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Eu não sei se você lembra de tudo isso. E não sei porque estou escrevendo essa carta.
Será que você se importa?
Será que você se lembra?
Ultimamente eu tenho me perguntando isso constantemente, afinal eu tenho muito tempo para isso aqui nesse inferno.

Você sente por isso?
Sua consciência pesa quando se lembra do inferno que me colocou?

Eu fico chocada com o fato de eu ter me colocado nisso, James.
Como eu caí como uma ingênua acreditando em tudo o que você dizia.
Eu fui alertada constantemente até mesmo por meu subconsciente e ignorei tudo.
Lutei constantemente contra o pensamento que você mudaria e o que dizia que não.

E aquele dia quando a polícia veio em minha direção eu soube que você não mudaria.
Porquê pessoas não mudam, elas apenas se revelam com as diferentes circunstâncias.

Cada vez que encarava a tela do meu celular eu sentia raiva de você e da Paige. Me lembrava do dia da festa e como você agia como se fosse o rei.

E quando seus olhos confiantes e sorriso convencido apareceu em minha porta numa sexta a noite, eu não acreditei.

— nem um boa noite?

Sua voz era suave, mais forte.

— que porra você está fazendo aqui?

Então você sorriu ainda mais e levantou uma garrafa de Jack Daniels e uma caixa de pizza.
Minha gargalhada ecoou pela casa, mas você não modificou sua postura.

— então, posso entrar ou não?

Sabes, na maioria dos filmes eles diziam que vampiros, só entravam na nossa casa se nós permitíssemos.
Eu odiava quando as mocinhas se deixavam ser seduzidas e que permitiam que eles entrassem para depois serem destruídas. Mortas.
Você parecia exatamente com um e eu sempre odiei vampiros e mocinhas ingênuas.
E também histórias repetidas.

— vai me deixar entrar ou não?

Mas quando se trata de você, eu sempre sou a mocinha ingênua que te deixa entrar.

With love, addictedOnde histórias criam vida. Descubra agora