o que mamãe disse. — Cher? — Faço sinal de silêncio para o Nate.
— Sim, mamãe. Eu tenho que desligar, até mais tarde — me despeço.
— Tudo bem, princesa. Se cuida.
— Eu te amo — digo, ouço a recíproca e desligo a chamada.
— Bom dia — Nate diz, sorrindo.
— Bom dia — digo.
Sem pedir, ele retira a boxer e entra no box comigo, tento manter o foco de não querer transar à essa hora.
— Vai sair? — ele pergunta, enquanto eu ligo o chuveiro e me molho.
— Eu vou visitar os meus pais, e provavelmente os meus irmãos vão estar lá também — explico.
— Eu posso ir junto? — ele pede, sem mais nem menos.
Fico sem resposta, apenas pego o shampoo e passo nos meus fios amarelos, enquanto ele entra embaixo do chuveiro, ele é tão alto que quase bate a cabeça no mesmo.
Fico buscando alguma expressão de brincadeira ou ironia em seu rosto, mas sem sucesso.
— Claro — respondo, depois do que parece ser uma eternidade.
Ele tira a água do rosto e me observa.
— É sério?
— Sim. — Ele definitivamente é um pouco indecifrável.